César Brito. Nuno Gomes. Lima.
Vi 3 vitórias, para o Campeonato, no Estádio do Porto, em todas o nosso avançado bisou. César Brito saltou do banco, mas Nuno Gomes e Lima fizeram os 2 golos como titulares e tiveram festejos idênticos: Nuno apontou para as quinas de campeão, que na altura estavam no braço da nossa camisola e Lima relembrou a todos quem era o Campeão. Coincidências.
Mas recordemos o que foi ESTE pré-clássico. Desta vez não houve bolas de golfe, não houve "padradas" nem uma intimidação mesquinha e bacoca tão frequente naquele Estádio específico. Mas também não houve uma real e honesta abordagem por parte da Comunicação Social a este desafio. Durante anos o Benfica visitava o Porto atrás na classificação e existia uma pressão enorme sobre nós, «não podem sequer empatar» dizia-se, porque se não vencesse o Benfica estava afastado do título. Desta vez não li nem ouvi ninguém dizer que a pressão estava toda no Porto e que este não podia sequer empatar. O que eu li - até na jornada anterior - é que o Porto preparava o assalto à liderança...
Não li ninguém ponderar sequer a possibilidade de o Benfica fazer check-mate na casa do principal rival. Mas percebe-se. Se desde Agosto ouvimos falar de um Super-Porto, do melhor plantel dos últimos largos anos e do passeio que seria este Campeonato para eles face a um Benfica (detentor de TODAS as provas nacionais) morto e enterrado.
Deve haver hoje melões estratosféricos, destaco as palavras do director do jornal oficioso do Futebol Clube do Porto, antes do jogo:
«Os clássicos costumavam ser jogos tão importantes que os treinadores preferiam não os jogar. Eram armistícios de hora e meia. Nem os adeptos levavam a mal aquelas estratégias paranóicas, desconfiadas, de risco mínimo, com frequência acabadas em nulos. Jorge Jesus é desse tempo e chegou a jogar um Benfica-Porto assim, contra Jesualdo Ferreira. Em 2009, o Benfica dele, de olho na equipa tetracampeã de Jesualdo, era como este Porto de Lopetegui, e aquela vitória, mesmo assustadiça, significou o render de guarda. É indiscutível que, hoje, uma derrota castigará mais o espanhol, mas o Benfica também vai a exame. Tem muito mais rodagem (da melhor que há, porque treinador e equipa fizeram-na juntos) e vários jogadores estão no auge das carreiras. Se, nestas condições, não conseguirem vergar um concorrente que está só no começo haverá ilações a tirar. Talvez as mesmas de 2009.»
Como em tão poucas linhas se pode errar tanto. Os dedos de Jesus devem estar bem marcados na tromba deste avençado ainda a esta hora. Este pequeno "texto" em conjunto com o jogo de ontem atinge dimensão épica. Comecemos pelo final, o artista tenta pressionar o Benfica (que até parece que tem a mesma equipa há 6 anos...) a vencer (2 vitórias em mais de 20 anos...) porque caso contrário será o fim de ciclo benfiquista. Haja decoro.
Depois consegui comparar o Benfica versão rolo-compressor de 09/10 com este Porto de Flopetegui. O quê ?!?? Sim, ele escreveu-o. E disse até que aquela vitória (1-0, golo de Saviola) foi assustadiça, quando, nesse jogo, o Porto entrou em campo com "três tristes trincos" (como Rui Moreira lhes chamou). Uma vitória que pecou por escassa e em que o Porto consegui ZERO oportunidades de golo. Mas que grande lata ò Ribeiro.
O tipo consegue dissertar que o Benfica é muito mais experiente, que deve ganhar por isso, mas, caso não consiga é o fim de ciclo encarnado. Que coerência. Mas o coitado conseguiu acertar numa coisa, os "adeptos não levavam a mal aquelas estratégias". Verdade. Os Super Dragões nem se importaram em comparecer ao jogo, o resto do Estádio recebeu os votos de Natal e nem lenços brancos foram visíveis. Portanto tudo está bem quando acaba bem e Lopetegui é um afortunado.
Por falar em Chulen (sic) Lopetegui (o tipo da transmissão apelidou-o assim), tem sido cada tiro cada melro num rol de declarações brilhantes, quiçá proféticas, a saber:
«O bonito da Taça de Portugal é ser um jogo único» - lá está, mais bonito foi ELE ter feito um único jogo.
«Olhar para a tabela classificativa é anedótico» - na altura estava a 2 pontos do Maior, hoje, a 6/7, a tabela parece-me hilariante Julen. E cheira-me que quando quiseres olhar para a tabela vais chorar por não nos veres.
