A época 13/14 começa ainda sobre o espectro do pesadelo vivido nos últimos jogos da temporada anterior, os adeptos estão descrentes e a equipa não galvaniza. Nas pré-épocas do Benfica é comum ver-se uma euforia generalizada com as expectativas de toda a gente em alta. Em Julho/Agosto o céu é o limite. Nesta pré-época não se viu nada disso, observámos uma equipa tristonha e um pouco à deriva.
Viveu-se um tempo estranho, o Benfica não tinha uma voz de comando nem um caminho bem definido. Aquele que vinha sendo o maior "gestor desportivo" do Benfica nos últimos anos - Jorge Jesus (para o bem e para o mal) - parecia também anestesiado e a derrota na 1ª jornada do Campeonato foi quase esperada (6 meses depois é ainda a única em provas nacionais).
Depois de 3 pontos "jogados fora", soou o alarme (tarde!) e Luís Filipe Vieira deu uma boa entrevista esclarecendo muita coisa e acalmando as hostes. O Benfica continuou a jogar pouco (só perto do final do ano civil arrancaria as primeiras grandes exibições, em Atenas e no derby da Taça de Portugal) mas foi-se mantendo perto da liderança da Liga.
Vários jogadores-chave apresentavam-se muito longe do exibido na época passada (Garay, Matic e Lima por exemplo) e a equipa tardava em transmitir confiança e esperança aos adeptos (o número de espectadores na Luz era a prova disso - apesar de liderarmos assistências...). Em contraste com o fraco desempenho no jogo jogado, havia altíssimas expectativas por parte da administração que sonhava com a final da Champions no Estádio da Luz e que, pela voz do Presidente, considerava este «o melhor plantel dos últimos 30 anos». Alguma coisa não encaixava...
Eu considerei este o melhor plantel dos últimos 20, com soluções para todo o género e feitio e com uma série de jogadores fabulosos. Ora sendo este o melhor plantel da era Jesus, porque exibíamos então o pior futebol (de longe) dessa mesma Era ?? Jesus parecia ser o denominador comum e o "culpado" mais óbvio.
Mas há outros aspectos a considerar, desde logo o "melhor plantel". O jogador em melhor forma durante toda a pré-época chama-se Toto Salvio. O único extremo que é capaz de ir à linha de fundo e ao mesmo tempo apoiar defensivamente. O nosso extremo mais desequilibrador está lesionado há 5 meses (desde a 3ª jornada em Alvalade) e não há ninguém com as suas características...
Depois há ainda o melhor marcador estrangeiro da História do Sport Lisboa e Benfica: Oscar Cardozo. Depois de um defeso em que encheu capas e capas de jornais e em que a sua saída esteve iminente, o paraguaio acabaria por permanecer entre nós (mas sem pré-época feita). Em boa hora Vieira não cedeu à pressão de "vender de qualquer maneira" e, não existindo nenhuma proposta que correspondesse às expectativas do Benfica, Cardozo estava de volta ao grupo.
Portanto, este grupo estava órfão não só do melhor extremo mas também do melhor marcador. Assim talvez se perceba melhor a escassez de golos mas não serve de desculpa para o fraco rendimento defensivo.
Cardozo ainda demorou a ficar em forma e a começar a facturar, mas quando o Tacuara encontrou o caminho das balizas contrárias, os golos e boas exibições sucediam-se. Foi neste altura, para mim o melhor momento de forma de sempre de Oscar Cardozo, que o paraguaio se lesionou (4-3 frente ao Sporting na Taça de Portugal) e continuou de fora até hoje...(voltará frente a uma das suas vítimas preferidas na 18ª jornada ??)
Com a subida de forma de Matic & Enzo Pérez o rendimento da equipa melhorou e defensivamente tivemos uma melhor estabilidade. Mas a verdade (e contrariamente a outras épocas) é que continuávamos sem ter um 11 base e íamos alternando a nossa estratégia e os nomes que a compunham. Houve a questão das laterais (Cortez é um erro de casting), Siqueira e Sílvio tiveram lesões arreliadoras logo de início, e Maxi teimava em estar longe do fulgor exibido noutras alturas. Restava André Almeida, que tem - misteriosamente para mim - jogado pouco esta época.
Na frente tivemos um Lima batalhador mas com uma eficácia muito pequena e a milhas da época passada; e Rodrigo fez um primeiro terço de época desastrado, a roçar a vulgaridade. No último mês e pouco Rodrigo tem feito inúmeros golos e boas exibições, parecendo retomar a forma que o notabilizou entre nós. E talvez por isso se volte a falar na sua venda....
Outra incógnita para mim é o desaparecimento do outro André (Gomes) da equipa e até das convocatórias. Um jovem jogador que na época anterior foi titular em Nou Camp e Alvalade, nunca se intimidando e arrancando belíssimas exibições, está esta época arredado da equipa principal. Apenas na equipa B se vai mostrando, invariavelmente com grandes exibições e golos...
Tal como Rodrigo, também se fala na venda de André Gomes (por 15M), o que me parece absurdo, apesar de quinze milhões serem um bom negócio. Mas trata-se dos poucos portugueses de nível do plantel e com potencial para se afirmar na equipa A e mesmo na Selecção Nacional.
Quando Javi Garcia foi vendido, o espanhol disse que dentro de pouco tempo os beniquistas se esqueceriam dele porque ficava Nemanja Matic. Pois bem, a profecia do espanhol cumpriu-se e no momento da saída, Matic disse algo parecido acerca de André Gomes «vai ser o melhor médio do Campeonato».Depois da saída do melhor jogador do plantel (Matic) parece-me ridículo que se equacione a saída de André Gomes, mais do que a sua pouca utilização na equipa principal.
E sem Matic, o Benfica vê-se neste momento privado, provavelmente, das suas 3 pedras mais influentes: Matic, Cardozo e Salvio. Coisa pouca... Mas falemos de Matic e da sua venda. É ponto assente que vendemos o melhor jogador do plantel e é claro também que 25M (ainda que a pronto pagamento) é um valor muito aquém do nível do sérvio. A sua cláusula era de 50M, valor que Vieira exigiu no Verão (e houve ofertas bem acima de 30M...), portanto o que levou o Benfica a abdicar, no máximo de 25M e no mínimo de 10M ??
Diz-se que a saída da Champions League ditou esse destino, mas que eu saiba, o apuramento para os oitavos de final rendia menos de 10M (apuramento + bilheteira). Para obtermos 25M na Champions...só vencendo a competição. Parece-me claro que a tesouraria precisava de mais que os valores de passagem aos oitavos de final da Champions...
Houve um grande esforço financeiro no defeso passado para não se vender ninguém importante, tudo bem, mas a gestão da venda de Matic parece-me péssima. Desportiva e financeiramente! Muito mal têm que estar os cofres da Luz para ter sido tomada esta decisão. Matic vale muito mais que 25M, e no final da época o sucesso desportivo (mais provável com Matic em campo) poderia catapultar o sérvio para valores bem mais condizentes com o seu real valor. Portanto o Benfica hipoteca algum do seu sucesso desportivo por 25M...viva o sucesso económico do Clube.
Eu sei que um clube como o Benfica não pode viver acima das suas posses, e que, supostamente, Matic teria feito alguma pressão para sair já, mas será que não há ali um "gestor" desportivo e/ou financeiro que saiba ler esta situação e procurar a melhor saída para o Benfica ?? O Matic, que não pode jogar na Europa por outra equipa, seria tão difícil de convencer durante "apenas" mais 6 meses ?? Conhecendo as pessoas que estão agora no Chelsea (toda a entourage Mendes & Mourinho) não me custa a acreditar que tenha havido pressão "inglesa" para Matic sair já...mas é assim tão imprescindível para eles ?? Mourinho já deitou a toalha ao chão na Champions (visto não poder utilizar o sérvio) ??
Tudo isto não passam de especulações, mas a verdade é que o Benfica não tomou (ou não soube tomar) uma medida de força nesta negociação, estaremos mesmo fragilizados financeiramente ? É que continua-se a falar de outras vendas (Garay, Rodrigo, André Gomes) e de muitos milhões...afinal de quantos milhões necessitaríamos se tivéssemos permanecido na Champions ? Enfim..
Sobra para o mesmo de sempre...o treinador Jorge Jesus (o ás de trunfo da "gestão-SLB" ou sr 200M como lhe chamam os tecnocratas do Clube) que pela enésima vez não se queixou e disse já que vai encontrar soluções dentro do plantel (A e B). Um treinador assim é o sonho de qualquer gestor económico: trabalha "pedras" e transforma-as em diamantes.
Na verdade, o trabalho de JJ é esse, encontrar soluções para as vitórias, e se não podemos caçar com cão... Resta-nos esperar que mestre da táctica saiba capitalizar a muita matéria-prima do CFC e "espremer" o máximo dos craques que por cá continuam. Porque até aqui, e com tantas contrariedades o Benfica lidera isolado o Campeonato, é a única equipa apurada para as meias-finais da Taça da Liga e está nos quartos de final da Taça de Portugal (visita o Penafiel).
Na Europa foi eliminado da Champions com 10 pontos (pontuação suficiente em mais de 80% dos casos para seguir em frente) e está nos 1/16 da Liga Europa (frente ao PAOK). Portanto e face a tudo o que já se passou esta época (sobretudo o primeiro terço) a equipa parece estabilizar e crescer nesta fase crítica, veremos se há estofo de Campeão entre os nossos, porque de sacrifício e solidariedade já são eles vencedores. Termino com um excerto do Tertúlia Benfiquista, que me parece resumir na perfeição o que foi esta primeira metade da época (as palavras são do Gonçalo, a.k.a. D'Arcy):
«Debaixo de constantes críticas da imprensa e dos seus próprios adeptos, a ter que superar a carga psicológica negativa do terrível final da época passada, com diversos jogadores fulcrais indisponíveis por lesão, com o treinador suspenso durante um mês, o Benfica foi a melhor equipa da primeira volta do campeonato, mesmo que outros tenham sido os campeões das loas. Estamos em primeiro com todo o mérito, e apesar das inúmeras contrariedades que nos têm afligido»
P.S. - na 1ª volta jogámos fora no Marítimo (D), Guimarães (V), Estoril (V) e Sporting (E), 4 deslocações que considero difíceis, e ainda vencemos na Académica e Rio Ave, onde nos últimos anos temos tropeçado. Na segunda volta temos Braga, Nacional e Porto como as saídas mais complicadas, portanto acho que devíamos fazer mais pontos nestes últimos 15 jogos do que nos primeiros 15. Não podemos é perder 4 pontos (em casa!!) com novos primodivisionários como Arouca e Belenenses...
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
Foi à Eusébio !!
Dizia o King «enquanto eu joguei, o Porto nem cheirou», referindo-se às conquistas de Campeonatos (inexistentes) por parte dos nossos rivais. Hoje foi mesmo assim, com 11 Eusébios em campo, o Porto nem cheirou.
