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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Maximiliano ou Maximilionário ?

Depois de tudo o que veio a público nos últimos dias, a minha opinião acerca do "caso-Maxi" é esta:

o Benfica propôs a renovação ao Maxi (não sei se por medo de o perder para um rival) e presumo que essa proposta tenha sio recente. Pelos valores prometidos ao jogador e porque teve 1001 chances de propor essa mesma renovação antes.

Em Janeiro deste ano, com interesses de clubes como Roma, Besiktas, Galatasaray, Liverpool e outros, o Benfica recusou vender (podendo encaixar algum - pouco - dinheiro) e o jogador não se comprometeu com ninguém, afirmando mesmo que "devia muito ao Benfica". Isto em Janeiro.

Ora sabendo nós do poder económico desses clubes, causa-me alguma estranheza que neste momento não se noticiem propostas desses clubes pelo uruguaio (a custo zero!).

Aquilo que se vai escrevendo e que parece consensual é que Maxi tem duas propostas em carteira:

1,5M/época líquidos durante 3 épocas (Benfica)

2M/época líquidos durante 4 épocas (Porto)


Eu, benfiquista que sou, nunca hesitaria um segundo que fosse. Maxi parece ter hesitado...

Na verdade, a proposta salarial do adversário não me parece de tal forma maior que levasse Maxi Pereira a tremer. Aiás, com uma proposta do Benfica daquele calibre (em valores e no número de épocas) Maxi deveria ter assinado na hora.

Mais, um guerreiro como Maxi, que sempre defendeu o Benfica intransigentemente, como se sentiria a jogar pelos corruptos contra nós ? Como se sentiria a receber elogios daqueles adeptos e sem o carinho dos nossos milhões ??

Parece-me inconcebível que Maxi pondere sequer jogar ali. Não faz sentido.

E é aqui que entra em acção Paco Casal, o empresário do internacional uruguaio, que além de milionário parece ser um facínora de primeira. Levando o jogador para o Porto (como já fez com Cebola Rodriguez) terá ele também direito a um prémio de assinatura chorudo, coisa que não sucederá numa renovação connosco. Só a acção de Casal poderá ter provocado este imbróglio - na minha opinião - e que terá conseguido, para já, 2 propostas milionárias.

O próprio Benfica queria uma renovação baixando os valores do ordenado de Maxi, numa perspectiva de diminuição da folha salarial. Até nisso o Benfica deu um passo em frente e valorizou Maxi dentro do plantel, isto num jogador de 31 anos...não é comum.

Maxi pode perfeitamente sair do Benfica (onde andam agora os variadíssimos interessados de Janeiro ?) e pode seguramente ir ganhar muito dinheiro noutro lado. Mas se sair para o principal rival (e são inúmeros os confrontos e as guerras de Maxi nesses jogos, do lado bom da barricada), Maxi Pereira não só sai pela porta pequena como mancha para sempre uma grande ligação de 8 anos. E fá-lo de maneira bem mais grave que Jesus.

No caso do treinador, parece-me unânime que o Benfica queria mudar de ciclo e escolher outro treinador. Esticou-se quando além disso também quis decidir o futuro clube do agora ex.treinador... Maxi tem uma proposta clara e objectiva do Benfica, a proposta do rival nem sequer é incrivelmente superior, mas mesmo que fosse 5M limpos, se Maxi traísse o Benfica por dinheiro nunca mais teria o apoio da nação benfiquista.

Os grandes jogadores da nossa Liga saem daqui para outros clubes porque estes lhes pagam valores incomportáveis para nós. E neste momento, se Maxi quer ganhar aquilo que o Benfica não pode pagar, não se encontram propostas para ele que não a do Porto ?!??

Maxi, podes ir para onde quiseres mas nunca para outro clube em Portugal. De Rei passarias a traidor.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Y vos quien sos ??