O basco Lopetegui, que perdeu 2 clássicos em casa, disse, no final de ambos, que a sua equipa foi superior (no caso do Benfica, muy superior). Não digam a ninguém, mas na tabela da Liga Da Superioridade, o Porto de Lopetegui lidera isolado.
Outra coisa que tenho reparado em Flopetegui é a azia nas flash interviews e Conferências de Imprensa sempre que não obtém um bom resultado. As flash são a despachar e as CI são diminutas (mas isso já é política-Porto, quando perdem não querem ser questionados e pisgam-se depois de 3 ou 4 perguntas), mas nesta última começou por exibir - com pouca desfaçatez - o dedo do meio após a pergunta "o Porto tem mais dificuldade em lutar pelo título ?". Continua assim Julen, estás cada vez mais a Ser Porto.
Quem ganhou este clássico foi JORGE JESUS. De Cátedra.
O Benfica inicia o jogo muito subido não dando tempo e espaço para o Porto conseguir jogar. Nos primeiros 15 minutos o Porto até conseguiu rasgar essa postura defensiva do Benfica com 2/3 lançamentos em profundidade. Nunca mais, até ao intervalo, voltou a furar a linha defensiva encarnada. Ainda assim tem 2 flagrantes oportunidades, Herrera ao lado e Jackson para grande defesa de Júlio César.
Mas com excepção destes dois lances, o Benfica manietou completamente o adversário. Reduziu fortemente o campo (os metros onde as duas equipas se encontravam eram diminutos) subindo a defesa mais que o habitual e o Porto não conseguia sair a jogar.
Começaram a destacar-se os nossos homens de características defensivas: André Almeida , amarelado no primeiro minuto pelo veloz Tello, fez um jogo soberbo (mais um) "limpando" toda a gente que lhe apareceu ali (Tello, Brahimi, Quaresma). Eliseu vai ter que pedalar muito para recuperar o lugar porque hoje por hoje não deve haver muitos (se é que há algum) laterais portugueses mais competentes que ele. André Almeida é hoje - e muito justamente - um dos grandes símbolos do Benfica (ele que muita vez é injustiçado até por alguns benfiquistas de vistas curtas).
Se André Almeida, para mim, não foi surpresa nenhuma (já disse que o melhor jogo que vi dele - até esta época - havia sido a 2ª mão frente ao Fenerbahçe, onde foi defesa esquerdo), a portentosa exibição de Maxi Pereira superou as minhas expectativas. Não me recordo de uma exibição defensiva do uruguaio como esta. Intratável, meteu Brahimi no bolso e fez com que o argelino fosse assobiado pelos próprios adeptos.
De Enzo espero sempre o melhor, portanto o meu destaque para o esforço de Samaris e Talisca. O grego começa a soltar-se e o menino brasileiro, ontem arregaçou as mangas e foi mais um a ajudar a equipa. Outra grande surpresa para mim o espírito de sacrifício demonstrado por Talisca.
Gaitán é hoje o melhor jogador em Portugal (ultrapassou Enzo Pérez), só o toque de bola do homem vale o bilhete. Não tendo sido decisivo, foi genial sempre que tocou no esférico e via-se como o adversário tremia quando Nico dominava e encarava os defesas.
Salvio terá ficado inferiorizado no braço muito cedo e foi talvez o único que se exibiu abaixo das expectativas. Isto até ter entrado Ola John. Numa noite normal poderia ter ajudado a avolumar o resultado.. Entrou lento, sem velocidade de explosão e com tomadas de decisão horríveis. Com um Ola John destemido teríamos goleado ontem.
Ainda falta referir que o Porto enviou 2 bolas à trave na parte final, ambas após a saída por lesão do capitão Luisão. Coincidência talvez, porque tanto Jardel como César - que o substituiu num momento difícil - estiveram bem. E Júlio César a mostrar outra vez que é um GR de top mundial (Oblak who ?).
Nas tvs o prémio de aziado-mor vai para Manuel Queiroz (o tipo que depois de ver o murro de James Rodriguez disse que não era vermelho mas sim amarelo) que entre muitas, inúmeras, tiradas cheias de fel conseguiu comparar o apagar das luzes ao arremesso de bolas de golfe e que o Benfica teve sorte porque marcou um golo com a anca "acontece uma vez". Vá lá que o golo com a anca não foi um chouriço aos 92' ou em fora de jogo.