Foi um jogo de grande entrega e raça dos nossos rapazes, demonstrando a garra de que é feito o Benfica. E essa foi a melhor resposta ao muito que se disse e escreveu (os ridículos pseudo-intelectuais que tentaram minorizar uma figura mítica, espantados pelo poder e impacto de um miúdo pobre da Mafalala; e também aos pobres de espírito que através de blogues afectos ao Porto gozaram, faltaram ao respeito e - como sempre fazem - insultaram os benfiquistas e tudo o que seja vermelho).
Aos primeiros, sobretudo os "jornalistas desportivos", os que diziam coisas como uma derrota do Benfica será muito difícil de superar ; ficar a 3 pontos de Porto e Sporting é um duro golpe ; Jesus tem medo ; Jesus vai mudar ; e outras balelas do futebolês, aqui fica o voto de resto de um bom Domingo e a farmácia de serviço já recuperou o stock de Rennie.
Aos outros, os idiotas úteis, os que se dizem adeptos de um clube e passam a semana a "postar" verborreia sobre o Sport Lisboa e Benfica (porque de facto eles só vêem encarnado...), a esses deixou-lhes uma citação de Maradona...
Custou-me ver e ler as barbaridades que se disseram, hoje atingiu-se mesmo a pouca vergonha de se fazer uma capa de jornal dizendo que Matic se recusara a seguir para estágio. Perdeu-se toda a vergonha e tentou-se tudo. Enganaram-se no alvo. Matic é enorme, um senhor e respondeu como sempre: em grande! dentro do campo!
A outra teoria que tentam passar por verdade (e há beniquistas a sustentarem-na) é que JJ tem medo do Porto, como antes "tinha um buraco no meio campo só com 2 médios" e ainda "não se pode jogar com 2 avançados". Pois bem, JJ respondeu no campo: com 2 médios (Enzo & Matic) e 2 avançados (Lima & Rodrigo). Resultado ? Outra dupla, de golos! Benfica - 2, Porto - 0
Jesus colocou a melhor equipa neste momento (Salvio e Cardozo fariam parte do 11 se estivessem em condições) e jogou como joga quase sempre (só muito pontualmente - por motivos de forma ou tácticos dentro dos 90 minutos ele altera o modelo de jogo). Eu, pessoalmente gosto que as pessoas tenham convicção nas suas ideias, se acreditam num modelo devem trabalhá-lo para o potenciar e não abandonar ideias ao sabor do vento. O Benica deve jogar sempre com 2 avançados ? Na esmagadora maioria dos jogos defendo que sim, aliás, se se trabalham automatismos numa táctica (e é nessa que este Benfica está formatado) não faz sentido grandes alterações em competição e com pouca convicção.
Mas não se devia mudar quando os resultados são escassos ? Sim e Não. Se os resultados não aparecem, SIM é preciso modificar algo; e NÃO, não é necessário que seja forçosamente o desenho táctico. Dentro duma táctica há vários modelos e várias sub-tácticas dentro da equipa, a forma como as várias "duplas" (a de centrais, a dos médios centro, a dos avançados, a do lateral com o extremo) se encaixam e solucionam dificuldades deve ter tanta ou mais incidência como a disposição no papel. O Benfica de 09/10 defendia com 3 (Luisão, David Luiz e Javi Garcia) e sofria pouquíssimos golos.
Mas eu nem me chateio muito com golos sofridos, preocupa-me mais poucos golos marcados, porque nós fomos, somos e seremos uma equipa de ataque, à Eusébio, à Benfica. E uma equipa que ataque tanto, ficará forçosamente mais exposta ao adversário. Não deveria então haver uma situação de compromisso, de meio termo, onde, mesmo marcando menos não passássemos por tanta exposição defensiva e ficássemos menos expostos ? A racionalidade dirá SIM, nenhuma equipa do Mundo ataca os 90 minutos sem sofrer qualquer sobressalto (nem a equipa nº1 actualmente, o Bayern), portanto seria importante dosear os esforços e as "basculações" da equipa, tornando-a menos vertiginosa e mais compacta. Pessoalmente prefiro ganhar 5-4 que 1-0, mas admito que no futebol de hoje em dia não se fazem tantos golos a todas as equipas, logo, o recato também é importante (por muito que me custe ver os nossos a "fazer posse" ou a "gerir"...).
O ataque ganha jogos e a defesa campeonatos. Tenho que concordar com a frase e ela é a maior realidade dos nossos tempos, porque antigamente era Eusébio que ganhava campeonatos... No fundo, eu acho é que jogando ao ataque estaremos sempre mais perto de poder vencer, de sermos felizes, e "jogar à defesa" é coisa do Porto. Cresci assim, a ver o Porto plantado cá atrás, cheio de defesas e trincos (todos caceteiros da pior espécie) e o Benfica a tentar com arte e engenho (o jogo bonito) derrubar aquelas muralhas de feios, porcos e maus. E enquanto vir futebol, esse sonho de que o ataque, o artista vencerá a retranca, a expectativa e o jogo desleal e feio, viverá em mim. Penso em Valdano (ou Guardiola) e Mourinho, o português já ganhou tudo em todo o lado, mas muitas vezes de forma pouca empolgante. O argentino Valdano defende a estética do futebol, defende que vencer não chega, a forma como se vence é muito mais importante para ele. Talvez os resultadistas levem campeonatos para casa, nada mais, mas os românticos, os líricos ficam eternamente na memória colectiva.
A laranja mecânica de 74 não venceu o Mundial, mas é dela que se fala e não daquela Alemanha campeã mundial. Vou sempre preferir um Messi a um Cannavaro. Um Zidane a um Materazzi. O futebol não é científico nem lógico mas nada me dá mais prazer que vencer bem, com golos e a jogar bom futebol.
O Benfica venceu bem, correu muito (Lima poderá ter passado despercebido, mas correu quilómetros) e teve uma garra incrível (à Benfica), o resto, a arte e engenho foram os mesmos de sempre, o que foi diferente hoje foram os litros de suor (e de lágrimas) que os nossos jogadores mostraram.
A garra característica de Maxi Pereira esteve presente em todos (talvez o uruguaio até se tenha destacado menos nesse aspecto hoje - vi-o lento, não está em forma o nosso Maxi, e eu que sempre quis 11 Maxi's pergunto-me hoje se Sílvio ou André Almeida não serão melhores titulares...mas o jogo de hoje precisava do nervo do Maxi, o mais raçudo do plantel) e houve uma grande entreajuda da equipa. Fiquei com um amargo de boca por JJ não ter acelerado a equipa na parte final - podíamos ter goleado uma equipa adversária desnorteada - e ter preferido segurar o resultado. Sinal dos tempos...mas continuo com saudades do Jorge Jesus arrojado e de quando a nossa equipa não tirava o pé do acelerador.
Jesus está diferente (passaram-se mais de 9 messes desde a última vez que fizemos 4 golos - 6-1 ao Rio Ave até aos 5-0 ao Gil Vicente, única goleada desta época, já em Janeiro!), a época passada ter-lhe-á tirado alguma ingenuidade e voracidade, o Benfica hoje é uma equipa cautelosa. Esperemos que isso se reflicta em títulos no final.
O Benfica ganhou hoje muito por Eusébio (pelo ambiente que ele deixou nos nossos, público e jogadores) porque a arbitragem estava instruída para que o jogo fosse marcante mas com um resultado ao contrário. Mas se a época passada teve algo sobrenatural no seu final, os deuses hoje não nos deixaram cair, e depois da mão de Mangala (lembrou-me uma do Cebola Rodriguez, nessa mesma área e que também terminou com vitória nossa) veio a mão divina esbofetear Artur Soares Dias (que inclusivé faz o gesto com o braço direito para apitar, o instinto natural, mas que depois reparou que a camisola era azul e portanto "esqueceu-se" de soprar...) através da cabeçada fulminante de Garay.
A estratégia estava bem estudada, a única (!!!) oportunidade de golo do Porto surge num offside gritante de Jackson e até ao 2-0 o árbitro tentou....depois disso "perdeu-se". Como viu que já não iria haver fruta hoje, decidiu apitar tudo e bem (falhou um penalty sobre Quaresma e uma inenarrável bola ao solo). De resto expulsou bem a simulação de Danilo e apita a falta de Matic (levou amarelo) sobre Quaresma bem antes de a bola chegar a Jackson (que no instante da falta dura nem se sabia onde iria cair a bola). Mas garanto-vos que se o resultado fosse apenas 1-0 aquelas quedas portistas na nossa área tinham dado um ou dois penaltys para eles (vide épico Braga-Guimarães da época 09/10). Como o Porto já não chegava lá tentou não prejudicar muito a nota do observador e apitou sem estratégia (e sim, este Artur portista é filho de outro portista, árbitro e de mesmo apelido, a família Soares Dias há muito vem manchando a verdade desportiva deste país com desastrosas arbitragens).
No jogo jogado gostei do passe sublime (foi mais que perfeito) de Markovic no 1º golo, é um golaço de Rodrigo mas fiquei de tal forma impressionado com a assistência que o Mundo parecia ter parado naquele segundo e que o consequente golo foi apenas um resquício bonito da genialidade do sérvio. O espaço era curto, a velocidade dos jogadores em movimento era muita e Markovic coloca a bola de forma incrível (na trajectória, na velocidade imprimida, no sítio perfeito para ser rematada de primeira e em corrida) e com uma souplesse desarmante. Valeu Marko! (gostei quando te "apresentaste" ao Quaresma).
Rodrigo perderia um golo isolado na segunda parte (ok, foi com o pé direito, mas um toque mais subtil, menos forte teria resultado no 3-0) e Enzo idem. Matic (será que era ele ? não se tinha recusado a ir para estágio ?) foi o Matic de sempre: um monstro do futebol! Arrisco-me a dizer que com Matic o título não escapa, sem ele...também não (mas é muito, muito mais difícil), preferia vender Rodrigo e Gaitán (dois excelentes jogadores que gosto muito) a perder o sérvio, mas segundo as últimas notícias Nemanja Matic vai mesmo sair este mês... Eu sei que o Benfica precisa de dinheiro, mas será que o título e o desempenho desportivo desta época não ficará em risco sem Matic em Janeiro ? Ainda por cima, a confirmarem-se os valores de 25M, muito abaixo do seu valor... Não seria mais inteligente vendê-lo no Verão com outra valorização de mercado ?
Quando Javi saiu disse: «vendam-nos todos menos o Witsel!». Poucos dias depois saiu o belga e achei que ia ser muito complicado. Apareceu Matic e um mês depois já nem pensava em Javi nem em Witsel. A vida continua é verdade, e o Benfica superior a todos, mas perder Matic vai doer muito...
E chegados ao fim da primeira volta, a tal equipa que para os experts não joga nada e é fraca perante os colossos Sporting e Porto, lidera isolada (!!!) a tabela classificativa com mais 2 pontos que os rivais de Lisboa e 3 sobre os do Porto. Agora imaginem quando começarmos a jogar à bola...
