A grande "novidade" nos últimos tempos do Benfica tem sido a coesão e solidez da equipa principal de futebol. Noutros tempos, o Benfica tinha que jogar o dobro (no mínimo) dos adversários para vencer, e quando tinha um dia mau...raramente conseguia os 3 pontos.
Hoje por hoje, este Benfica parece uma máquina: joga sempre igual, não permite veleidades a ninguém e despacha adversário atrás de adversário (com mais ou menos suor) sem precisar de dar "murros na mesa" ou recorrer à Alma. Os adversários deste Benfica terminam invariavelmente derrotados.
Isto a propósito da eliminatória com o PAOK na Liga Europa. Por cá, os "artistas" da Comunicação Social depressa saíram a terreno para escrevinhar a pequenez do adversário e catalogá-lo de fácil. Uma equipa que tinha ZERO derrotas no seu Estádio e que era a equipa mais forte do seu campeonato (depois do Olympiakos) tem que ser fraca. Imagine-se o que teriam dito se porventura esta equipa estivesse a lutar pela permanência no seu campeonato, como um Estugarda desta vida...
Portanto o PAOK era fraquinho, fortes são os adversários dos outros, os do Benfica são sempre uma m#*%a. Mas não foi isso que se viu no terreno. Tanto na Grécia como na Luz, esta equipa grega (orientada por um holandês) provou ser muito consistente e esteve longe de ser presa fácil, arrisco-me a dizer que um Benfica "pouco sério" não teria passado a eliminatória. O "azar" do PAOK foi ter embatido com um dos Benficas mais sólidos e honestos que há memória. Mesmo sem grande genialidade (exceptuando as obras de arte dos golos de Gaitán - livre numa espécie de "folha seca" - e Markovic - toque subtil a colocar o esférico longe do alcance de Glykos, que é um muito bom GR, gostei dele nos 2 jogos da eliminatória) o Benfica "despachou os gregos com um 3-0 inapelável (4-0 no total da eliminatória).
Houve mais posse de bola ainda que na Grécia (terminámos com 66%) e várias mudanças no 11 outra vez: Salvio titular pela primeira vez desde fim de Agosto; Cardozo, Gaitán e Garay voltavam de lesão também; Djuricic e Maxi (ausentes no último jogo frente ao Vitória de Guimarães) eram novidades e a dupla Enzo & Fejsa estava ausente.
Nada disso prejudicou a nossa equipa (talvez não tenha havido a mesma fluidez de jogo habitual) e vencemos "sem espinhas". Este Benfica 13/14 parece mesmo ter 15, 16, 17 titulares e opções para todos os gostos e feitios. Ao aproximarmo-nos das grandes decisões desta época desportiva (novamente em todas as - 4 - competições) é de realçar o pulmão da equipa e a ausência de jogadores do boletim clínico, tendo todas as armas disponíveis para vencer tudo o que está em disputa.
O momento pujante do Benfica reflecte-se nos números (líder isolado do Campeonato com 5 e 7 pontos de avanço aos 2º e 3º classificados; semi-finalista das duas Taças Nacionais; UM golo sofrido nos últimos 14 jogos; 21 jogos sem perder: 19 vitórias e 2 empates) mas não só, as raríssimas ocasiões de golo permitidas aos adversários (não sei se a média chegará a uma oportunidade de golo por jogo), a capacidade de fazer golos em todo o lado (5 de Novembro de 2013, em Atenas, é a data da última vez que ficámos em branco...e tivemos mais chances de golo nesse jogo que nos últimos 3 - PAOK, Guimarães, PAOK - por exemplo.
Nos 35 jogos oficiais desta época o Benfica só não marcou em 2 (Olympiakos e PSG, ambos fora) e perdeu ambos. A última vez que ficámos sem marcar golos na Luz foi a 2 de Outubro de 2012 (0-2 frente ao Barcelona), nas competições nacionais não ficamos sem facturar em casa desde 22 de Novembro de 2009 (0-1 frente ao Guimarães, na Taça de Portugal) e para o Campeonato, a última vez que o Estádio da Luz não gritou «goloooo» foi a 11 de Abril de 2009 (0-1 frente à Académica de Coimbra).
Portanto o Estádio da Luz é mesmo sinónimo de golos (menos golos esta época é verdade...) o que ajuda a que Jorge Jesus tenha uma percentagem de vitórias de cerca de 70% (na totalidade dos jogos disputados) e que esses números nos coloquem no 6º lugar do ranking europeu neste momento (somos Pote 1 da Champions novamente).
Com tanto número faltam os mais importantes, os títulos: o 33º de Campeão Nacional e o 25ª da Taça de Portugal. Ainda falta a parte mais decisiva da época, estes números voltarão a ser meras estatísticas positivas se no final não se levantarem "canecos". As perspectivas deste ano voltam a ser boas (já o foram noutros anos e até com um futebol mais avassalador) mas se a confiança aumentou ultimamente, isso deve-se sobretudo a fiabilidade deste Benfica, o motor nunca "engripa" e as válvulas estão sempre afinadas.
Conclui-se que ter este Benfica como adversário é um perigo: tem-se quase a certeza absoluta que se vai sofrer golos (pelo menos um) e é muito, muito difícil conseguir marcar (ou estar perto disso sequer).