Já António Oliveira, o ex-selecionador, voltou a colocar os pontos nos is arrasando Flopetegui e dizendo aquilo que TODOS vimos: «Este discurso parece mais radiofónico. Ele por acaso sabe que o jogo foi transmitido? Parece um jogo relatado de hóquei em patins, em que a gente acreditava no que ouvia. Eu não queria duvidar do que o senhor está a dizer, mas nós vimos o jogo. E o FC Porto, em casa, tem a obrigação de ganhar. Alguém vai acreditar nisto? Ele está a fazer de todos nós parvos, ou não viu o jogo... Ele cria a expetativa na equipa de que tudo está bem. Este discurso não tem lógica nenhuma». Aplausos para o Oliveirinha que desde que se formou em direito parece ter-se apaixonado pela justiça e tem dito verdades como punhos, umas atrás de outras.
O melhor que aconteceu ao Benfica nos últimos largos anos chama-se Jorge Jesus, já ganhou todas as competições no Benfica, acumula recordes atrás de recordes e é ele o rosto da real mudança de ciclo no futebol português. Que continue muitos anos do nosso lado, porque com ele no Benfica..
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
E depois do adeus...
...haverá Revolução no Benfica ?
O último jogo na fase de grupos da Champions desta época mostrou um Benfica de segundas linhas (só o Enorme André Almeida tinha sido titular no jogo anterior - 3-0 - frente ao Belenenses). Com 10 "suplentes" temeu-se o pior frente a um Leverkusen fortíssimo ofensivamente e que havia vulgarizado o Benfica na Alemanha (3-1).
Mas a "revolução" mostrou as reais capacidades dum plantel que tem sido constantemente alvo de críticas e considerado muito inferior face a outros candidatos neste cantinho à beira-mar plantado. Pois bem, uma equipa que nunca havia jogado junta, não só segurou o Bayer Leverkusen, como demonstrou excelente nível.
Vamos por partes. Artur mostrou-se seguríssimo e revelou tranquilidade sempre que interviu (e bem). Os centrais foram excelentes na entreajuda e, para surpresa minha, não demonstraram nervosismo. Destaco César porque acho que foi melhor, vi-o com uma excelente capacidade técnica, muito bom com a bola no pé e a sair a jogar. Arrisco dizer que é neste momento o 3º central da equipa, na frente de Lisandro. O argentino não complicou, mas foi menos exuberante que o seu companheiro de sector. Lisandro tem mais minutos e experiência que César neste Benfica e talvez isso tenha ajudado na performance tranquila. Pessoalmente fiquei muito melhor impressionado com César, parece-me mais rápido e mais contundente que Lisandro López, mas ambos tiveram bons desempenhos.
Nas laterais, havia algum "burburinho" com Benito que não tem demonstrado grandes capacidades para ser titular e que no último jogo havia feito um atraso inenarrável para Júlio César que só se vê nos distritais... O mesmo Benito que nos poucos minutos desse último jogo parecia ter tremido como varas verdes, apresentou-se motivado e cresceu muito durante o jogo. Foi acertando as decisões (sobretudo os passes e as movimentações ofensivas) e ganhou confiança num jogo com opositores tudo menos fáceis. Fisicamente é muito forte e talvez por isso tenha subido mais no terreno que André Almeida, mas fiquei agradado com o ritmo do suíço e com a desfaçatez com que se incorporou na manobra ofensiva.
De regresso à lateral direita (tem jogado como defesa esquerdo desde a lesão de Eliseu) esteve o senhor André Almeida. Há algum tempo que tenho pensado em escrever um post sobre André Almeida, que, nos dias de hoje, me parece um dos maiores representantes da Mística. E acredito que tem cada vez mais peso naquele balneário. Jogador de uma grande humildade, joga 5 ou 90 minutos sempre "a tope", apoia todos os companheiros dentro ou fora de campo e nunca demonstra um pingo de insatisfação ou tristeza. Muito pelo contrário, jogue em que posição jogar, Almeida é competente e um valor seguríssimo neste plantel. A mim não me surpreendeu a braçadeira no seu braço, foi um prémio justíssimo para um homem e um jogador enorme. Neste jogo voltámos a ter a fiabilidade defensiva do costume (esteve intratável perante Hulk em S.Petersburgo) e o carácter de sempre. André Almeida é - justamente - um dos nomes grandes deste Benfica contemporâneo.