Foi um jogo de grande entrega e raça dos nossos rapazes, demonstrando a garra de que é feito o Benfica. E essa foi a melhor resposta ao muito que se disse e escreveu (os ridículos pseudo-intelectuais que tentaram minorizar uma figura mítica, espantados pelo poder e impacto de um miúdo pobre da Mafalala; e também aos pobres de espírito que através de blogues afectos ao Porto gozaram, faltaram ao respeito e - como sempre fazem - insultaram os benfiquistas e tudo o que seja vermelho).
Aos primeiros, sobretudo os "jornalistas desportivos", os que diziam coisas como uma derrota do Benfica será muito difícil de superar ; ficar a 3 pontos de Porto e Sporting é um duro golpe ; Jesus tem medo ; Jesus vai mudar ; e outras balelas do futebolês, aqui fica o voto de resto de um bom Domingo e a farmácia de serviço já recuperou o stock de Rennie.
Aos outros, os idiotas úteis, os que se dizem adeptos de um clube e passam a semana a "postar" verborreia sobre o Sport Lisboa e Benfica (porque de facto eles só vêem encarnado...), a esses deixou-lhes uma citação de Maradona...
Custou-me ver e ler as barbaridades que se disseram, hoje atingiu-se mesmo a pouca vergonha de se fazer uma capa de jornal dizendo que Matic se recusara a seguir para estágio. Perdeu-se toda a vergonha e tentou-se tudo. Enganaram-se no alvo. Matic é enorme, um senhor e respondeu como sempre: em grande! dentro do campo!
A outra teoria que tentam passar por verdade (e há beniquistas a sustentarem-na) é que JJ tem medo do Porto, como antes "tinha um buraco no meio campo só com 2 médios" e ainda "não se pode jogar com 2 avançados". Pois bem, JJ respondeu no campo: com 2 médios (Enzo & Matic) e 2 avançados (Lima & Rodrigo). Resultado ? Outra dupla, de golos! Benfica - 2, Porto - 0
Jesus colocou a melhor equipa neste momento (Salvio e Cardozo fariam parte do 11 se estivessem em condições) e jogou como joga quase sempre (só muito pontualmente - por motivos de forma ou tácticos dentro dos 90 minutos ele altera o modelo de jogo). Eu, pessoalmente gosto que as pessoas tenham convicção nas suas ideias, se acreditam num modelo devem trabalhá-lo para o potenciar e não abandonar ideias ao sabor do vento. O Benica deve jogar sempre com 2 avançados ? Na esmagadora maioria dos jogos defendo que sim, aliás, se se trabalham automatismos numa táctica (e é nessa que este Benfica está formatado) não faz sentido grandes alterações em competição e com pouca convicção.
Mas não se devia mudar quando os resultados são escassos ? Sim e Não. Se os resultados não aparecem, SIM é preciso modificar algo; e NÃO, não é necessário que seja forçosamente o desenho táctico. Dentro duma táctica há vários modelos e várias sub-tácticas dentro da equipa, a forma como as várias "duplas" (a de centrais, a dos médios centro, a dos avançados, a do lateral com o extremo) se encaixam e solucionam dificuldades deve ter tanta ou mais incidência como a disposição no papel. O Benfica de 09/10 defendia com 3 (Luisão, David Luiz e Javi Garcia) e sofria pouquíssimos golos.
Mas eu nem me chateio muito com golos sofridos, preocupa-me mais poucos golos marcados, porque nós fomos, somos e seremos uma equipa de ataque, à Eusébio, à Benfica. E uma equipa que ataque tanto, ficará forçosamente mais exposta ao adversário. Não deveria então haver uma situação de compromisso, de meio termo, onde, mesmo marcando menos não passássemos por tanta exposição defensiva e ficássemos menos expostos ? A racionalidade dirá SIM, nenhuma equipa do Mundo ataca os 90 minutos sem sofrer qualquer sobressalto (nem a equipa nº1 actualmente, o Bayern), portanto seria importante dosear os esforços e as "basculações" da equipa, tornando-a menos vertiginosa e mais compacta. Pessoalmente prefiro ganhar 5-4 que 1-0, mas admito que no futebol de hoje em dia não se fazem tantos golos a todas as equipas, logo, o recato também é importante (por muito que me custe ver os nossos a "fazer posse" ou a "gerir"...).
O ataque ganha jogos e a defesa campeonatos. Tenho que concordar com a frase e ela é a maior realidade dos nossos tempos, porque antigamente era Eusébio que ganhava campeonatos... No fundo, eu acho é que jogando ao ataque estaremos sempre mais perto de poder vencer, de sermos felizes, e "jogar à defesa" é coisa do Porto. Cresci assim, a ver o Porto plantado cá atrás, cheio de defesas e trincos (todos caceteiros da pior espécie) e o Benfica a tentar com arte e engenho (o jogo bonito) derrubar aquelas muralhas de feios, porcos e maus. E enquanto vir futebol, esse sonho de que o ataque, o artista vencerá a retranca, a expectativa e o jogo desleal e feio, viverá em mim. Penso em Valdano (ou Guardiola) e Mourinho, o português já ganhou tudo em todo o lado, mas muitas vezes de forma pouca empolgante. O argentino Valdano defende a estética do futebol, defende que vencer não chega, a forma como se vence é muito mais importante para ele. Talvez os resultadistas levem campeonatos para casa, nada mais, mas os românticos, os líricos ficam eternamente na memória colectiva.
A laranja mecânica de 74 não venceu o Mundial, mas é dela que se fala e não daquela Alemanha campeã mundial. Vou sempre preferir um Messi a um Cannavaro. Um Zidane a um Materazzi. O futebol não é científico nem lógico mas nada me dá mais prazer que vencer bem, com golos e a jogar bom futebol.
O Benfica venceu bem, correu muito (Lima poderá ter passado despercebido, mas correu quilómetros) e teve uma garra incrível (à Benfica), o resto, a arte e engenho foram os mesmos de sempre, o que foi diferente hoje foram os litros de suor (e de lágrimas) que os nossos jogadores mostraram.
A garra característica de Maxi Pereira esteve presente em todos (talvez o uruguaio até se tenha destacado menos nesse aspecto hoje - vi-o lento, não está em forma o nosso Maxi, e eu que sempre quis 11 Maxi's pergunto-me hoje se Sílvio ou André Almeida não serão melhores titulares...mas o jogo de hoje precisava do nervo do Maxi, o mais raçudo do plantel) e houve uma grande entreajuda da equipa. Fiquei com um amargo de boca por JJ não ter acelerado a equipa na parte final - podíamos ter goleado uma equipa adversária desnorteada - e ter preferido segurar o resultado. Sinal dos tempos...mas continuo com saudades do Jorge Jesus arrojado e de quando a nossa equipa não tirava o pé do acelerador.
Jesus está diferente (passaram-se mais de 9 messes desde a última vez que fizemos 4 golos - 6-1 ao Rio Ave até aos 5-0 ao Gil Vicente, única goleada desta época, já em Janeiro!), a época passada ter-lhe-á tirado alguma ingenuidade e voracidade, o Benfica hoje é uma equipa cautelosa. Esperemos que isso se reflicta em títulos no final.
O Benfica ganhou hoje muito por Eusébio (pelo ambiente que ele deixou nos nossos, público e jogadores) porque a arbitragem estava instruída para que o jogo fosse marcante mas com um resultado ao contrário. Mas se a época passada teve algo sobrenatural no seu final, os deuses hoje não nos deixaram cair, e depois da mão de Mangala (lembrou-me uma do Cebola Rodriguez, nessa mesma área e que também terminou com vitória nossa) veio a mão divina esbofetear Artur Soares Dias (que inclusivé faz o gesto com o braço direito para apitar, o instinto natural, mas que depois reparou que a camisola era azul e portanto "esqueceu-se" de soprar...) através da cabeçada fulminante de Garay.
A estratégia estava bem estudada, a única (!!!) oportunidade de golo do Porto surge num offside gritante de Jackson e até ao 2-0 o árbitro tentou....depois disso "perdeu-se". Como viu que já não iria haver fruta hoje, decidiu apitar tudo e bem (falhou um penalty sobre Quaresma e uma inenarrável bola ao solo). De resto expulsou bem a simulação de Danilo e apita a falta de Matic (levou amarelo) sobre Quaresma bem antes de a bola chegar a Jackson (que no instante da falta dura nem se sabia onde iria cair a bola). Mas garanto-vos que se o resultado fosse apenas 1-0 aquelas quedas portistas na nossa área tinham dado um ou dois penaltys para eles (vide épico Braga-Guimarães da época 09/10). Como o Porto já não chegava lá tentou não prejudicar muito a nota do observador e apitou sem estratégia (e sim, este Artur portista é filho de outro portista, árbitro e de mesmo apelido, a família Soares Dias há muito vem manchando a verdade desportiva deste país com desastrosas arbitragens).
No jogo jogado gostei do passe sublime (foi mais que perfeito) de Markovic no 1º golo, é um golaço de Rodrigo mas fiquei de tal forma impressionado com a assistência que o Mundo parecia ter parado naquele segundo e que o consequente golo foi apenas um resquício bonito da genialidade do sérvio. O espaço era curto, a velocidade dos jogadores em movimento era muita e Markovic coloca a bola de forma incrível (na trajectória, na velocidade imprimida, no sítio perfeito para ser rematada de primeira e em corrida) e com uma souplesse desarmante. Valeu Marko! (gostei quando te "apresentaste" ao Quaresma).
Rodrigo perderia um golo isolado na segunda parte (ok, foi com o pé direito, mas um toque mais subtil, menos forte teria resultado no 3-0) e Enzo idem. Matic (será que era ele ? não se tinha recusado a ir para estágio ?) foi o Matic de sempre: um monstro do futebol! Arrisco-me a dizer que com Matic o título não escapa, sem ele...também não (mas é muito, muito mais difícil), preferia vender Rodrigo e Gaitán (dois excelentes jogadores que gosto muito) a perder o sérvio, mas segundo as últimas notícias Nemanja Matic vai mesmo sair este mês... Eu sei que o Benfica precisa de dinheiro, mas será que o título e o desempenho desportivo desta época não ficará em risco sem Matic em Janeiro ? Ainda por cima, a confirmarem-se os valores de 25M, muito abaixo do seu valor... Não seria mais inteligente vendê-lo no Verão com outra valorização de mercado ?
Quando Javi saiu disse: «vendam-nos todos menos o Witsel!». Poucos dias depois saiu o belga e achei que ia ser muito complicado. Apareceu Matic e um mês depois já nem pensava em Javi nem em Witsel. A vida continua é verdade, e o Benfica superior a todos, mas perder Matic vai doer muito...