Foi assim que Mascherano se dirigiu a Maxi Pereira no último Argentina - Uruguai. Os argentinos repetiram à exaustão a arrogância (confundida por coragem) dessa frase elevando o jefecito a herói do momento no país das Pampas.

Quem é Maxi Pereira ? Qualquer benfiquista enumeraria um sem fim de virtudes e qualidades do raçudo uruguaio. Para mim Maxi é Benfica e Benfica é Maxi. É o jogador com mais alma do Clube e aquele que melhor encarna o espírito E PLURIBUS UNUM.



Portanto, para nós benfiquistas, Maxi não é um qualquer, Maxi é um dos nossos. E toda a novela da sua continuidade no Benfica assume contornos estranhos, similares até com o que aconteceu com Jesus. Vejamos: ambos terminam contrato este mês e ambos foram noticiados para outros clubes, rivais incluídos.

O Benfica, querendo renovar com ambos (ou tendo essa certeza) não deixaria essa questão para o último mês de vínculo contratual (nem sequer último ANO). A juntar a essa dúvida sempre surgiram nomes de possíveis reforços para a lateral direita (Wallace, Mayke, etc), ora sendo Maxi dono e senhor do lugar e tendo Nélson Semedo (lateral direito da equipa B) garantido no plantel principal...não percebo o interesse em termos 3 defesas direitos..

Claro que tudo pode ser especulação da comunicação social, mas o facto é que o Benfica não renovou - a tempo e horas - com Maxi (nem com Jesus) porque não o(s) achou imprescindível(eis). Essa é a minha opinião.

Ninguém permite que se entre no último ano de contrato, sem se renovar, se houver interesse em continuar essa ligação. E depois parece que só a associação aos "papões" Porto e/ou Sporting faz soar o alarme na Luz.

Sejam homens, se não querem continuar a contar com as pessoas assumam-no em vez de lhes procurarem escolher o destino. Se acho que erraram com Jesus (e o futuro pode na mesma continuar a ser risonho) parece-me muito pior que se repita o erro com Maxi, que em 8 anos se tornou num dos imprescindíveis e uma autêntica bandeira do Clube.


Reza a "lenda" que Maxi terá respondido a Mascherano: sou o uruguayo que ganhou a Copa América em tua casa. Mascherano terá feito a pergunta sentindo que vestia a camisola culé (detentor do triplete em Espanha) e não a albiceleste, porque o Uruguai não é província argentina nem tem menos Mundiais... É aliás o detentor da Copa América'11 disputada na...Argentina, onde eliminou os anfitriões.

Mas Maxi, mesmo que ele estivesse de camisola azul-grená, recorda-lhe que houve um dia em que 11 rapazes vestidos com um Manto Sagrado, igual ao que envergas na Luz, se cruzaram com os super favoritos blaugrana e quem trouxe a "Copa" fomos nós, os benfiquistas.

Há que respeitar sempre os adversários, mas antes disso temos que tratar bem dos nossos...

domingo, 26 de abril de 2015

Ficou 2-0 (segundo Flopetegui)

Na semana de todas as hipocrisias do futebol nacional chegámos ao clássico em vantagem. Depois de "apoios encomendados", da mudança habitual de táctica do Benfica frente ao Porto ou até da utilização excessiva de OMO num jogo do F6P em Munique, o que vimos hoje na Luz foi um Benfica com o seu 11 habitual e o Porto a mudar drasticamente a matriz.

Mas para dizer a verdade, hoje não gostei Jesus. A equipa procurou pouco a felicidade e a maior virtude da nossa equipa foi mesmo o suor e a entreajuda. É verdade que faltou o nosso jogador mais vertical (Salvio) mas fomos demasiado "tácticos" (se é que isso é negativo...) para aquilo que eu esperava.

Dir-me-ão que se jogavam demasiadas coisas para o Benfica ser lírico e romântico numa abordagem ofensiva do jogo, mas acho que houve demasiado nervosismo da nossa equipa que teve imensas dificuldades em jogar junto á relva, com critério e tranquilidade. Na verdade foi à Trapattoni, «se não podes ganhar, não percas».