P.S. - o Benfica vai discutir a próxima eliminatória da Liga Europa com o milionário Tottenham (a equipa que mais gastou em toda a Europa no último defeso) a 13 e 20 de Março. Pelo meio (Domingo 16 ou Segunda-feira 17 de Março) há uma deslocação fundamental à Choupana para defrontar o Nacional da Madeira. Crucial porque se joga um Sporting-Porto nessa jornada e porque, por norma, o Benfica sente dificuldades para vencer naquele campo e o Nacional está a fazer um belo Campeonato. Jogando a 2ª mão na Luz a 20 de Março, o Benfica deveria jogar a 17 na Madeira mas palpita-me que pode haver marosca para que se jogue a 16... Ainda assim, recordo uma situação similar em que jogámos nesse mesmo campo no meio duma eliminatória com o Marselha e tivemos duas vitórias épicas, oxalá se repita, a chave do sucesso do Campeonato (e da Liga Europa também!) pode passar por esta semana 13-20 de Março.
sábado, 1 de março de 2014
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Obrigado Monstro Sagrado!
Faleceu aquele que é considerado o maior capitão da História do Benfica, provavelmente o segundo maior jogador do Sport Lisboa e Benfica (só atrás de Eusébio), o Senhor Coluna. Saudades de outro campeão gente boa e um tremendo futebolista que levou o nome do Benfica à glória.
Em Janeiro perdemos o King, Fevereiro leva-nos o Monstro Sagrado...oxalá eles olhem por nós e pelo nosso Benfica lá em cima no 4º anel, e que Maio não nos leve ninguém mas nos traga alguma paz de espírito num 2014 nefasto até agora para a Mística Benfiquista.
Até sempre Senhor Coluna.
Em Janeiro perdemos o King, Fevereiro leva-nos o Monstro Sagrado...oxalá eles olhem por nós e pelo nosso Benfica lá em cima no 4º anel, e que Maio não nos leve ninguém mas nos traga alguma paz de espírito num 2014 nefasto até agora para a Mística Benfiquista.
Até sempre Senhor Coluna.
Markovic é jogador de playstation
O Benfica - Guimarães de ontem começou com uma inenarrável "disposição táctica" dos vimaranenses, ou melhor, do seu patético treinador. Em cima da grande área, o Vitória exibia uma linha de 8 (!!!) jogadores dando uma imagem provinciana e amadora do que deve ser o futebol de alta competição. Ok, até Mourinho já recorreu a tácticas ultra-defensivas, mas nem no pior pesadelo Trapattoniano me lembro de ver um boeing do gabarito daquele que Rui Vitória colocou ontem no início da partida.
Com um único jogador sem grande preocupação defensiva (Mazou), os outros 10 encurralavam-se junto do seu GR. Logo ali fiquei com a ideia que não ia ser fácil penetrar aquela muralha, ou pelo menos sem que se alterasse algo da nossa estratégia habitual. Como furar então aquela defesa ? As diagonais mais perigosas da nossa equipa são invariavelmente as que resultam das desmarcações de Lazar Markovic, portanto parecia-me ser essa a solução com mais probabilidade de sucesso, porque no jogo "estático" e organizado era muito complicado abanar a estrutura híper conservadora com que o Vitória se apresentou na Luz.
Penso que JJ ter-se-á apercebido disso e terá provocado uma nuance táctica ao permitir que Markovic deambulasse por toda a frente de ataque ao invés de ficar amarrado a um dos flancos. E a verdade é que o Sérvio D'ouro estava endiabrado, nos primeiros 45 minutos rebentou com todos os que lhe apareceram pela frente e culminou o recital com um golo de playstation (L1 + 0 ??), um chapéu brutal num curtíssimo espaço de terreno. Um golo assim...só na playstation mesmo.
O Guimarães, apesar de nunca ter feito cócegas sequer, deixou de estar tão embaraçosamente recuado como nos primeiros minutos e procurou causar algum nervosismo no Benfica, que apareceu a espaços, mas mais pelo que os 3 pontos de ontem significariam do que por uma prestação conseguida. Porque na verdade, ocasiões de golo foram só do Benfica (escandalosa a de Lima, já depois de ter driblado o GR) e a vitória nunca perigou, mas foi uma exibição q.b. apenas.
Lima deve ter corrido uma enormidade mas não foi feliz, louve-se o seu espírito de sacrifício e capacidade de trabalho; Fejsa esteve muito bem, hoje por hoje não o trocava por Javi Garcia: corre tanto ou mais que o espanhol e é mais rápido; Luisão é o xerife da defesa, simboliza o espírito daquela equipa; Enzo esteve mais apagado que o costume, ainda assim a maioria dos lances de perigo começou nele; Rodrigo foi o melhor - depois de Markovic - no ataque, fez um bom jogo e demonstra boa forma (os gregos que se cuidem).
Markovic é um génio. Com a chegada de Salvio à melhor forma e consequente titularidade do lado direito do ataque, pergunto-me se o lugar de Lazar Markovic não deverá ser como segundo avançado, solto, à lá JVP, deambulando por toda a frente de ataque ?
Faltam 25 pontos.
Com um único jogador sem grande preocupação defensiva (Mazou), os outros 10 encurralavam-se junto do seu GR. Logo ali fiquei com a ideia que não ia ser fácil penetrar aquela muralha, ou pelo menos sem que se alterasse algo da nossa estratégia habitual. Como furar então aquela defesa ? As diagonais mais perigosas da nossa equipa são invariavelmente as que resultam das desmarcações de Lazar Markovic, portanto parecia-me ser essa a solução com mais probabilidade de sucesso, porque no jogo "estático" e organizado era muito complicado abanar a estrutura híper conservadora com que o Vitória se apresentou na Luz.
Penso que JJ ter-se-á apercebido disso e terá provocado uma nuance táctica ao permitir que Markovic deambulasse por toda a frente de ataque ao invés de ficar amarrado a um dos flancos. E a verdade é que o Sérvio D'ouro estava endiabrado, nos primeiros 45 minutos rebentou com todos os que lhe apareceram pela frente e culminou o recital com um golo de playstation (L1 + 0 ??), um chapéu brutal num curtíssimo espaço de terreno. Um golo assim...só na playstation mesmo.