E chegados ao fim da primeira volta, a tal equipa que para os experts não joga nada e é fraca perante os colossos Sporting e Porto, lidera isolada (!!!) a tabela classificativa com mais 2 pontos que os rivais de Lisboa e 3 sobre os do Porto. Agora imaginem quando começarmos a jogar à bola...
domingo, 5 de janeiro de 2014
Eusébio da Silva Ferreira, o melhor entre os melhores
O nome Eusébio é sinónimo de Benfica, os dois são indissociáveis, os dois são eternos. O King partiu hoje mas viverá para sempre na memória de todos nós, independentemente da cor, credo ou filiação clubística.
Eusébio foi o melhor jogador de sempre do futebol português e o melhor futebolista do Sport Lisboa e Benfica, aquele que mais engrandeceu o nosso nome no Mundo. No Benfica, se há algo unânime, é o nome Eusébio, o Rei, o número 1 da nação benfiquista. E como o nosso lema diz - E Pluribus Unum - de todos, Eusébio foi único!
Cabe-nos a todos nós benfiquistas manter a chama acesa e honrar o legado do mito que hoje partiu rumo ao 4º anel. Todas as palavras seriam poucas para exprimir o que Eusébio significava e significará sempre, resta-me um enorme Obrigado Eusébio! E enquanto o Benfica existir, Eusébio viverá!
Eusébio foi o melhor jogador de sempre do futebol português e o melhor futebolista do Sport Lisboa e Benfica, aquele que mais engrandeceu o nosso nome no Mundo. No Benfica, se há algo unânime, é o nome Eusébio, o Rei, o número 1 da nação benfiquista. E como o nosso lema diz - E Pluribus Unum - de todos, Eusébio foi único!
Cabe-nos a todos nós benfiquistas manter a chama acesa e honrar o legado do mito que hoje partiu rumo ao 4º anel. Todas as palavras seriam poucas para exprimir o que Eusébio significava e significará sempre, resta-me um enorme Obrigado Eusébio! E enquanto o Benfica existir, Eusébio viverá!
domingo, 1 de dezembro de 2013
Os Arcos do Triunfo
O jogo mais difícil da nossa Quaresma (e não me refiro ao facto de Miguel Quaresma acompanhar Raul José no banco, mas sim à ausência do nosso Jesus) era esta deslocação ao Estádio dos Arcos, senão veja-se que nos últimos 5 anos contamos dois empates e três vitórias (sempre pela margem mínima - 1-0 ; 1-0; 2-1) na casa do Rio Ave.
Acresce a estes dados o vírus Champions, que transforma o jogo seguinte à mais difícil prova do Mundo de Clubes numa incógnita face ao desgaste acumulado. O Rio Ave, apesar do mau momento em casa, é uma boa equipa, com bons jogadores e bem orientada.
O jogo foi morno na primeira parte com destaque apenas para o nosso golo, Rodrigo desmarca Lima na esquerda, este cruza tenso para a área, onde, após falha do GR adversário, o mesmo Rodrigo que havia iniciado a jogada conclui sem dificuldade. 0-1 para nós e Rodrigo, outra vez a marcar.
No segundo tempo sofremos o empate por falta de concentração; cruzamento largo, André Almeida (hoje defesa esquerdo, mas muito competente) tentou fechar ao centro e não conseguiu desviar a bola com eficácia, o seu cabeceamento falhado cai nos pés de Ukra (sorte deste) que bateu Artur (saiu rápido da baliza mas não evitou o golo).
Depois do empate o Benfica voltou a "carregar" e viveu os seus melhores momentos no jogo. O empate seria quebrado por um golaço de Lima, que num livre directo rematou num arco perfeito e com a bola a entrar ao ângulo. Uma assistência e um golo para Lima e outro golo de Rodrigo, dois jogadores que viviam uma época apagada face ao brilho de Cardozo, e que nos deram a vitória neste difícil encontro.
Depois do 1-2 o Benfica continuou a jogar bem e chegaria ao terceiro. Desta vez inverteram-se os papéis em relação ao 1º golo: Rodrigo assistiu Lima (que minutos antes havia falhado um golo feito) e este, de primeira, fez o resultado final. A liderança do Campeonato já não escapava.
Rodrigo & Lima foram os artífices desta vitória (ambos com uma assistência), com 2 golaços de Lima e um "fácil" de Rodrigo, mas no geral gostei da atitude de toda a equipa. Fejsa parece-me ser um cabeça de área muito interessante, numa função similar a de Javi Garcia, pode ainda não ter a contundência do espanhol, mas parece-me melhor no primeiro passe de construção.
Enzo Pérez nunca joga mal, e, hoje por hoje, é o grande motor da equipa. André Almeida está um senhor jogador e é opção válida para qualquer um dos corredores (será um crime se não fizer parte dos eleitos para o Mundial do ano que vem).
Segue-se o Arouca em casa já na sexta-feira (gostei que Matic tivesse levado amarelo no final do jogo, cumprindo assim o castigo num jogo mais "simples" como o próximo e repousando para a última jornada da Champions, além de estar disponível, e não condicionado, para jogos mais importantes do Campeonato) e na terça seguinte, o PSG na Luz, para vencer e perceber se o nosso trajecto europeu em 2014 continuará na LC ou na LE.
P.S. - grande jogo do Benfica B (3-1 ao Porto B) que está recheado de grandes atletas, o nosso futuro passa por ali.
P.P.S. - salientar o minuto de silêncio de Benfica e Rio Ave face à morte do pai de Fábio Coentrão, a ele e à família as minhas sentidas condolências.
Acresce a estes dados o vírus Champions, que transforma o jogo seguinte à mais difícil prova do Mundo de Clubes numa incógnita face ao desgaste acumulado. O Rio Ave, apesar do mau momento em casa, é uma boa equipa, com bons jogadores e bem orientada.
O jogo foi morno na primeira parte com destaque apenas para o nosso golo, Rodrigo desmarca Lima na esquerda, este cruza tenso para a área, onde, após falha do GR adversário, o mesmo Rodrigo que havia iniciado a jogada conclui sem dificuldade. 0-1 para nós e Rodrigo, outra vez a marcar.
No segundo tempo sofremos o empate por falta de concentração; cruzamento largo, André Almeida (hoje defesa esquerdo, mas muito competente) tentou fechar ao centro e não conseguiu desviar a bola com eficácia, o seu cabeceamento falhado cai nos pés de Ukra (sorte deste) que bateu Artur (saiu rápido da baliza mas não evitou o golo).
Depois do empate o Benfica voltou a "carregar" e viveu os seus melhores momentos no jogo. O empate seria quebrado por um golaço de Lima, que num livre directo rematou num arco perfeito e com a bola a entrar ao ângulo. Uma assistência e um golo para Lima e outro golo de Rodrigo, dois jogadores que viviam uma época apagada face ao brilho de Cardozo, e que nos deram a vitória neste difícil encontro.
Depois do 1-2 o Benfica continuou a jogar bem e chegaria ao terceiro. Desta vez inverteram-se os papéis em relação ao 1º golo: Rodrigo assistiu Lima (que minutos antes havia falhado um golo feito) e este, de primeira, fez o resultado final. A liderança do Campeonato já não escapava.
Rodrigo & Lima foram os artífices desta vitória (ambos com uma assistência), com 2 golaços de Lima e um "fácil" de Rodrigo, mas no geral gostei da atitude de toda a equipa. Fejsa parece-me ser um cabeça de área muito interessante, numa função similar a de Javi Garcia, pode ainda não ter a contundência do espanhol, mas parece-me melhor no primeiro passe de construção.
Enzo Pérez nunca joga mal, e, hoje por hoje, é o grande motor da equipa. André Almeida está um senhor jogador e é opção válida para qualquer um dos corredores (será um crime se não fizer parte dos eleitos para o Mundial do ano que vem).
Segue-se o Arouca em casa já na sexta-feira (gostei que Matic tivesse levado amarelo no final do jogo, cumprindo assim o castigo num jogo mais "simples" como o próximo e repousando para a última jornada da Champions, além de estar disponível, e não condicionado, para jogos mais importantes do Campeonato) e na terça seguinte, o PSG na Luz, para vencer e perceber se o nosso trajecto europeu em 2014 continuará na LC ou na LE.
P.S. - grande jogo do Benfica B (3-1 ao Porto B) que está recheado de grandes atletas, o nosso futuro passa por ali.
P.P.S. - salientar o minuto de silêncio de Benfica e Rio Ave face à morte do pai de Fábio Coentrão, a ele e à família as minhas sentidas condolências.
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
O Destino nos nossos pés
Jesus teve um "intervalo" no castigo, voltou ao banco e... decidiu. Ok, tirar dois dos melhores em campo (Enzo e Gaitán) para que entrassem Sulejmani (praticamente sem jogar desde Agosto) e Rodrigo (numa forma horrível e a quem tudo parecia sair mal) não pareciam golpes de génio, mas resultaram numa vitória inédita no terreno do Anderlecht, portanto kudos JJ.
Mas voltemos ao início do jogo. O Anderlecht estava a 3 pontos do Benfica e via uma chance única para entrar na disputa pelo 3º lugar e consequente qualificação para a Liga Europa. Renascidos com o empate conseguido no Parque dos Príncipes (na jornada anterior), os belgas agarraram-se com unhas e dentes a esta última oportunidade. Têm uma equipa jovem recheada de bons valores (Praet, Mbemba, Bruno, Mitrovic e Suárez que não jogou por lesão) e com muito potencial, mas falta-lhes ordem e disciplina táctica.
O Benfica entrou melhor mas viu-se cedo a perder. Depois do 1-0, o Anderlecht chegou a ter uma linha de 6 defesas, num atípico 6-3-1, onde tinha 3 jogadores no centro do terreno e Mitrovic como "corpo estranho", o avançado isolado. Nós tínhamos muitas dificuldades em trocar a bola criando perigo e sucediam-se as perdas de bola infantis. Também não houve as solicitações às diagonais de Markovic, portanto furar aquela linha de 6 só surgiria numa bola parada.
E foi Matic a fazer golo de novo. Livre bem batido por Enzo Pérez (enorme jogador) para a zona entra a defesa e o GR, e Matic a cabecear para o empate. A equipa pareceu acreditar nela própria e este desafio estava longe de ser resolvido. No início da segunda parte, Gaitán (transfigura-se na Champions, e ontem via-se que queria fazer "estragos", estava com fome de bola) tem um grande lance, onde acaba por ser desarmado pelo último adversário - devia ter solto a bola antes desse momento - e estatela-se. A bola sobra para o omnipresente Enzo, Gaitán levanta-se e cria uma linha de passe para o compatriota, Pérez faz um passe simples e directo e deixa Nico Gaitán na frente do GR. Estando descaído para a direita, Gaitán não pode visar a baliza com o seu pior pé, faz então uma rotação ao mesmo tempo que domina a bola, preparando o remate com o pé esquerdo, que executa de seguida, a bola ainda bate num adversário antes de entrar na baliza. Com 52', o Benfica passa pela primeira vez para a frente do marcador.