Um Benfica um pouquinho mais ambicioso poderia e deveria ter vencido este jogo, respeitou-se demasiado o Porto (e acho que Jesus exibe demasiadas vezes uma reverência para com o rival que me desagrada), não sendo temor, faltou temperança e classe para ultrapassar o adversário.

Gostei muito do Maxi, é daqueles que adora estes jogos, estes ambientes e que quase sempre se supera nestes clássicos. A raça uruguaia dele é imagem de marca de como sempre foi e sempre será o Benfica. Oxalá mais companheiros seguissem o seu exemplo extraordinário.

O Jardel - em jogo de grau elevado de dificuldade - parou Jackson (o melhor PL a jogar em Portugal e um dos 20 melhores do Mundo) e mostrou credenciais de central top. É já alguém que interpreta bem o espírito benfiquista (dentro e fora do campo).

Por outro lado, o Pizzi pareceu-me muito longe do seu melhor e até num bom lance acabou por fazer um remate "chocho", sem força. Talisca, apesar de esforçado e de alguns toques de qualidade, não pode jogar numa lateral, aí será sempre mediano (mas depois das exibições de Ola John sem raça ou querer...Talisca não foi pior).

Finalmente, descobri hoje porque é que o Porto contratou Lopetegui: após o final do jogo exibiu as suas credencias de super dragão e do baixo nível inerente àquela casa. Insultou, provocou e procurou o conflito físico com Jesus, comportando-se como um selvagem mau perdedor. Jesus aproximou-se dele para o cumprimentar (Lopetegui que já vinha lançando um "tu puta madre") com um sorriso e com aquela atitude apaziguadora normal em momentos pós-stress (como era o caso deste jogo). O espanhol, agarra-o com força e fala de forma ameaçadora, Jesus parece tentar levar aquilo calmamente até que percebe que as palavras do espanhol são tudo menos amigáveis. É aí que entra em Jesus aquele ar dos bairros de Lisboa ("ouve lá ó meu cabrão") e solta a fera. Já se sabe que JJ raramente se contém (e muito terá ouvido ele antes de explodir..), mas ver o espanhol no túnel à espera de Jesus ("qué? qué?") a dizer-lhe para vir, como se aquilo fosse um ringue de boxe deixou bem exposta a postura e o carácter do artista. Jesus, um tipo dos bairros pobres da periferia da capital, conseguiu sair como senhor face a esta atitude troglodita do treinador do Porto.

Foi um show off de Lopetegui, que assim terá garantido mais um aninho ao comando de um clube à deriva (será que vão ter malta a aplaudir um empate hoje ? Se já aplaudem derrotas de 6....).

Mas desenganem-se os que pensam que já somos campeões, muito longe disso!! E eles, os corruptos, já o disseram ("vamos ver quem festeja no fim") porque sabem que têm cartas na manga. O Benfica tem 2 saídas (até pode perder um se, como se espera, vencer os dois em casa), a primeira em Barcelos (com um presidente sócio do Porto) com um Gil Vicente que ressuscitou e tem a permanência como uma possibilidade real. Se o Benfica perde esse jogo o Campeonto complica-se e muito.

Temos que vencer uma das duas saídas que nos faltam (Gil Vicente e depois Guimarães), a primeira é crucial pelo que já disse e difícil porque o Gil luta arduamente pela permanência (e recordemos a péssima exibição na vitória por 1-0 que tivemos contra eles na Luz). Em Guimarães é sempre difícil, e eles estão a lutar por um lugar europeu...portanto será tudo menos tranquilo.

Posto isto e sabendo nós como aqueles artistas "trabalham"....muita cautela com as arbitragens que se seguem (já só por aí nos conseguirão parar).