O Guimarães, apesar de nunca ter feito cócegas sequer, deixou de estar tão embaraçosamente recuado como nos primeiros minutos e procurou causar algum nervosismo no Benfica, que apareceu a espaços, mas mais pelo que os 3 pontos de ontem significariam do que por uma prestação conseguida. Porque na verdade, ocasiões de golo foram só do Benfica (escandalosa a de Lima, já depois de ter driblado o GR) e a vitória nunca perigou, mas foi uma exibição q.b. apenas.
Lima deve ter corrido uma enormidade mas não foi feliz, louve-se o seu espírito de sacrifício e capacidade de trabalho; Fejsa esteve muito bem, hoje por hoje não o trocava por Javi Garcia: corre tanto ou mais que o espanhol e é mais rápido; Luisão é o xerife da defesa, simboliza o espírito daquela equipa; Enzo esteve mais apagado que o costume, ainda assim a maioria dos lances de perigo começou nele; Rodrigo foi o melhor - depois de Markovic - no ataque, fez um bom jogo e demonstra boa forma (os gregos que se cuidem).
Markovic é um génio. Com a chegada de Salvio à melhor forma e consequente titularidade do lado direito do ataque, pergunto-me se o lugar de Lazar Markovic não deverá ser como segundo avançado, solto, à lá JVP, deambulando por toda a frente de ataque ?
Faltam 25 pontos.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
K.O. de Salónica
Com muitas novidades no 11 relativamente ao último jogo, o Benfica foi à Grécia dar uma lição de futebol aos gregos do PAOK. Ok, o golo solitário de Lima é em fora de jogo, mas creio que Djuricic podia ter marcado de pé esquerdo se Lima não estivesse ali. A verdade é que ganhámos (bem!) com um golo irregular (mal).
Tirando esse pormenor (e atenção que o offside está longe de ser escandaloso) só deu Benfica, longos minutos de trocas de passes (a levar à loucura os adeptos gregos e à impotência os seus atletas) e com uma assertividade e qualidade de topo. Pergunto-me qual terá sido a posse de bola final ? Visto de fora dá a ideia de uma diferença brutal.
Outro ponto: o PAOK não está ao nosso nível, mas está longe de ser uma equipa fraquinha, afinal, parece que ninguém havia vencido no seu estádio...até hoje. Sabendo da diferença entre as equipas, o treinador adversário (Huub Stevens) procurou reforçar o processo defensivo, jogando muito fechadinho e tentando que a sua equipa não se descolocasse e fosse surpreendida pelo Benfica. Apesar de aguerridos, os adversários viam-se literalmente gregos com a qualidade de posse dos encarnados e desesperava por não encontrar antídoto para a superioridade do Benfica.
Fizemos um jogo sério (se calhar até respeitámos em demasia o adversário) jogando sempre pela certa e com uma consistência assinalável (uma única chance de golo permitida e novamente a baliza inviolável), mas acho que podíamos ter criado mais perigo nos últimos 20 minutos e avolumado o marcador a nosso favor.
A vitória nunca esteve em discussão e o Benfica praticamente assegurou a passagem à próxima eliminatória, ainda assim convém recordar que na última vez que defrontámos esta equipa também vencemos lá (1-2) e depois perdemos na Luz pelo mesmo resultado (acabaríamos por seguir em frente nos penaltys).
O Sílvio parece dar-se bem com os ares da Grécia, depois do Olympiakos voltou a fazer um grande jogo e a dispor inclusive de chances de golo. Apesar de achar Siqueira mais jogador, Sílvio tem demonstrado ser uma excelente opção (contrariando as minhas reservas iniciais) e não é por aquele flanco que teremos problemas.
Toto Salvio voltou a jogar (lesionado desde 1 de Setembro) e saúda-se o regresso de um dos principais elementos do nosso plantel, apareceu solto, sem receios e a apoiar bem o futebol da equipa. Daqui a um mês (ou menos) teremos o melhor Salvio no terreno, é essa a minha expectativa, portanto o argentino ainda poderá ser um dos nomes-chave da época 2013/14 (oxalá!!).
Luisão fez o 100º jogo nas competições europeias pelo Benfica (não há ninguém com mais jogos europeus pelo Benfica - ou qualquer outra equipa portuguesa diga-se de passagem) e esteve imperial como sempre, é neste momento o melhor defesa-central a actuar em Portugal (de muito longe).
Também gostei do Lima (90 minutos de trabalho e um bom golo) e do Rúben Amorim, mas acho que o conjunto, a equipa voltou a ser o nosso principal argumento e isso espelha a qualidade e o momento actual do Benfica: seguros, coesos e compactos.
Tirando esse pormenor (e atenção que o offside está longe de ser escandaloso) só deu Benfica, longos minutos de trocas de passes (a levar à loucura os adeptos gregos e à impotência os seus atletas) e com uma assertividade e qualidade de topo. Pergunto-me qual terá sido a posse de bola final ? Visto de fora dá a ideia de uma diferença brutal.
Outro ponto: o PAOK não está ao nosso nível, mas está longe de ser uma equipa fraquinha, afinal, parece que ninguém havia vencido no seu estádio...até hoje. Sabendo da diferença entre as equipas, o treinador adversário (Huub Stevens) procurou reforçar o processo defensivo, jogando muito fechadinho e tentando que a sua equipa não se descolocasse e fosse surpreendida pelo Benfica. Apesar de aguerridos, os adversários viam-se literalmente gregos com a qualidade de posse dos encarnados e desesperava por não encontrar antídoto para a superioridade do Benfica.