Tudo parecia encaminhar-se para uma vitória tranquila e para um avolumar do resultado, mas falta classe a este Benfica, que não só não soube matar o jogo como permitiu o empate com menos de 15 minutos para o final. Esse golo entrou pelo poste que cabia a Artur, mas a violência do mesmo talvez sirva de desculpa, não se pode é desculpar a fraca pressão defensiva dos jogadores benfiquistas, sobretudo a Vanden Borre, que, a passo, escolheu onde e a quem meter a bola.
Se a nossa exibição já vinha perdendo cor, a perda da vantagem (e consequente adeus à Champions) parecia ser o nosso fim. Teria JJ poupado Gaitán (por Sulejmani) demasiado cedo? O argentino parecia capaz de, num lance de génio, fazer o check mate aos belgas e o sérvio Sulejmani nada tinha acrescentado.
Nova bola parada. Se há coisa em que Sulejmani é bom é a cruzar e a bater bolas paradas. Cruzamento perfeito do sérvio a isolar Luisão em jogada de laboratório (Luisão colocou-se no vértice da área, apareceu Markovic a bloquear - no limiar da falta... - o marcador de Luisão) mas o capitão falhou inexplicavelmente o cabeceamento sem ninguém a importuná-lo.
Com pouco engenho mas muita adrenalina, o Anderlecht também criava frisson na nossa área (bem Artur nesta fase) e apesar da forma atabalhoada (e de muitos erros nossos) ameaçava marcar. É na sequência de um desses lances que Maxi (hoje muito pouco afoito ofensivamente, ordens de Jesus certamente) dá um "charuto" na bola e Lima vai disputá-la sobre a linha divisória. E é este o momento decisivo para mim - o lance de Lima - porque é no cabeceamento excelente de Lima que se constrói o golo da vitória. Ofensivamente o Benfica disputa poucas bolas aéreas (Lima, Cardozo e Rodrigo ganham poucas, mas disputam menos lances destes do que os que deviam), os nossos avançados parecem ter pouca confiança neste gesto muitas vezes fundamental. Mas neste caso Lima encheu-se de fé e procurou uma bola perdida, aliviada por Maxi, a sua crença permitiu-lhe não só ganhar o lance como ainda deixar a bola redondinha nos pés de Sulejmani. O sérvio deu dois passos e isolou Rodrigo com um passe simples, o malogrado Rodrigo (entrado há 3 minutos apenas havia feito uma falta, inexistente diga-se) estava isolado em frente ao GR belga, no minuto 90 da partida.
O hispano-brasileiro deu um toque na bola (o seu 1º no jogo) preparando o remate com o pé esquerdo... (por momentos pensei no seu falhanço de Nou Camp...) e o seu segundo toque na partida foi o remate para a baliza. Um remate como têm sido as suas prestações: desajeitado, trapalhão e sem grande objectividade. Mas esse remate "tosco", além de bater nas pernas do desamparado Proto, deu golo! Deu golo, deu a vitória, deu 1M de euros e sabe-se lá se não terá sido o início da tragédia grega...para os gregos (que mais ou menos nessa altura sofriam o 2-1 que os derrotava em Paris).
Não satisfeitos com a improbabilidade de uma vitória nos últimos suspiros de um desafio, os benfiquistas em campo ainda acumularam 2 ou 3 erros de bradar aos céus nos restantes minutos de compensação. Parecia que queriam mesmo "animar o ambiente" até ao último segundo. Último segundo que aconteceu quando 2 jogadores nossos iam isolados para a baliza belga apenas com o GR como oposição, mas o urso do árbitro decidiu apitar, um tal de Daniele Orsato, pois...
Fejsa mostrou que é um bom elemento e vai ser muito útil. Artur falhou num cruzamento mas de resto pareceu-me concentrado (no lance do 2-2 tem atenuantes). Enzo e Matic são craques, têm muita classe mas...são apenas 2 jogadores. Markovic é um génio mas precisa compreender rapidamente que não vai ter lances maradonianos todos os jogos. Lima fez um bom jogo, competente e Rodrigo esperemos que tenha acabado com o péssimo momento que atravessava.
No final uma coisa me chamou a atenção, Matic disse algo como «também podemos ganhar jogos no último minuto». O que mostra que os jogadores ainda não estão (ou não estavam) refeitos dessa praga de sofrer golos no fim. Mas talvez se tenha invertido uma tendência neste jogo.
P.S. - muito difícil e importantíssimo o jogo que se segue frente ao Rio Ave. Nunca temos facilidades naquele campo e quando vencemos são sempre jogos duríssimos com vantagens magras. Ora vindo nós de um jogo de Champions (e o Rio Ave é uma das boas equipas da Liga) a dificuldade aumenta...mas é imperioso vencer! Por isso, todos ao Estádio dos Arcos apoiar o Maior!!!
Mas voltemos ao início do jogo. O Anderlecht estava a 3 pontos do Benfica e via uma chance única para entrar na disputa pelo 3º lugar e consequente qualificação para a Liga Europa. Renascidos com o empate conseguido no Parque dos Príncipes (na jornada anterior), os belgas agarraram-se com unhas e dentes a esta última oportunidade. Têm uma equipa jovem recheada de bons valores (Praet, Mbemba, Bruno, Mitrovic e Suárez que não jogou por lesão) e com muito potencial, mas falta-lhes ordem e disciplina táctica.
O Benfica entrou melhor mas viu-se cedo a perder. Depois do 1-0, o Anderlecht chegou a ter uma linha de 6 defesas, num atípico 6-3-1, onde tinha 3 jogadores no centro do terreno e Mitrovic como "corpo estranho", o avançado isolado. Nós tínhamos muitas dificuldades em trocar a bola criando perigo e sucediam-se as perdas de bola infantis. Também não houve as solicitações às diagonais de Markovic, portanto furar aquela linha de 6 só surgiria numa bola parada.
E foi Matic a fazer golo de novo. Livre bem batido por Enzo Pérez (enorme jogador) para a zona entra a defesa e o GR, e Matic a cabecear para o empate. A equipa pareceu acreditar nela própria e este desafio estava longe de ser resolvido. No início da segunda parte, Gaitán (transfigura-se na Champions, e ontem via-se que queria fazer "estragos", estava com fome de bola) tem um grande lance, onde acaba por ser desarmado pelo último adversário - devia ter solto a bola antes desse momento - e estatela-se. A bola sobra para o omnipresente Enzo, Gaitán levanta-se e cria uma linha de passe para o compatriota, Pérez faz um passe simples e directo e deixa Nico Gaitán na frente do GR. Estando descaído para a direita, Gaitán não pode visar a baliza com o seu pior pé, faz então uma rotação ao mesmo tempo que domina a bola, preparando o remate com o pé esquerdo, que executa de seguida, a bola ainda bate num adversário antes de entrar na baliza. Com 52', o Benfica passa pela primeira vez para a frente do marcador.
Tudo parecia encaminhar-se para uma vitória tranquila e para um avolumar do resultado, mas falta classe a este Benfica, que não só não soube matar o jogo como permitiu o empate com menos de 15 minutos para o final. Esse golo entrou pelo poste que cabia a Artur, mas a violência do mesmo talvez sirva de desculpa, não se pode é desculpar a fraca pressão defensiva dos jogadores benfiquistas, sobretudo a Vanden Borre, que, a passo, escolheu onde e a quem meter a bola.
Se a nossa exibição já vinha perdendo cor, a perda da vantagem (e consequente adeus à Champions) parecia ser o nosso fim. Teria JJ poupado Gaitán (por Sulejmani) demasiado cedo? O argentino parecia capaz de, num lance de génio, fazer o check mate aos belgas e o sérvio Sulejmani nada tinha acrescentado.
Nova bola parada. Se há coisa em que Sulejmani é bom é a cruzar e a bater bolas paradas. Cruzamento perfeito do sérvio a isolar Luisão em jogada de laboratório (Luisão colocou-se no vértice da área, apareceu Markovic a bloquear - no limiar da falta... - o marcador de Luisão) mas o capitão falhou inexplicavelmente o cabeceamento sem ninguém a importuná-lo.
Com pouco engenho mas muita adrenalina, o Anderlecht também criava frisson na nossa área (bem Artur nesta fase) e apesar da forma atabalhoada (e de muitos erros nossos) ameaçava marcar. É na sequência de um desses lances que Maxi (hoje muito pouco afoito ofensivamente, ordens de Jesus certamente) dá um "charuto" na bola e Lima vai disputá-la sobre a linha divisória. E é este o momento decisivo para mim - o lance de Lima - porque é no cabeceamento excelente de Lima que se constrói o golo da vitória. Ofensivamente o Benfica disputa poucas bolas aéreas (Lima, Cardozo e Rodrigo ganham poucas, mas disputam menos lances destes do que os que deviam), os nossos avançados parecem ter pouca confiança neste gesto muitas vezes fundamental. Mas neste caso Lima encheu-se de fé e procurou uma bola perdida, aliviada por Maxi, a sua crença permitiu-lhe não só ganhar o lance como ainda deixar a bola redondinha nos pés de Sulejmani. O sérvio deu dois passos e isolou Rodrigo com um passe simples, o malogrado Rodrigo (entrado há 3 minutos apenas havia feito uma falta, inexistente diga-se) estava isolado em frente ao GR belga, no minuto 90 da partida.
O hispano-brasileiro deu um toque na bola (o seu 1º no jogo) preparando o remate com o pé esquerdo... (por momentos pensei no seu falhanço de Nou Camp...) e o seu segundo toque na partida foi o remate para a baliza. Um remate como têm sido as suas prestações: desajeitado, trapalhão e sem grande objectividade. Mas esse remate "tosco", além de bater nas pernas do desamparado Proto, deu golo! Deu golo, deu a vitória, deu 1M de euros e sabe-se lá se não terá sido o início da tragédia grega...para os gregos (que mais ou menos nessa altura sofriam o 2-1 que os derrotava em Paris).
Não satisfeitos com a improbabilidade de uma vitória nos últimos suspiros de um desafio, os benfiquistas em campo ainda acumularam 2 ou 3 erros de bradar aos céus nos restantes minutos de compensação. Parecia que queriam mesmo "animar o ambiente" até ao último segundo. Último segundo que aconteceu quando 2 jogadores nossos iam isolados para a baliza belga apenas com o GR como oposição, mas o urso do árbitro decidiu apitar, um tal de Daniele Orsato, pois...
Fejsa mostrou que é um bom elemento e vai ser muito útil. Artur falhou num cruzamento mas de resto pareceu-me concentrado (no lance do 2-2 tem atenuantes). Enzo e Matic são craques, têm muita classe mas...são apenas 2 jogadores. Markovic é um génio mas precisa compreender rapidamente que não vai ter lances maradonianos todos os jogos. Lima fez um bom jogo, competente e Rodrigo esperemos que tenha acabado com o péssimo momento que atravessava.
No final uma coisa me chamou a atenção, Matic disse algo como «também podemos ganhar jogos no último minuto». O que mostra que os jogadores ainda não estão (ou não estavam) refeitos dessa praga de sofrer golos no fim. Mas talvez se tenha invertido uma tendência neste jogo.