Notas Finais: o Porto era quem precisava ganhar e não só demonstrou receio ao mudar o 11 e a táctica como nunca teve uma abordagem verdadeiramente atacante. Se depois disto conseguem vir dizer - sem se rirem - que só eles quiseram ganhar...é como aquela dos 7-4, portanto hoje ficou 2-0.

P.S. - o plantel do Benfica este ano, goste-se ou não, é muito limitado, sobretudo ofensivamente. No início da época disse que se tivessemos o tridente Enzo-Gaitán-Salvio ainda éramos os mais fortes, e acredito piamente que com esses 3 jogadores já teríamos o Campeonato no bolso. Hoje, sem 2 desses 3 notou-se uma incapacidade ofensiva gritante. Não temos no plantel ninguém cujo nível se aproxime de Salvio (ou Gaitán) na hora de os substituir. Quando faltam nota-se. E muito. Sendo campeões com todas estas vicissitudes e frente ao melhor plantel do Porto que há memória...é um feito extraordinário do Benfica. E sobretudo de Jorge Jesus.

P.P.S. - pela primeira vez na era-Jesus, o Benfica não fez golos na Luz para o Campeonato (depois do título de terem sido os únicos a marcar no Allianz Arena - que lata do F6P - hoje conseguiram a "dobradinha" ao interromperem os cerca de 90 jogos consecutivos a marcar em casa, por parte do Benfica) e isso chateia porque não estou nadinha habituado a isso. Mas quando vejo os nossos adversários a agarrarem-se a coisas destas (e ao 7-4....) penso que a sportinguização do Porto está em curso.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

LIMA, a lança de JORGE que matou o Dragão

César Brito. Nuno Gomes. Lima.

Vi 3 vitórias, para o Campeonato, no Estádio do Porto, em todas o nosso avançado bisou. César Brito saltou do banco, mas Nuno Gomes e Lima fizeram os 2 golos como titulares e tiveram festejos idênticos: Nuno apontou para as quinas de campeão, que na altura estavam no braço da nossa camisola e Lima relembrou a todos quem era o Campeão. Coincidências.



Mas recordemos o que foi ESTE pré-clássico. Desta vez não houve bolas de golfe, não houve "padradas" nem uma intimidação mesquinha e bacoca tão frequente naquele Estádio específico. Mas também não houve uma real e honesta abordagem por parte da Comunicação Social a este desafio. Durante anos o Benfica visitava o Porto atrás na classificação e existia uma pressão enorme sobre nós, «não podem sequer empatar» dizia-se, porque se não vencesse o Benfica estava afastado do título. Desta vez não li nem ouvi ninguém dizer que a pressão estava toda no Porto e que este não podia sequer empatar. O que eu li - até na jornada anterior - é que o Porto preparava o assalto à liderança...

Não li ninguém ponderar sequer a possibilidade de o Benfica fazer check-mate na casa do principal rival. Mas percebe-se. Se desde Agosto ouvimos falar de um Super-Porto, do melhor plantel dos últimos largos anos e do passeio que seria este Campeonato para eles face a um Benfica (detentor de TODAS as provas nacionais) morto e enterrado.

Deve haver hoje melões estratosféricos, destaco as palavras do director do jornal oficioso do Futebol Clube do Porto, antes do jogo:

«Os clássicos costumavam ser jogos tão importantes que os treinadores preferiam não os jogar. Eram armistícios de hora e meia. Nem os adeptos levavam a mal aquelas estratégias paranóicas, desconfiadas, de risco mínimo, com frequência acabadas em nulos. Jorge Jesus é desse tempo e chegou a jogar um Benfica-Porto assim, contra Jesualdo Ferreira. Em 2009, o Benfica dele, de olho na equipa tetracampeã de Jesualdo, era como este Porto de Lopetegui, e aquela vitória, mesmo assustadiça, significou o render de guarda. É indiscutível que, hoje, uma derrota castigará mais o espanhol, mas o Benfica também vai a exame. Tem muito mais rodagem (da melhor que há, porque treinador e equipa fizeram-na juntos) e vários jogadores estão no auge das carreiras. Se, nestas condições, não conseguirem vergar um concorrente que está só no começo haverá ilações a tirar. Talvez as mesmas de 2009.»