Fizemos um jogo sério (se calhar até respeitámos em demasia o adversário) jogando sempre pela certa e com uma consistência assinalável (uma única chance de golo permitida e novamente a baliza inviolável), mas acho que podíamos ter criado mais perigo nos últimos 20 minutos e avolumado o marcador a nosso favor.
A vitória nunca esteve em discussão e o Benfica praticamente assegurou a passagem à próxima eliminatória, ainda assim convém recordar que na última vez que defrontámos esta equipa também vencemos lá (1-2) e depois perdemos na Luz pelo mesmo resultado (acabaríamos por seguir em frente nos penaltys).
O Sílvio parece dar-se bem com os ares da Grécia, depois do Olympiakos voltou a fazer um grande jogo e a dispor inclusive de chances de golo. Apesar de achar Siqueira mais jogador, Sílvio tem demonstrado ser uma excelente opção (contrariando as minhas reservas iniciais) e não é por aquele flanco que teremos problemas.
Toto Salvio voltou a jogar (lesionado desde 1 de Setembro) e saúda-se o regresso de um dos principais elementos do nosso plantel, apareceu solto, sem receios e a apoiar bem o futebol da equipa. Daqui a um mês (ou menos) teremos o melhor Salvio no terreno, é essa a minha expectativa, portanto o argentino ainda poderá ser um dos nomes-chave da época 2013/14 (oxalá!!).
Luisão fez o 100º jogo nas competições europeias pelo Benfica (não há ninguém com mais jogos europeus pelo Benfica - ou qualquer outra equipa portuguesa diga-se de passagem) e esteve imperial como sempre, é neste momento o melhor defesa-central a actuar em Portugal (de muito longe).
Também gostei do Lima (90 minutos de trabalho e um bom golo) e do Rúben Amorim, mas acho que o conjunto, a equipa voltou a ser o nosso principal argumento e isso espelha a qualidade e o momento actual do Benfica: seguros, coesos e compactos.
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
Nos Paços do título
O Benfica amealhou ontem 3 preciosos pontos na luta pelo título 2013/14. Frente a uma aguerrida e organizada equipa do Paços de Ferreira, os benfiquistas vestiram o fato-macaco e demonstraram, outra vez, a solidez do grupo.
Se no derby vestimos o fato de gala e demos um show de bola, ontem essa receita não resultava, portanto mantivemos a coesão (outro jogo sem sofrer golos, nem ameaças de os sofrer...) e lutámos para vencer. Costumava dizer-se que o Benfica, para vencer, tinha que jogar muito, hoje em dia a equipa sabe "ler" as ocorrências e escolher o caminho para a vitória.
Essa alternância de chip entre a classe e/ou a raça prova que os jogadores estão mais determinados e concentrados, sabem que há vários caminhos para o mesmo objectivo: ser campeão! Defensivamente o Benfica está fortíssimo, não é o Oblak (que apenas tem um golo sofrido, um "frango" descomunal que nos custou 2 pontos) que se tem destacado, é todo o processo defensivo que não facilita e não permite qualquer chance aos adversários.
Maxi subiu de rendimento, Siqueira é o melhor lateral esquerdo depois de Coentrão (e ainda não está no máximo das suas capacidades, só agora tem tido alguma regularidade e descanso com as lesões), a dupla de centrais está ao nível das melhores duplas europeias e os médios (sobretudo Fejsa) parecem estar em todo o lado, pressionando permanentemente.
Mas apesar do rendimento defensivo de excelência, considero que o nosso ataque (a "menina dos olhos" da Era-Jesus) tem estado aquém das suas possibilidades. É verdade que Cardozo (o maior goleador do plantel) tem metade (ou menos) dos minutos da equipa e que Salvio (o melhor extremo da equipa, por trazer acutilância ofensiva e capacidade defensiva na mesma percentagem) não conta desde Agosto, mas Rodrigo & Lima têm falhado mais do que acertado, e atenção que o pecúlio de golos de ambos não é nada mau, mas devia ser substancialmente melhor.
Quem tem carregado a equipa este ano tem sido um Gaitán superlativo e um Enzo Pérez estratosférico. Se a equipa no seu todo (sobretudo a defesa) têm sido a maior arma desta época, os 2 argentinos revelam-se como os destaques individuais, acho bem que renovem com ambos e que construam o nosso futuro à volta deles.
No início desta época seriam unânimes os nomes dos 3 melhores elementos do plantel: Matic, Salvio e Cardozo. Pois bem, andamos a jogar sem os três e "só" temos 4 e 5 pontos de avanço ao 2º e 3º respectivamente, além de apurados para as duas meias-finais das Taças nacionais. Matic não joga mais por nós esta época, mas um Cardozo e Salvio "fresquinhos" podem ser chave para o que resta desta época.
Faltam 30 pontos.
Se no derby vestimos o fato de gala e demos um show de bola, ontem essa receita não resultava, portanto mantivemos a coesão (outro jogo sem sofrer golos, nem ameaças de os sofrer...) e lutámos para vencer. Costumava dizer-se que o Benfica, para vencer, tinha que jogar muito, hoje em dia a equipa sabe "ler" as ocorrências e escolher o caminho para a vitória.
Essa alternância de chip entre a classe e/ou a raça prova que os jogadores estão mais determinados e concentrados, sabem que há vários caminhos para o mesmo objectivo: ser campeão! Defensivamente o Benfica está fortíssimo, não é o Oblak (que apenas tem um golo sofrido, um "frango" descomunal que nos custou 2 pontos) que se tem destacado, é todo o processo defensivo que não facilita e não permite qualquer chance aos adversários.