P.S. - muito difícil e importantíssimo o jogo que se segue frente ao Rio Ave. Nunca temos facilidades naquele campo e quando vencemos são sempre jogos duríssimos com vantagens magras. Ora vindo nós de um jogo de Champions (e o Rio Ave é uma das boas equipas da Liga) a dificuldade aumenta...mas é imperioso vencer! Por isso, todos ao Estádio dos Arcos apoiar o Maior!!!
sábado, 23 de novembro de 2013
Nemanja Matic 1-0 Braga
Regresso do Benfica ao Campeonato depois dos 2 únicos bons jogos da época, e após pausa das selecções (que por norma nunca são benéficas aos clubes vencedores). Se isso não era handicap suficiente, tivemos um Benfica sem 2 pedras cruciais: Cardozo (lesionado) e Jesus (castigado 30 dias). O prenúncio não era bom, mas havia a hipótese do crescimento da equipa continuar neste jogo, difícil, frente a um Braga que "cresce" nos jogos connosco.
O que se viu foi uma equipa com pouca motivação (que se tinha visto em Atenas e no derby para Taça de Portugal) e a jogar pouco, em esforço e com muita pouca inspiração. O Braga acumula várias derrotas seguidas no Campeonato e ocupa um lugar a meio da tabela mas é um adversário de valor e complicado de bater. Os nossos jogadores não pareceram entender isso e disposeram-se como se do outro lado estivesse a Naval (mais cedo ou mais tarde já marcamos...). Sem Jesus no banco falta a voz que dá intensidade e não permite relaxamento aos jogadores e a sua falta notou-se...
Entrámos lentos e lentinhos chegámos ao final dos primeiros 45 minutos. Da intensidade que asfixiou Sporting e Olympiakos nem sombra. Uma única chance de golo, num ressalto depois de um canto, com Matic a rematar ao lado em posição privilegiada perto da pequena área. Entretanto o Braga já tinha enviado uma bola à trave (Artur defendeu) por Éder (grande jogador, ponta de lança robusto, mas móvel e bom tecnicamente, tanto rende sozinho na frente como acompanhado) e tinha demonstrado saber tapar todos os caminhos da sua baliza sem grande esforço. Jesualdo teve a bênção de Cardozo não estar em campo, mas estudou bem a lição e não se vislumbrava forma de derrubar os bracarenses.
Lima batalha muito e corre kms, mas não se fixa na zona 9 (do PL), era comum vê-lo descair nas alas e não termos um único jogador na área. A única sensação de perigo vinha das diagonais de Markovic que apareceu algumas vezes isolado na cara do GR, mas ou o passe era mau, ou falhava a recepção, ou estava em fora de jogo. A única maneira de penetrar a organização defensiva eram mesmo as desmarcações do prodígio sérvio, mas a qualidade do nosso passe, no jogo de hoje, foi abaixo da média; quando comparada com o último jogo (VS Sporting) então ficou muito abaixo mesmo.
Com facilidade em anular o Benfica, o Braga voltou a enviar uma bola à trave na 2ª parte e mostrou que podia mesmo marcar e deixar-nos em muito maus lençóis, pois a nossa parte ofensiva chegava a ser caricata. Djuricic, Rodrigo e Lima mostraram que os números que apresentam não são fruto do acaso ou de qualquer "birra técnica". Djuricic teve UM lance de registo - já na 2ª parte - quando fez um passe para Markovic atirar por cima da barra, já dentro da área. Um jogador da qualidade de Filip Djuricic não pode passar 50 minutos "escondido" em campo e a acumular erros atrás de erros, más decisões atrás de más decisões, foi mau demais. Fica a certeza, não acho que Djuricic volte a fazer um jogo tão fraco como o de hoje.
Rodrigo então, nota-se que está completamente fora de forma desde o primeiro toque na bola. Há alturas em que um jogador faz golos de qualquer maneira e feitio (está en racha) e outras em que nada sai, Rodrigo está num desses momentos horríveis onde falha passes de metro e meio e parece um corpo estranho. Rodrigo tem a desculpa de em determinado momento ter passado a jogar no flanco esquerdo e as preocupações tácticas e defensivas o terem "limitado" ainda mais, mas o péssimo momento de jogo de Rodrigo já se arrasta há muito...e oportunidades não lhe faltaram.
Lima está um jogador banal. Lá está, é esforçado e batalhador, mas esta época parece ter perdido a estrelinha da época passada onde facturava consecutivamente. Hoje, com um Éder do outro lado (em condições tácticas semelhantes) Lima pareceu pequenino...
Posto isto...ainda conseguimos vencer o jogo. Como ? Matic. Porquê ? Nemanja Matic. O sérvio voltou a ser a aranha e parecia omnipresente enchendo o campo. Se no primeiro tempo foram as arrancadas de Enzo Pérez (não sabe jogar mal) a dar alguma electricidade à equipa, na segunda metade Matic decidiu fazer o trabalho dele e de mais 2 ou 3 e depois de roubar a enésima bola, foi por ali fora e fez o golo da vitória num bom remate de pé esquerdo. E esse lance é a analogia perfeita do jogo, teve que ser Matic a fazer tudo sozinho: a roubar a bola ao adversário; a transportar a equipa para a frente; a rematar; e até a fazer o golo!
E a grande memória deste jogo vai mesmo para a celebração de Nemanja Matic com os adeptos após o golo (fez-me lembrar o golo de Coentrão, no último segundo frente ao Marítimo). Diz-se que pode estar perto da saída (a confirmar-se a eliminação da Champions é garantido - para mim - que o Benfica venderá um jogador em Janeiro) o que me parece um cenário nefasto para o Benfica, Matic é, hoje por hoje, um dos três melhores '6' do Mundo e o melhor jogador do plantel. Arriscaria mesmo dizer «vendam quem quiserem, menos o Matic!». A economia, o défice, o passivo são terríveis, mas perder Matic em Janeiro era hipotecar muito do futuro desportivo (que com ele entre nós pode ser de sucesso e consequentemente um desanuviar no capítulo financeiro), portanto, a termos que vender alguém em Janeiro considerem o Matic intocável. O sérvio é um fabuloso jogador mas é também um tremendo ser humano e devia ser baseado no Matic que o futuro do Benfica se devia escrever, já sei que a economia é madrasta e que clubes mais poderosos tornam quase impossível a sua continuidade por muito mais tempo, mas um jogador do perfil de Nemanja Matic merece todos os esforços.
A vitória foi fundamental, mas o entusiasmo voltou a arrefecer devido à prestação medíocre da equipa, segue-se uma dura batalha, 4ª feira em Bruxelas. Se vencermos poderemos ter um fim de ano civil em grande, perdendo será um grave passo atrás no espírito e moral da equipa. Mas nós somos o Benfica, resta-nos esperar pelo melhor e acreditar sempre nos nossos. E PLURIBUS UNUM
O que se viu foi uma equipa com pouca motivação (que se tinha visto em Atenas e no derby para Taça de Portugal) e a jogar pouco, em esforço e com muita pouca inspiração. O Braga acumula várias derrotas seguidas no Campeonato e ocupa um lugar a meio da tabela mas é um adversário de valor e complicado de bater. Os nossos jogadores não pareceram entender isso e disposeram-se como se do outro lado estivesse a Naval (mais cedo ou mais tarde já marcamos...). Sem Jesus no banco falta a voz que dá intensidade e não permite relaxamento aos jogadores e a sua falta notou-se...
Entrámos lentos e lentinhos chegámos ao final dos primeiros 45 minutos. Da intensidade que asfixiou Sporting e Olympiakos nem sombra. Uma única chance de golo, num ressalto depois de um canto, com Matic a rematar ao lado em posição privilegiada perto da pequena área. Entretanto o Braga já tinha enviado uma bola à trave (Artur defendeu) por Éder (grande jogador, ponta de lança robusto, mas móvel e bom tecnicamente, tanto rende sozinho na frente como acompanhado) e tinha demonstrado saber tapar todos os caminhos da sua baliza sem grande esforço. Jesualdo teve a bênção de Cardozo não estar em campo, mas estudou bem a lição e não se vislumbrava forma de derrubar os bracarenses.
Lima batalha muito e corre kms, mas não se fixa na zona 9 (do PL), era comum vê-lo descair nas alas e não termos um único jogador na área. A única sensação de perigo vinha das diagonais de Markovic que apareceu algumas vezes isolado na cara do GR, mas ou o passe era mau, ou falhava a recepção, ou estava em fora de jogo. A única maneira de penetrar a organização defensiva eram mesmo as desmarcações do prodígio sérvio, mas a qualidade do nosso passe, no jogo de hoje, foi abaixo da média; quando comparada com o último jogo (VS Sporting) então ficou muito abaixo mesmo.
Com facilidade em anular o Benfica, o Braga voltou a enviar uma bola à trave na 2ª parte e mostrou que podia mesmo marcar e deixar-nos em muito maus lençóis, pois a nossa parte ofensiva chegava a ser caricata. Djuricic, Rodrigo e Lima mostraram que os números que apresentam não são fruto do acaso ou de qualquer "birra técnica". Djuricic teve UM lance de registo - já na 2ª parte - quando fez um passe para Markovic atirar por cima da barra, já dentro da área. Um jogador da qualidade de Filip Djuricic não pode passar 50 minutos "escondido" em campo e a acumular erros atrás de erros, más decisões atrás de más decisões, foi mau demais. Fica a certeza, não acho que Djuricic volte a fazer um jogo tão fraco como o de hoje.
Rodrigo então, nota-se que está completamente fora de forma desde o primeiro toque na bola. Há alturas em que um jogador faz golos de qualquer maneira e feitio (está en racha) e outras em que nada sai, Rodrigo está num desses momentos horríveis onde falha passes de metro e meio e parece um corpo estranho. Rodrigo tem a desculpa de em determinado momento ter passado a jogar no flanco esquerdo e as preocupações tácticas e defensivas o terem "limitado" ainda mais, mas o péssimo momento de jogo de Rodrigo já se arrasta há muito...e oportunidades não lhe faltaram.
Lima está um jogador banal. Lá está, é esforçado e batalhador, mas esta época parece ter perdido a estrelinha da época passada onde facturava consecutivamente. Hoje, com um Éder do outro lado (em condições tácticas semelhantes) Lima pareceu pequenino...
Posto isto...ainda conseguimos vencer o jogo. Como ? Matic. Porquê ? Nemanja Matic. O sérvio voltou a ser a aranha e parecia omnipresente enchendo o campo. Se no primeiro tempo foram as arrancadas de Enzo Pérez (não sabe jogar mal) a dar alguma electricidade à equipa, na segunda metade Matic decidiu fazer o trabalho dele e de mais 2 ou 3 e depois de roubar a enésima bola, foi por ali fora e fez o golo da vitória num bom remate de pé esquerdo. E esse lance é a analogia perfeita do jogo, teve que ser Matic a fazer tudo sozinho: a roubar a bola ao adversário; a transportar a equipa para a frente; a rematar; e até a fazer o golo!