Como em tão poucas linhas se pode errar tanto. Os dedos de Jesus devem estar bem marcados na tromba deste avençado ainda a esta hora. Este pequeno "texto" em conjunto com o jogo de ontem atinge dimensão épica. Comecemos pelo final, o artista tenta pressionar o Benfica (que até parece que tem a mesma equipa há 6 anos...) a vencer (2 vitórias em mais de 20 anos...) porque caso contrário será o fim de ciclo benfiquista. Haja decoro.

Depois consegui comparar o Benfica versão rolo-compressor de 09/10 com este Porto de Flopetegui. O quê ?!?? Sim, ele escreveu-o. E disse até que aquela vitória (1-0, golo de Saviola) foi assustadiça, quando, nesse jogo, o Porto entrou em campo com "três tristes trincos" (como Rui Moreira lhes chamou). Uma vitória que pecou por escassa e em que o Porto consegui ZERO oportunidades de golo. Mas que grande lata ò Ribeiro.

O tipo consegue dissertar que o Benfica é muito mais experiente, que deve ganhar por isso, mas, caso não consiga é o fim de ciclo encarnado. Que coerência. Mas o coitado conseguiu acertar numa coisa, os "adeptos não levavam a mal aquelas estratégias". Verdade. Os Super Dragões nem se importaram em comparecer ao jogo, o resto do Estádio recebeu os votos de Natal e nem lenços brancos foram visíveis. Portanto tudo está bem quando acaba bem e Lopetegui é um afortunado.

Por falar em Chulen (sic) Lopetegui (o tipo da transmissão apelidou-o assim), tem sido cada tiro cada melro num rol de declarações brilhantes, quiçá proféticas, a saber:

«O bonito da Taça de Portugal é ser um jogo único» - lá está, mais bonito foi ELE ter feito um único jogo.

«Olhar para a tabela classificativa é anedótico» - na altura estava a 2 pontos do Maior, hoje, a 6/7, a tabela parece-me hilariante Julen. E cheira-me que quando quiseres olhar para a tabela vais chorar por não nos veres.

O basco Lopetegui, que perdeu 2 clássicos em casa, disse, no final de ambos, que a sua equipa foi superior (no caso do Benfica, muy superior). Não digam a ninguém, mas na tabela da Liga Da Superioridade, o Porto de Lopetegui lidera isolado.

Outra coisa que tenho reparado em Flopetegui é a azia nas flash interviews e Conferências de Imprensa sempre que não obtém um bom resultado. As flash são a despachar e as CI são diminutas (mas isso já é política-Porto, quando perdem não querem ser questionados e pisgam-se depois de 3 ou 4 perguntas), mas nesta última começou por exibir - com pouca desfaçatez - o dedo do meio após a pergunta "o Porto tem mais dificuldade em lutar pelo título ?". Continua assim Julen, estás cada vez mais a Ser Porto.




Quem ganhou este clássico foi JORGE JESUS. De Cátedra.

O Benfica inicia o jogo muito subido não dando tempo e espaço para o Porto conseguir jogar. Nos primeiros 15 minutos o Porto até conseguiu rasgar essa postura defensiva do Benfica com 2/3 lançamentos em profundidade. Nunca mais, até ao intervalo, voltou a furar a linha defensiva encarnada. Ainda assim tem 2 flagrantes oportunidades, Herrera ao lado e Jackson  para grande defesa de Júlio César.

Mas com excepção destes dois lances, o Benfica manietou completamente o adversário. Reduziu fortemente o campo (os metros onde as duas equipas se encontravam eram diminutos) subindo a defesa mais que o habitual e o Porto não conseguia sair a jogar.