Maxi subiu de rendimento, Siqueira é o melhor lateral esquerdo depois de Coentrão (e ainda não está no máximo das suas capacidades, só agora tem tido alguma regularidade e descanso com as lesões), a dupla de centrais está ao nível das melhores duplas europeias e os médios (sobretudo Fejsa) parecem estar em todo o lado, pressionando permanentemente.
Mas apesar do rendimento defensivo de excelência, considero que o nosso ataque (a "menina dos olhos" da Era-Jesus) tem estado aquém das suas possibilidades. É verdade que Cardozo (o maior goleador do plantel) tem metade (ou menos) dos minutos da equipa e que Salvio (o melhor extremo da equipa, por trazer acutilância ofensiva e capacidade defensiva na mesma percentagem) não conta desde Agosto, mas Rodrigo & Lima têm falhado mais do que acertado, e atenção que o pecúlio de golos de ambos não é nada mau, mas devia ser substancialmente melhor.
Quem tem carregado a equipa este ano tem sido um Gaitán superlativo e um Enzo Pérez estratosférico. Se a equipa no seu todo (sobretudo a defesa) têm sido a maior arma desta época, os 2 argentinos revelam-se como os destaques individuais, acho bem que renovem com ambos e que construam o nosso futuro à volta deles.
No início desta época seriam unânimes os nomes dos 3 melhores elementos do plantel: Matic, Salvio e Cardozo. Pois bem, andamos a jogar sem os três e "só" temos 4 e 5 pontos de avanço ao 2º e 3º respectivamente, além de apurados para as duas meias-finais das Taças nacionais. Matic não joga mais por nós esta época, mas um Cardozo e Salvio "fresquinhos" podem ser chave para o que resta desta época.
Faltam 30 pontos.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
O derby do vento ? Não, do vendaval !!
O Benfica recebeu e despachou o seu eterno rival com uma lição de bola que terá envergonhado o mais empedernido dos "lagartos". Recebo-mo-los em nossa casa, dissemos-lhes Olá! e depois recambiamo-los para casa com um valente pontapé no traseiro e com a certeza que o Benfica é areia a mais para a camioneta dos Viscondes.
Antes do jogo havia uma facção que parecia viver numa utopia: os sportinguistas e uma série de "jornalistas". É que a diferença entre aquilo que eles acham que são e aquilo que na realidade apresentam ainda incorpora uns quantos "fusos horários"... Levaram um reality-check à bruta. É que podíamos ter vencido por muitos e não sermos tão esmagadores no domínio do jogo, mas o que se assistiu na Luz foi uma impotência leonina a toda a linha (presidente, treinador e equipa) e um apetite voraz das águias.
O Benfica entrou cheio de fome no jogo, e psicologicamente começou a ganhar o jogo aí: os nossos concentrados e disponíveis para todo e cada lance; os outros a tremer perante a intensidade alucinante do adversário. À medida que a nossa confiança crescia, a "tremideira" deles aumentava, basta entrar o primeiro... sentia-se. E a verdade é que o jogo acabou logo no golo de Gaitán. «Pronto, agora já não conseguimos levar um pontinho» - terão pensado os jogadores do Sporting naquele momento.
O Benfica passou por cima do Sporting sem dó nem piedade (bem, houve alguma misericórdia sobretudo de Rodrigo...) ganhou 90% dos duelos individuais (OLÈ), correu muito mais (OLÈ), teve nota artística (OLÈ) e ainda se deu ao luxo de permitir zero cantos ao adversário e deixá-lo com cerca de 30% de posse de bola (OLÈ).
O Sporting não se viu, não se ouviu e deu menos trabalho que a agora célebre lã de rocha. Já o Benfica mostrou que jogar com 2 médios centro e 2 avançados não é para quem quer... Tacticamente Jesus embaraçou e envergonhou Jardim, tal foi o banho de bola em toda a linha, aliás, o melhor de Leonardo Jardim no derby foram mesmo as palavras finais (as dele e as do Presidente, que pela primeira vez soou a Presidente e não a líder de claque).
No nosso Benfica houve várias exibições tremendas: Luisão (o gajo mais fundamental da defesa, cortou um número de bolas sem fim, é o patrão deste grupo); Maxi (melhor jogo da época, mantém a raça de sempre - e apesar de achar que ainda está um pouco lento - mas começa a dosear melhor as suas investidas; grande centro para o 1º golo); Fejsa (um poço de força no meio-campo, menos forte que um Javi Garcia mas mais disponível, mostrou que nunca vira a cara à luta, parece talhado para jogos importantes); Gaitán (começa a ser tradição Gaitán fazer gato sapato do Sporting, é um génio cada vez mais trabalhador, sozinho pode decidir jogos, esperemos que este ano decida campeonatos).
E claro, há um jogador que merece um parágrafo só para ele: Enzo El Principito Pérez. Com a saída de Matic, Enzo é hoje o melhor jogador do Benfica (Olá Argentina!) e fez um derby fa-bu-lo-so. O argentino rebentou com o processo defensivo do Sporting sozinho. Primeiro pressiona altíssimo e não permite que se saia a jogar com facilidade com ele por perto, e depois, quando tem que ser ele a iniciar o processo ofensivo do Benfica...demonstra recursos infindáveis. Vejamos, não raras vezes tentou-se "apertar" com Enzo quando recebia a bola entre linhas, e muitas dessas vezes o benfiquista nem tinha linha de passe visível e mais que um adversário em cima, pois bem, ele nunca se atrapalha, finta, gira, mantém a posse e quando não há mesmo alternativa....arranca e ninguém o agarra. As acelerações de Enzo Pérez no meio campo ofensivo esfrangalharam completamente o Sporting, naquela noite Enzo pareceu imparável. No dia em que a esposa fora operada fez o segundo golo (e que golo!) e emocionou-se verdadeiramente não contendo as lágrimas perante um Estádio da Luz em êxtase. Perdemos o Matic...mas ainda temos o Enzo!!