E a grande memória deste jogo vai mesmo para a celebração de Nemanja Matic com os adeptos após o golo (fez-me lembrar o golo de Coentrão, no último segundo frente ao Marítimo). Diz-se que pode estar perto da saída (a confirmar-se a eliminação da Champions é garantido - para mim - que o Benfica venderá um jogador em Janeiro) o que me parece um cenário nefasto para o Benfica, Matic é, hoje por hoje, um dos três melhores '6' do Mundo e o melhor jogador do plantel. Arriscaria mesmo dizer «vendam quem quiserem, menos o Matic!». A economia, o défice, o passivo são terríveis, mas perder Matic em Janeiro era hipotecar muito do futuro desportivo (que com ele entre nós pode ser de sucesso e consequentemente um desanuviar no capítulo financeiro), portanto, a termos que vender alguém em Janeiro considerem o Matic intocável. O sérvio é um fabuloso jogador mas é também um tremendo ser humano e devia ser baseado no Matic que o futuro do Benfica se devia escrever, já sei que a economia é madrasta e que clubes mais poderosos tornam quase impossível a sua continuidade por muito mais tempo, mas um jogador do perfil de Nemanja Matic merece todos os esforços.
A vitória foi fundamental, mas o entusiasmo voltou a arrefecer devido à prestação medíocre da equipa, segue-se uma dura batalha, 4ª feira em Bruxelas. Se vencermos poderemos ter um fim de ano civil em grande, perdendo será um grave passo atrás no espírito e moral da equipa. Mas nós somos o Benfica, resta-nos esperar pelo melhor e acreditar sempre nos nossos. E PLURIBUS UNUM
domingo, 10 de novembro de 2013
Do Pireu ao Casual
A época 13/14 do Benfica chegava a Novembro sem uma única goleada (0-3 à Académica é algo trivial) e, pior ainda, sem uma grande exibição. A depressão do final da época passada teimava em prolongar-se num jogo sem chama nem inspiração, a equipa "apenas" sobrevivia, parecendo desconhecer os rasgos de génio do passado.
Foi preciso chegar o dia 5 de Novembro de 2013 para o Benfica "engatar" finalmente a primeira grande "jogatana" da época. Em Atenas vimos talvez o Benfica mais demolidor e autoritário, em jogos fora, na Champions. Talvez só o confronto do Nou Camp, na época passada, possa ficar próximo. Mas tal como nesse jogo, não vencemos. E, muito provavelmente, despedimo-nos desta edição da Liga dos Campeões (cuja final será no nosso Estádio).
Os gregos, como locais, são sempre um ambiente e equipa difíceis, mas desta feita devem ter agradecido aos deuses vencerem um jogo onde foram esmagados durante 90 minutos. O Olympiakos deve ter feito uns 3 remates (apenas 2 no alvo) durante toda a partida (o que lhes rendeu um golo), enquanto nós desperdiçámos mais de meia dúzia de ocasiões flagrantes.
As oportunidades de golo sucederam-se durante todo o jogo, e quase todas escandalosamente falhadas. Sim, Roberto fez um bom jogo e teve algumas defesas soberbas, mas também houve demérito nosso noutras ocasiões. O empate era injusto, a derrota um escândalo.
Mas ficou a primeira grande exibição da época, uma atitude inexcedível do primeiro ao último segundo, arrisco dizer que se tivéssemos demonstrado sempre aquela vontade, raça e ambição...esta estaria a ser uma época fabulosa. Mas infelizmente, o jogo jogado de Atenas foi a excepção numa época amorfa. E posto isto, dificilmente não dissemos adeus à Champions, precisamos vencer em Bruxelas e derrotar o PSG na Luz (e mesmo assim, com esses 10 pontos, podemos estar fora). Acho que vamos derrotar os franceses, com maiores ou menores dificuldades o Benfica é melhor equipa que estes "novos ricos" da Cidade Luz, e jogando em casa somos muito difíceis de bater. O que me preocupa é o desafio com o Anderlecht, porque além de terem excelentes jogadores, o empate que obtiveram frente ao PSG devolveu-lhes as esperanças e, se vencerem o Benfica ficam com os mesmos pontos que nós (4), portanto vão dar tudo para nos derrotar. Vencer em Bruxelas vai ser muito, muito difícil.
Depois de Atenas (e da sensação agridoce) seguia-se o Sporting para a Taça de Portugal. Voltámos a entrar muito bem, e o jogo parecia uma continuação de Atenas, roubávamos bolas atrás de bolas e sufocávamos o adversário que pura e simplesmente não conseguia jogar. Sílvio e Amorim tinham sido excelentes surpresas em Atenas, ambos realizando excelentes exibições (confesso-me bastante mais surpreendido com o Sílvio porque o achava desnecessário - sempre é melhor que o Cortez... - mas o português fez questão de me desmentir arrancando 2 grandes jogos: muito seguro a defender, competente nos duelos individuais e a associar-se ao ataque com propósito e frequência) que confirmaram no derby. Aliás, a saída de Ruben Amorim por lesão (mais uma, possivelmente grave) abanou significativamente a equipa, que até aí tinha sido imperial.
Mas voltemos ao derby. Houve um pormenor que me chamou a atenção, num centro de terreno bastante povoado, o Benfica tinha uma posse de bola com muita qualidade, fazendo trocas de bola sucessivas entre os seus atletas com bastante precisão. Não se viam alívios disparatados ou passes para a zona, houve muito critério, mesmo nos desarmes de bola os nossos jogadores deixavam a bola jogável para um companheiro, e para mim esse é um dado que revela confiança, trabalho táctico e que não se deve ignorar. Num jogo como um derby é natural que um jogador não queira falhar e as defesas tentam ser mais implacáveis que "bonitas", portanto foi muito interessante ver a classe dos nossos jogadores e a preocupação em "fazer bem", em manter a bola jogável em nossa posse.
Cardozo fez o primeiro cedo mas a equipa continuou autoritária e dominadora não cedendo qualquer veleidade ao Sporting. O empate surgiria contra a corrente do jogo. Uma perda de bola infantil e raríssima até então, fez deslocar Luisão da área, surgiu um excelente cruzamento (e cuidado que Capel pode estar offside nesse momento, tentem rever melhor esse lance) e Capel, sozinho (o seu marcador, André Almeida, foi fechar ao meio na falta de um central) empatou o jogo.
Mas a equipa não abanou e continuou a jogar bem, com personalidade. Apareceu então Gaitán e....Oscar Cardozo que fez um hat-trick em 45 minutos com 2 golaços ambos a passe do Nico. Um cabeceamento irrepreensível no ângulo e um tiraço à Cardozo sem chance de defesa. Chegava o intervalo com justíssima vantagem de 3-1 e mais uma excelente exibição.
O Benfica estava compacto e não permitia veleidades ao adversário, até surgir o 3-2 (de canto outra vez, tal como em Atenas) e a lesão de Amorim. O jogo ficou equilibrado mas sem grandes chances. Só no final dos 90 minutos o Sporting se aproximou, primeiro com Slimani isolado a atirar ao poste e depois, já nos descontos, o mesmo jogador a empatar, de cabeça, em mais uma bola parada. Em jogo jogado, o Sporting foi muito inferior e só nas bolas paradas chegou ao golo, acho que até mais por demérito nosso (começa a haver frisson quando temos que defender esses lances e o psicológico dos jogadores, de ambas as equipas, reflecte-se no terreno) do que por alguma genialidade do outro lado. Aliás, a falta que origina o empate já nos descontos, é de uma infantilidade atroz do Ivan Cavaleiro (é um bom jogador, mas não é nenhum fora de série e ontem terá acusado alguma pressão). Um jogador de costas para a baliza não é um perigo eminente, o Ivan só tem que contemporizar e proteger o espaço, não precisa atropelar o adversário, não fazem sentido faltas destas em alta competição.
Com 90 minutos de Atenas nas pernas (recorde-se que o Sporting joga de semana a semana; e agora nem isso...), o prolongamento não se previa risonho. Primeiro porque animicamente o Sporting ganhou um alento gigantesco e, inversamente, os nossos jogadores sofreram um golpe (mais um) duríssimo; e depois, na parte física, nós vínhamos de um jogo da Champions em Atenas e eles do cansativo hobbie de meio da semana: ver o Benfica na TV.
Mas o prolongamento traria justiça e a passagem do Benfica à próxima eliminatória da Taça de Portugal. E foi Luisão (mais uma vez) a dar a vitória num jogo épico. É um frango monumental, mas a verdade é que Luisão cabeceou mesmo a bola e deu-nos a vitória num dos lances mais caricatos que há memória. Curiosamente, dois dos ódios de estimação dos lagartos (Cardozo e Luisão) voltaram a dizer olá. É comum eles dizerem que nenhum dos dois jogam nada e que não tinham lugar no Sporting, eu até os percebo, um não para de lhes fazer golos atrás de golos, o outro não faz muitos, mas quando marca...isso significa o adeus do Sporting a uma competição, portanto eu até entendo a azia descomunal que eles sentem para dizer tamanhas barbaridades.
Por fim o árbitro. Este senhor Duarte Gomes apitou o último derby na velha Catedral, derby famoso pelo derrube do ar a Jardel, numa das mais patéticas marcações de penalty que há memória. O Benfica empatou 2-2 esse jogo, e chegou a fazer o 2-0 reduzido a 10, mas Duarte Gomes empatou a contenda. Portanto de árbitros assumidamente benfiquistas estamos conversados (se Proença não bastasse...).
Mas vamos aos lances do derby. No primeiro golo do Sporting reclamou-se off-side de Montero, mas não existe, só que no momento do cruzamento de Wilson Eduardo, o Capel parece-me ligeiramente adiantado, ou pelo menos adiantado na mesma medida que Cardozo está no 3º golo benfiquista. O braço televisivo do polvo a.k.a. SportTV demorou segundos a traçar uma linha no lance de Cardozo e (largos) minutos no de Montero, porque no tal momento de Capel não só não traçaram linha como não pararam a imagem. "Critérios".
Depois, "chora" a Comunicação Social Parcial (o tal periodismo de camiseta) um penalty sobre Montero. Pois bem, a haver toque de Luisão no sportinguista este é no braço e quando o colombiano já está em queda fruto de uma simulação grosseira. Há até quem diga que houve pé em riste sobre Luisão, mas dando isso de barato, o toque posterior de Luisão não é suficiente para a queda (e se fosse de tal forma impactante que o fizesse cair, ele cairia para trás e não para a frente) como acima de tudo o jogador já vai em queda (simulada) quando esse toque acontece. Pois bem, parece que os senhores "jornalistas" ou nunca jogaram futebol (provável) e nem sequer sabem o que é aquilo que escrevi; ou então esses mesmos "senhores" escrevem mentiras com propósito e intenção (muito provável).