Como pivot defensivo surgiu Cristante. O jovem italiano tem uma capacidade de passe, sobretudo longo, exímio, mas não é tão agressivo na reacção à perda como aquele lugar exige (recordemos Javi Garcia, Fejsa ou Matic nesse aspecto) e a velocidade não é um dos seus fortes. Se juntarmos a isso o facto de ter uma equipa adversária potente e rápida e não ter nenhum "titular" a ajudar o seu trabalho, a sua tarefa parecia muito complicada. Mas Cristante foi à luta, literalmente, e além da sua capacidade de passe e gerir ritmos, conseguiu destruir e recuperar muito jogo. Encheu o campo com pormenores deliciosos e provou que temos aqui um jogador com um potencial superior, assim ele continue a trabalhar e a crescer.
No centro do terreno, junto a Cristante apareceu...Pizzi. Pizzi "fez de Enzo" (médio de ligação, defender e atacar, box-to-box) e cotou-se só como o MVP. Um jogo brutal de Pizzi pela qualidade elevadíssima do seu desempenho. Não só fazia jogar toda a equipa como recuperava bolas com o físico, corria quilómetros e raramente falhou um passe, dono de uma capacidade técnica assinalável, Pizzi colocou a cabeça em água aos alemães. Pizzi é tão bom como Enzo ? É difícil responder, Enzo faz muitas coisas e todas bem, Enzo não sabe jogar mal, mas neste jogo Pizzi foi tão bom como Enzo Pérez, sobretudo na elevada rotação que imprimiu ao seu jogo. Mas Pizzi só fez um jogo "à Enzo", poderá ele ter o rendimento constante do argentino naquela posição ? Veremos, mas a exibição da última terça-feira roçou o óptimo.
Nas alas tivemos Ola John e Bébé (ou Tiago). Ola John voltou a mostrar que tem um nível muito alto, falta-lhe continuidade e capacidade para se auto-motivar. Tecnicamente o holandês é um privilegiado e se aliarmos essa capacidade técnica à potência física, ele tem tudo para ser um extremo de nível mundial. Mas mentalmente estará muito longe dos requisitos necessários para se atingir esse patamar de eleição, se conseguir alterar isso, Ola John será das armas ofensivas mais perigosas do Benfica.
Se à esquerda esteve Ola John, na direita jogou Tiago. O português esteve melor do que esperava mas demonstrou tudo o que eu acho dele, o bom e o mau, a saber: muito possante e rápido mas fraco e pouco inteligente na tomada de decisão. Um jogador com a capacidade física dele precisa ser mais maduro na hora de passar, rematar ou cruzar. Nesse aspecto, Tiago é um jogador muito infantil e precipitado, é preciso trabalhar a tomada de decisão, sobretudo num jogador com a sua potência física e que tem tanta facilidade para se "ir embora" do seu marcador directo.
Derley e Lima formaram a dupla de avançados. Lima voltou a esforçar-se mas falhou um golo cantado de forma incrível e pareceu não ter conseguido apagar esse momento da sua memória. Se noutros jogos esta época, mesmo não marcando, Lima exibiu-se a muito bom nível, frente ao Leverkusen esteve abaixo do seu real valor. Já Derley demonstra a cada dia que está a crescer, que é um excelente pivot ofensivo, na forma como segura a bola, como faz paredes com os colegas e na forma como luta por todas as bolas. Ou muito me engano ou Derley terá um papel importante nesta época.
Do banco vieram os outros dois destaques: João Teixeira e Nélson Oliveira. O "miúdo" João Teixeira estreou-se de forma oficial nos seniores e em pouco mais de 5 minutos conseguiu expulsar um adversário e mostrou ser um jogador bastante rotativo (apesar de algo ingénuo também), depois da fantástica pré-época, há que contar com ele.
Nélson Oliveira provou, em apenas 15 minutos, que merece mais tempo de jogo (nem pensem em empresta-lo em Janeiro) e que é um avançado de elite: fino, técnica apuradíssima e um brilhante jogador de equipa. Se Jesus quiser reactivar o sistema de 2 avançados que tão bom resultado deu na última época com Lima & Rodrigo, Nélson tem que jogar, e parece-me perfeito para fazer o papel do hispano-brasileiro. Oxalá Nélson se tenha motivado (ele que aparentou uma cara "triste" desde que entrou em campo) e saiba capitalizar estes escassos mas brilhantes 15 minutos. E oxalá Jesus perceba que Nélson Oliveira tem muito a acrescentar a este Benfica, nem Lima nem Derley têm a sua capacidade técnica e nem Jonas tem a potência e velocidade do jovem formado nas nossas escolas. 2015 pode ser o ano de Nélson Oliveira. Disse-se muitas vezes que só lhe faltava um clique para explodir definitivamente, eu acho que esse clique não passa pela obtenção de um golo mas sim por uma mudança de chip na forma como o próprio Nélson abordará a questão. É ele quem tem que primeiramente mudar a sua atitude para se tornar um titular absoluto. A amostra foi boa e JJ não a pode ter ignorado.