Mais que o resultado, a exibição mandona e autoritária do Benfica foi um depressivo tremendo para os adversários Porto e sobretudo Sporting (que terá pensado: contra estes não dá, vamos tentar bater-nos com o Porto) que observaram uma equipa fortíssima fisicamente e que melhora a nota artística a cada jogo, só falta ser mais concretizadora (bem vindos Salvio & Cardozo).
Portanto o vendaval da Luz ficará para a História como o dia em que atropelámos o Sporting com uma classe e unanimidade poucas vezes vista (como aliás fizeramos ao Porto há cerca de um mês) em 180 minutos despachámos os dois rivais com 4 golos sem resposta e zero oportunidades concedidas, o que é obra para uma equipa que passou meio campeonato a defender mal e a sofrer muitos golos. O grande mérito é dos jogadores de de Jorge Jesus, afastaram finalmente os traumas de Maio passado e deram a volta por cima: meias-finais das Taças nacionais e líder isolado do Campeonato, sendo a única equipa que depende apenas e só de si para se sagrar Campeã.
Faltam 33 pontos.
Antes do jogo havia uma facção que parecia viver numa utopia: os sportinguistas e uma série de "jornalistas". É que a diferença entre aquilo que eles acham que são e aquilo que na realidade apresentam ainda incorpora uns quantos "fusos horários"... Levaram um reality-check à bruta. É que podíamos ter vencido por muitos e não sermos tão esmagadores no domínio do jogo, mas o que se assistiu na Luz foi uma impotência leonina a toda a linha (presidente, treinador e equipa) e um apetite voraz das águias.
O Benfica entrou cheio de fome no jogo, e psicologicamente começou a ganhar o jogo aí: os nossos concentrados e disponíveis para todo e cada lance; os outros a tremer perante a intensidade alucinante do adversário. À medida que a nossa confiança crescia, a "tremideira" deles aumentava, basta entrar o primeiro... sentia-se. E a verdade é que o jogo acabou logo no golo de Gaitán. «Pronto, agora já não conseguimos levar um pontinho» - terão pensado os jogadores do Sporting naquele momento.
O Benfica passou por cima do Sporting sem dó nem piedade (bem, houve alguma misericórdia sobretudo de Rodrigo...) ganhou 90% dos duelos individuais (OLÈ), correu muito mais (OLÈ), teve nota artística (OLÈ) e ainda se deu ao luxo de permitir zero cantos ao adversário e deixá-lo com cerca de 30% de posse de bola (OLÈ).
O Sporting não se viu, não se ouviu e deu menos trabalho que a agora célebre lã de rocha. Já o Benfica mostrou que jogar com 2 médios centro e 2 avançados não é para quem quer... Tacticamente Jesus embaraçou e envergonhou Jardim, tal foi o banho de bola em toda a linha, aliás, o melhor de Leonardo Jardim no derby foram mesmo as palavras finais (as dele e as do Presidente, que pela primeira vez soou a Presidente e não a líder de claque).
No nosso Benfica houve várias exibições tremendas: Luisão (o gajo mais fundamental da defesa, cortou um número de bolas sem fim, é o patrão deste grupo); Maxi (melhor jogo da época, mantém a raça de sempre - e apesar de achar que ainda está um pouco lento - mas começa a dosear melhor as suas investidas; grande centro para o 1º golo); Fejsa (um poço de força no meio-campo, menos forte que um Javi Garcia mas mais disponível, mostrou que nunca vira a cara à luta, parece talhado para jogos importantes); Gaitán (começa a ser tradição Gaitán fazer gato sapato do Sporting, é um génio cada vez mais trabalhador, sozinho pode decidir jogos, esperemos que este ano decida campeonatos).
E claro, há um jogador que merece um parágrafo só para ele: Enzo El Principito Pérez. Com a saída de Matic, Enzo é hoje o melhor jogador do Benfica (Olá Argentina!) e fez um derby fa-bu-lo-so. O argentino rebentou com o processo defensivo do Sporting sozinho. Primeiro pressiona altíssimo e não permite que se saia a jogar com facilidade com ele por perto, e depois, quando tem que ser ele a iniciar o processo ofensivo do Benfica...demonstra recursos infindáveis. Vejamos, não raras vezes tentou-se "apertar" com Enzo quando recebia a bola entre linhas, e muitas dessas vezes o benfiquista nem tinha linha de passe visível e mais que um adversário em cima, pois bem, ele nunca se atrapalha, finta, gira, mantém a posse e quando não há mesmo alternativa....arranca e ninguém o agarra. As acelerações de Enzo Pérez no meio campo ofensivo esfrangalharam completamente o Sporting, naquela noite Enzo pareceu imparável. No dia em que a esposa fora operada fez o segundo golo (e que golo!) e emocionou-se verdadeiramente não contendo as lágrimas perante um Estádio da Luz em êxtase. Perdemos o Matic...mas ainda temos o Enzo!!
Mais que o resultado, a exibição mandona e autoritária do Benfica foi um depressivo tremendo para os adversários Porto e sobretudo Sporting (que terá pensado: contra estes não dá, vamos tentar bater-nos com o Porto) que observaram uma equipa fortíssima fisicamente e que melhora a nota artística a cada jogo, só falta ser mais concretizadora (bem vindos Salvio & Cardozo).