Reclama-se também uma mão de André Almeida, que aconteceu à queima roupa e sem o jogador estar a olhar para o lance. Aceito o penalty, mas estou curioso para ver os comentadores portistas acerca deste lance (coluna vertebral há muito se foi daquelas coordenadas...).
Mas se quisessem mais provas da parcialidade destes artistas do jornalismo desportivo, atente-se nas manchetes do último derby (1-1 em Alvalade). Com um golo obtido em off-side e um penalty do tamanho da Torre dos Clérigos perdoado ao Sporting, certamente que as capas de jornais diriam algo como: errou só para um lado ou influência directa no resultado. Certo ?
Pois...parece que foi tudo tranquilo. Como terá sido a capa de hoje ??
Lendária azia de artistas como Bernardo Ribeiro e António Varela, que não se cansam de ir perdendo crédito graças àquilo que escrevem e à posição que ocupam. Eu sei que é chato mas .... estudasses!
P.S. - menos de 24h depois do 4-3 da Taça de Portugal, mais dois derbys e duas vitórias (34-10 em Rugby e 7-8 em Futsal), obrigado Benfica!
Foi preciso chegar o dia 5 de Novembro de 2013 para o Benfica "engatar" finalmente a primeira grande "jogatana" da época. Em Atenas vimos talvez o Benfica mais demolidor e autoritário, em jogos fora, na Champions. Talvez só o confronto do Nou Camp, na época passada, possa ficar próximo. Mas tal como nesse jogo, não vencemos. E, muito provavelmente, despedimo-nos desta edição da Liga dos Campeões (cuja final será no nosso Estádio).
Os gregos, como locais, são sempre um ambiente e equipa difíceis, mas desta feita devem ter agradecido aos deuses vencerem um jogo onde foram esmagados durante 90 minutos. O Olympiakos deve ter feito uns 3 remates (apenas 2 no alvo) durante toda a partida (o que lhes rendeu um golo), enquanto nós desperdiçámos mais de meia dúzia de ocasiões flagrantes.
As oportunidades de golo sucederam-se durante todo o jogo, e quase todas escandalosamente falhadas. Sim, Roberto fez um bom jogo e teve algumas defesas soberbas, mas também houve demérito nosso noutras ocasiões. O empate era injusto, a derrota um escândalo.
Mas ficou a primeira grande exibição da época, uma atitude inexcedível do primeiro ao último segundo, arrisco dizer que se tivéssemos demonstrado sempre aquela vontade, raça e ambição...esta estaria a ser uma época fabulosa. Mas infelizmente, o jogo jogado de Atenas foi a excepção numa época amorfa. E posto isto, dificilmente não dissemos adeus à Champions, precisamos vencer em Bruxelas e derrotar o PSG na Luz (e mesmo assim, com esses 10 pontos, podemos estar fora). Acho que vamos derrotar os franceses, com maiores ou menores dificuldades o Benfica é melhor equipa que estes "novos ricos" da Cidade Luz, e jogando em casa somos muito difíceis de bater. O que me preocupa é o desafio com o Anderlecht, porque além de terem excelentes jogadores, o empate que obtiveram frente ao PSG devolveu-lhes as esperanças e, se vencerem o Benfica ficam com os mesmos pontos que nós (4), portanto vão dar tudo para nos derrotar. Vencer em Bruxelas vai ser muito, muito difícil.
Depois de Atenas (e da sensação agridoce) seguia-se o Sporting para a Taça de Portugal. Voltámos a entrar muito bem, e o jogo parecia uma continuação de Atenas, roubávamos bolas atrás de bolas e sufocávamos o adversário que pura e simplesmente não conseguia jogar. Sílvio e Amorim tinham sido excelentes surpresas em Atenas, ambos realizando excelentes exibições (confesso-me bastante mais surpreendido com o Sílvio porque o achava desnecessário - sempre é melhor que o Cortez... - mas o português fez questão de me desmentir arrancando 2 grandes jogos: muito seguro a defender, competente nos duelos individuais e a associar-se ao ataque com propósito e frequência) que confirmaram no derby. Aliás, a saída de Ruben Amorim por lesão (mais uma, possivelmente grave) abanou significativamente a equipa, que até aí tinha sido imperial.
Mas voltemos ao derby. Houve um pormenor que me chamou a atenção, num centro de terreno bastante povoado, o Benfica tinha uma posse de bola com muita qualidade, fazendo trocas de bola sucessivas entre os seus atletas com bastante precisão. Não se viam alívios disparatados ou passes para a zona, houve muito critério, mesmo nos desarmes de bola os nossos jogadores deixavam a bola jogável para um companheiro, e para mim esse é um dado que revela confiança, trabalho táctico e que não se deve ignorar. Num jogo como um derby é natural que um jogador não queira falhar e as defesas tentam ser mais implacáveis que "bonitas", portanto foi muito interessante ver a classe dos nossos jogadores e a preocupação em "fazer bem", em manter a bola jogável em nossa posse.
Cardozo fez o primeiro cedo mas a equipa continuou autoritária e dominadora não cedendo qualquer veleidade ao Sporting. O empate surgiria contra a corrente do jogo. Uma perda de bola infantil e raríssima até então, fez deslocar Luisão da área, surgiu um excelente cruzamento (e cuidado que Capel pode estar offside nesse momento, tentem rever melhor esse lance) e Capel, sozinho (o seu marcador, André Almeida, foi fechar ao meio na falta de um central) empatou o jogo.
Mas a equipa não abanou e continuou a jogar bem, com personalidade. Apareceu então Gaitán e....Oscar Cardozo que fez um hat-trick em 45 minutos com 2 golaços ambos a passe do Nico. Um cabeceamento irrepreensível no ângulo e um tiraço à Cardozo sem chance de defesa. Chegava o intervalo com justíssima vantagem de 3-1 e mais uma excelente exibição.
O Benfica estava compacto e não permitia veleidades ao adversário, até surgir o 3-2 (de canto outra vez, tal como em Atenas) e a lesão de Amorim. O jogo ficou equilibrado mas sem grandes chances. Só no final dos 90 minutos o Sporting se aproximou, primeiro com Slimani isolado a atirar ao poste e depois, já nos descontos, o mesmo jogador a empatar, de cabeça, em mais uma bola parada. Em jogo jogado, o Sporting foi muito inferior e só nas bolas paradas chegou ao golo, acho que até mais por demérito nosso (começa a haver frisson quando temos que defender esses lances e o psicológico dos jogadores, de ambas as equipas, reflecte-se no terreno) do que por alguma genialidade do outro lado. Aliás, a falta que origina o empate já nos descontos, é de uma infantilidade atroz do Ivan Cavaleiro (é um bom jogador, mas não é nenhum fora de série e ontem terá acusado alguma pressão). Um jogador de costas para a baliza não é um perigo eminente, o Ivan só tem que contemporizar e proteger o espaço, não precisa atropelar o adversário, não fazem sentido faltas destas em alta competição.
Com 90 minutos de Atenas nas pernas (recorde-se que o Sporting joga de semana a semana; e agora nem isso...), o prolongamento não se previa risonho. Primeiro porque animicamente o Sporting ganhou um alento gigantesco e, inversamente, os nossos jogadores sofreram um golpe (mais um) duríssimo; e depois, na parte física, nós vínhamos de um jogo da Champions em Atenas e eles do cansativo hobbie de meio da semana: ver o Benfica na TV.
Mas o prolongamento traria justiça e a passagem do Benfica à próxima eliminatória da Taça de Portugal. E foi Luisão (mais uma vez) a dar a vitória num jogo épico. É um frango monumental, mas a verdade é que Luisão cabeceou mesmo a bola e deu-nos a vitória num dos lances mais caricatos que há memória. Curiosamente, dois dos ódios de estimação dos lagartos (Cardozo e Luisão) voltaram a dizer olá. É comum eles dizerem que nenhum dos dois jogam nada e que não tinham lugar no Sporting, eu até os percebo, um não para de lhes fazer golos atrás de golos, o outro não faz muitos, mas quando marca...isso significa o adeus do Sporting a uma competição, portanto eu até entendo a azia descomunal que eles sentem para dizer tamanhas barbaridades.
Por fim o árbitro. Este senhor Duarte Gomes apitou o último derby na velha Catedral, derby famoso pelo derrube do ar a Jardel, numa das mais patéticas marcações de penalty que há memória. O Benfica empatou 2-2 esse jogo, e chegou a fazer o 2-0 reduzido a 10, mas Duarte Gomes empatou a contenda. Portanto de árbitros assumidamente benfiquistas estamos conversados (se Proença não bastasse...).
Mas vamos aos lances do derby. No primeiro golo do Sporting reclamou-se off-side de Montero, mas não existe, só que no momento do cruzamento de Wilson Eduardo, o Capel parece-me ligeiramente adiantado, ou pelo menos adiantado na mesma medida que Cardozo está no 3º golo benfiquista. O braço televisivo do polvo a.k.a. SportTV demorou segundos a traçar uma linha no lance de Cardozo e (largos) minutos no de Montero, porque no tal momento de Capel não só não traçaram linha como não pararam a imagem. "Critérios".
Depois, "chora" a Comunicação Social Parcial (o tal periodismo de camiseta) um penalty sobre Montero. Pois bem, a haver toque de Luisão no sportinguista este é no braço e quando o colombiano já está em queda fruto de uma simulação grosseira. Há até quem diga que houve pé em riste sobre Luisão, mas dando isso de barato, o toque posterior de Luisão não é suficiente para a queda (e se fosse de tal forma impactante que o fizesse cair, ele cairia para trás e não para a frente) como acima de tudo o jogador já vai em queda (simulada) quando esse toque acontece. Pois bem, parece que os senhores "jornalistas" ou nunca jogaram futebol (provável) e nem sequer sabem o que é aquilo que escrevi; ou então esses mesmos "senhores" escrevem mentiras com propósito e intenção (muito provável).
Reclama-se também uma mão de André Almeida, que aconteceu à queima roupa e sem o jogador estar a olhar para o lance. Aceito o penalty, mas estou curioso para ver os comentadores portistas acerca deste lance (coluna vertebral há muito se foi daquelas coordenadas...).
Mas se quisessem mais provas da parcialidade destes artistas do jornalismo desportivo, atente-se nas manchetes do último derby (1-1 em Alvalade). Com um golo obtido em off-side e um penalty do tamanho da Torre dos Clérigos perdoado ao Sporting, certamente que as capas de jornais diriam algo como: errou só para um lado ou influência directa no resultado. Certo ?
Pois...parece que foi tudo tranquilo. Como terá sido a capa de hoje ??
Lendária azia de artistas como Bernardo Ribeiro e António Varela, que não se cansam de ir perdendo crédito graças àquilo que escrevem e à posição que ocupam. Eu sei que é chato mas .... estudasses!
P.S. - menos de 24h depois do 4-3 da Taça de Portugal, mais dois derbys e duas vitórias (34-10 em Rugby e 7-8 em Futsal), obrigado Benfica!
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