Começaram a destacar-se os nossos homens de características defensivas: André Almeida , amarelado no primeiro minuto pelo veloz Tello, fez um jogo soberbo (mais um) "limpando" toda a gente que lhe apareceu ali (Tello, Brahimi, Quaresma). Eliseu vai ter que pedalar muito para recuperar o lugar porque hoje por hoje não deve haver muitos (se é que há algum) laterais portugueses mais competentes que ele. André Almeida é hoje - e muito justamente - um dos grandes símbolos do Benfica (ele que muita vez é injustiçado até por alguns benfiquistas de vistas curtas).

Se André Almeida, para mim, não foi surpresa nenhuma (já disse que o melhor jogo que vi dele - até esta época - havia sido a 2ª mão frente ao Fenerbahçe, onde foi defesa esquerdo), a portentosa exibição de Maxi Pereira superou as minhas expectativas. Não me recordo de uma exibição defensiva do uruguaio como esta. Intratável, meteu Brahimi no bolso e fez com que o argelino fosse assobiado pelos próprios adeptos.

De Enzo espero sempre o melhor, portanto o meu destaque para o esforço de Samaris e Talisca. O grego começa a soltar-se e o menino brasileiro, ontem arregaçou as mangas e foi mais um a ajudar a equipa. Outra grande surpresa para mim o espírito de sacrifício demonstrado por Talisca.

Gaitán é hoje o melhor jogador em Portugal (ultrapassou Enzo Pérez), só o toque de bola do homem vale o bilhete. Não tendo sido decisivo, foi genial sempre que tocou no esférico e via-se como o adversário tremia quando Nico dominava e encarava os defesas.

Salvio terá ficado inferiorizado no braço muito cedo e foi talvez o único que se exibiu abaixo das expectativas. Isto até ter entrado Ola John. Numa noite normal poderia ter ajudado a avolumar o resultado.. Entrou lento, sem velocidade de explosão e com tomadas de decisão horríveis. Com um Ola John destemido teríamos goleado ontem.

Ainda falta referir que o Porto enviou 2 bolas à trave na parte final, ambas após a saída por lesão do capitão Luisão. Coincidência talvez, porque tanto Jardel como César - que o substituiu num momento difícil - estiveram bem. E Júlio César a mostrar outra vez que é um GR de top mundial (Oblak who ?).

Nas tvs o prémio de aziado-mor vai para Manuel Queiroz (o tipo que depois de ver o murro de James Rodriguez disse que não era vermelho mas sim amarelo) que entre muitas, inúmeras, tiradas cheias de fel conseguiu comparar o apagar das luzes ao arremesso de bolas de golfe e que o Benfica teve sorte porque marcou um golo com a anca "acontece uma vez". Vá lá que o golo com a anca não foi um chouriço aos 92' ou em fora de jogo.

Já António Oliveira, o ex-selecionador, voltou a colocar os pontos nos is arrasando Flopetegui e dizendo aquilo que TODOS vimos: «Este discurso parece mais radiofónico. Ele por acaso sabe que o jogo foi transmitido? Parece um jogo relatado de hóquei em patins, em que a gente acreditava no que ouvia. Eu não queria duvidar do que o senhor está a dizer, mas nós vimos o jogo. E o FC Porto, em casa, tem a obrigação de ganhar. Alguém vai acreditar nisto? Ele está a fazer de todos nós parvos, ou não viu o jogo... Ele cria a expetativa na equipa de que tudo está bem. Este discurso não tem lógica nenhuma». Aplausos para o Oliveirinha que desde que se formou em direito parece ter-se apaixonado pela justiça e tem dito verdades como punhos, umas atrás de outras.

O melhor que aconteceu ao Benfica nos últimos largos anos chama-se Jorge Jesus, já ganhou todas as competições no Benfica, acumula recordes atrás de recordes e é ele o rosto da real mudança de ciclo no futebol português. Que continue muitos anos do nosso lado, porque com ele no Benfica..