Portanto o vendaval da Luz ficará para a História como o dia em que atropelámos o Sporting com uma classe e unanimidade poucas vezes vista (como aliás fizeramos ao Porto há cerca de um mês) em 180 minutos despachámos os dois rivais com 4 golos sem resposta e zero oportunidades concedidas, o que é obra para uma equipa que passou meio campeonato a defender mal e a sofrer muitos golos. O grande mérito é dos jogadores de de Jorge Jesus, afastaram finalmente os traumas de Maio passado e deram a volta por cima: meias-finais das Taças nacionais e líder isolado do Campeonato, sendo a única equipa que depende apenas e só de si para se sagrar Campeã.
Faltam 33 pontos.
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
E o burro sou eu ??
«Estamos a 3 pontos devido a uma arbitragem escandalosa e vergonhosa» Pinto Costa 16.01.2014
«Na...os árbitros já não ligam a isso. Estar sempre a falar de árbitros, além de ridículo é estúpido. Portanto, como há muito estúpido vai-se continuar a falar» Pinto Costa 14.12.2012
http://www.frequency.com/video/so-os-burros-falam-de-arbitragem-vieira/91235842/-/5-915632
Um ano é muito tempo...mas a verdade é que à declaração de 14 de Dezembro bastou um mês (13.01.13) para que as palavras "calassem fundo" e ouvissemos o seu autor (e o seu então treinador) palrarem nos corredores da Luz após um empate (2-2) frente ao Benfica. Nesse dia, e como o empate foi muito melhor do que se estava à espera (o Benfica vinha esmagando todos os adversários e exibindo excelente nota artística ; ao passo que o Porto vivia um período depressivo de fraco futebol apresentado) os artistas-do-vaticano-azul-escuro "desfilaram" na Luz procurando os holofotes, atraídos subitamente por todas as câmaras e microfones. Nada como desfilar as vestes e exibir a (pouca) massa encefálica depois de escapar vivo do terreno do maior adversário.
Entusiasmados com a não-derrota, as mentes captas viveram os seus 15 minutos de fama vociferando tudo o que lhes deu na gana, ou melhor, repetindo a Cartilha-da-Corrupção que durante décadas foi provocando sorrisos nos idiotas úteis e náuseas em quem quer o desporto limpo e justo.
Um ano depois, e vergados à derrota (2-0) e a uma superior exibição dos encarnados...pufff, temeram os holofotes e fugiram o mais depressa possível de todo e qualquer microfone. As conferências de imprensa do Porto, em dias de derrota, são cópias perfeitas umas das outras: por norma são conferências-relâmpago, duram escassos minutos, têm pouquíssimas perguntas e respostas quase mono-silábicas. Nessas alturas de derrotas claras não vemos o sr. Costa pavonear-se para as câmaras (nem abre o bico...), tivessem eles ganho e até na sala de imprensa da Luz o Papa se teria apresentado (e nem seria inédito, relembremos o 0-1 do golo de Petit anulado por Benquerença e o bate-boca pindérico com Nuno Gomes).
Desta feita fugiram com o rabinho entre as pernas poupando-nos às bacoradas do costume. Ou pelo menos assim pensámos nós, face à unanimidade da justeza do desfecho final. 4 (!!!!) dias depois (esperou pelo desfecho do jogo da TL frente ao Penafiel, não fosse a coisa correr mal ??) , o ex-corrupto (risos) abriu o manual-da-corrupção na pág.23 e disse a mesma trampa de sempre, sendo que desta feita já poucos o levaram o sério (até nas suas hostes foi lamentada a esterilidade do "documento" - e sim, aquela cartilha já é uma história antiga...).
Mas ainda há quem queira ser mais papista que o papa (como se isso fosse possível!), por exemplo um avençado do Jornal Oficial Grémio Olival rabiscou o seguinte:
Não seria difícil a este último agarrar-se à infelicidade de um lance ou outro, ou até à contabilidade da arbitragem, para sugerir que a derrota foi acidental, mas as várias derrotas acidentais que o FC Porto teve esta época foram diferentes desta. Na Liga dos Campeões, Fonseca conseguiu, apesar de tudo, extrair da equipa um espírito e uma continuidade de jogo que não se viram na Luz nem, há duas semanas, em Alvalade.
Retenho a infelicidade de "um lance ou outro", na verdade o Porto teve UMA chance de golo, aos 45', infelizmente foi em offside (não assinalado). E depois, a medo, no meio da "prosa", uma referência à "contabilidade da arbitragem", dando a entender que o saldo seria negativo às suas cores. Nada de enumerar essa "contabilidade", porque o desempenho já havia sido embaraçoso o suficiente para se meter em guerras que nem o próprio líder azul e branco havia arriscado (escreveu antes da "entrevista" pacificadora), e as contas podiam-lhe sair furadas...
Dias depois, volta à carga, já "confiante" pelo ok norte-coreano:
Emendou ainda os pruridos de Fonseca na Luz a respeito da arbitragem e o hábito recente do FC Porto de pôr a autocrítica à frente da oportunidade de pontuar no nosso popular campeonato das culpas da arbitragem.
Portanto, agora já eram "pruridos de Fonseca", quando toda a gente calou o bico perante a superioridade do Benfica (incluindo ele) no Clássico. E achei piada à referência à autocrítica...
A entrevista de Pinto da Costa não podia ser mais cristalina quando afirmou que se o Porto ficar em terceiro, Paulo Fonseca renovará contrato, mas disso ninguém parece ter dado conta. Disso e da lata em falar do jogo com o Estoril, onde viu Otamendi ser perdoado a uma expulsão clara que deixaria os portistas 60 minutos com menos um jogador... Que o clube condenado por corrupção desportiva e seus dirigentes sejam cegos, parciais e mentirosos tudo bem, mas que a suposta Comunicação Social portuguesa se comporte como o burro atrás da cenoura...isso já me parece pouco sério e uma tentativa soez de envenenar a opinião pública.
Tudo isto me faz lembrar o mais famoso devoto da Sra do Caravaggio, E o burro sou eu ??
«Na...os árbitros já não ligam a isso. Estar sempre a falar de árbitros, além de ridículo é estúpido. Portanto, como há muito estúpido vai-se continuar a falar» Pinto Costa 14.12.2012
http://www.frequency.com/video/so-os-burros-falam-de-arbitragem-vieira/91235842/-/5-915632
Um ano é muito tempo...mas a verdade é que à declaração de 14 de Dezembro bastou um mês (13.01.13) para que as palavras "calassem fundo" e ouvissemos o seu autor (e o seu então treinador) palrarem nos corredores da Luz após um empate (2-2) frente ao Benfica. Nesse dia, e como o empate foi muito melhor do que se estava à espera (o Benfica vinha esmagando todos os adversários e exibindo excelente nota artística ; ao passo que o Porto vivia um período depressivo de fraco futebol apresentado) os artistas-do-vaticano-azul-escuro "desfilaram" na Luz procurando os holofotes, atraídos subitamente por todas as câmaras e microfones. Nada como desfilar as vestes e exibir a (pouca) massa encefálica depois de escapar vivo do terreno do maior adversário.
Entusiasmados com a não-derrota, as mentes captas viveram os seus 15 minutos de fama vociferando tudo o que lhes deu na gana, ou melhor, repetindo a Cartilha-da-Corrupção que durante décadas foi provocando sorrisos nos idiotas úteis e náuseas em quem quer o desporto limpo e justo.
Um ano depois, e vergados à derrota (2-0) e a uma superior exibição dos encarnados...pufff, temeram os holofotes e fugiram o mais depressa possível de todo e qualquer microfone. As conferências de imprensa do Porto, em dias de derrota, são cópias perfeitas umas das outras: por norma são conferências-relâmpago, duram escassos minutos, têm pouquíssimas perguntas e respostas quase mono-silábicas. Nessas alturas de derrotas claras não vemos o sr. Costa pavonear-se para as câmaras (nem abre o bico...), tivessem eles ganho e até na sala de imprensa da Luz o Papa se teria apresentado (e nem seria inédito, relembremos o 0-1 do golo de Petit anulado por Benquerença e o bate-boca pindérico com Nuno Gomes).
Desta feita fugiram com o rabinho entre as pernas poupando-nos às bacoradas do costume. Ou pelo menos assim pensámos nós, face à unanimidade da justeza do desfecho final. 4 (!!!!) dias depois (esperou pelo desfecho do jogo da TL frente ao Penafiel, não fosse a coisa correr mal ??) , o ex-corrupto (risos) abriu o manual-da-corrupção na pág.23 e disse a mesma trampa de sempre, sendo que desta feita já poucos o levaram o sério (até nas suas hostes foi lamentada a esterilidade do "documento" - e sim, aquela cartilha já é uma história antiga...).
Mas ainda há quem queira ser mais papista que o papa (como se isso fosse possível!), por exemplo um avençado do Jornal Oficial Grémio Olival rabiscou o seguinte:
Não seria difícil a este último agarrar-se à infelicidade de um lance ou outro, ou até à contabilidade da arbitragem, para sugerir que a derrota foi acidental, mas as várias derrotas acidentais que o FC Porto teve esta época foram diferentes desta. Na Liga dos Campeões, Fonseca conseguiu, apesar de tudo, extrair da equipa um espírito e uma continuidade de jogo que não se viram na Luz nem, há duas semanas, em Alvalade.
Retenho a infelicidade de "um lance ou outro", na verdade o Porto teve UMA chance de golo, aos 45', infelizmente foi em offside (não assinalado). E depois, a medo, no meio da "prosa", uma referência à "contabilidade da arbitragem", dando a entender que o saldo seria negativo às suas cores. Nada de enumerar essa "contabilidade", porque o desempenho já havia sido embaraçoso o suficiente para se meter em guerras que nem o próprio líder azul e branco havia arriscado (escreveu antes da "entrevista" pacificadora), e as contas podiam-lhe sair furadas...
Dias depois, volta à carga, já "confiante" pelo ok norte-coreano:
Emendou ainda os pruridos de Fonseca na Luz a respeito da arbitragem e o hábito recente do FC Porto de pôr a autocrítica à frente da oportunidade de pontuar no nosso popular campeonato das culpas da arbitragem.
Portanto, agora já eram "pruridos de Fonseca", quando toda a gente calou o bico perante a superioridade do Benfica (incluindo ele) no Clássico. E achei piada à referência à autocrítica...
A entrevista de Pinto da Costa não podia ser mais cristalina quando afirmou que se o Porto ficar em terceiro, Paulo Fonseca renovará contrato, mas disso ninguém parece ter dado conta. Disso e da lata em falar do jogo com o Estoril, onde viu Otamendi ser perdoado a uma expulsão clara que deixaria os portistas 60 minutos com menos um jogador... Que o clube condenado por corrupção desportiva e seus dirigentes sejam cegos, parciais e mentirosos tudo bem, mas que a suposta Comunicação Social portuguesa se comporte como o burro atrás da cenoura...isso já me parece pouco sério e uma tentativa soez de envenenar a opinião pública.
Tudo isto me faz lembrar o mais famoso devoto da Sra do Caravaggio, E o burro sou eu ??
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