O que ficou provado é que este plantel não é, de todo, tão fraco como se apregoava e que Jorge Jesus tem trabalhado bem. Porque uma coisa é incluir 2, 3 ou 4 jogadores numa equipa com rotinas e dinâmicas, outra bem diferente é colocar uma equipa nova e que ela demonstre os princípios de jogo da titular, a isso chama-se qualidade de treino. E se esta exibição não trouxer uma revolução no 11 (porque é difícil que jogadores como Enzo, Salvio e Gaitán, ou até Luisão não sejam titulares), já trouxe certamente uma esperança num futuro risonho.
O último jogo na fase de grupos da Champions desta época mostrou um Benfica de segundas linhas (só o Enorme André Almeida tinha sido titular no jogo anterior - 3-0 - frente ao Belenenses). Com 10 "suplentes" temeu-se o pior frente a um Leverkusen fortíssimo ofensivamente e que havia vulgarizado o Benfica na Alemanha (3-1).
Mas a "revolução" mostrou as reais capacidades dum plantel que tem sido constantemente alvo de críticas e considerado muito inferior face a outros candidatos neste cantinho à beira-mar plantado. Pois bem, uma equipa que nunca havia jogado junta, não só segurou o Bayer Leverkusen, como demonstrou excelente nível.
Vamos por partes. Artur mostrou-se seguríssimo e revelou tranquilidade sempre que interviu (e bem). Os centrais foram excelentes na entreajuda e, para surpresa minha, não demonstraram nervosismo. Destaco César porque acho que foi melhor, vi-o com uma excelente capacidade técnica, muito bom com a bola no pé e a sair a jogar. Arrisco dizer que é neste momento o 3º central da equipa, na frente de Lisandro. O argentino não complicou, mas foi menos exuberante que o seu companheiro de sector. Lisandro tem mais minutos e experiência que César neste Benfica e talvez isso tenha ajudado na performance tranquila. Pessoalmente fiquei muito melhor impressionado com César, parece-me mais rápido e mais contundente que Lisandro López, mas ambos tiveram bons desempenhos.
Nas laterais, havia algum "burburinho" com Benito que não tem demonstrado grandes capacidades para ser titular e que no último jogo havia feito um atraso inenarrável para Júlio César que só se vê nos distritais... O mesmo Benito que nos poucos minutos desse último jogo parecia ter tremido como varas verdes, apresentou-se motivado e cresceu muito durante o jogo. Foi acertando as decisões (sobretudo os passes e as movimentações ofensivas) e ganhou confiança num jogo com opositores tudo menos fáceis. Fisicamente é muito forte e talvez por isso tenha subido mais no terreno que André Almeida, mas fiquei agradado com o ritmo do suíço e com a desfaçatez com que se incorporou na manobra ofensiva.
De regresso à lateral direita (tem jogado como defesa esquerdo desde a lesão de Eliseu) esteve o senhor André Almeida. Há algum tempo que tenho pensado em escrever um post sobre André Almeida, que, nos dias de hoje, me parece um dos maiores representantes da Mística. E acredito que tem cada vez mais peso naquele balneário. Jogador de uma grande humildade, joga 5 ou 90 minutos sempre "a tope", apoia todos os companheiros dentro ou fora de campo e nunca demonstra um pingo de insatisfação ou tristeza. Muito pelo contrário, jogue em que posição jogar, Almeida é competente e um valor seguríssimo neste plantel. A mim não me surpreendeu a braçadeira no seu braço, foi um prémio justíssimo para um homem e um jogador enorme. Neste jogo voltámos a ter a fiabilidade defensiva do costume (esteve intratável perante Hulk em S.Petersburgo) e o carácter de sempre. André Almeida é - justamente - um dos nomes grandes deste Benfica contemporâneo.
Como pivot defensivo surgiu Cristante. O jovem italiano tem uma capacidade de passe, sobretudo longo, exímio, mas não é tão agressivo na reacção à perda como aquele lugar exige (recordemos Javi Garcia, Fejsa ou Matic nesse aspecto) e a velocidade não é um dos seus fortes. Se juntarmos a isso o facto de ter uma equipa adversária potente e rápida e não ter nenhum "titular" a ajudar o seu trabalho, a sua tarefa parecia muito complicada. Mas Cristante foi à luta, literalmente, e além da sua capacidade de passe e gerir ritmos, conseguiu destruir e recuperar muito jogo. Encheu o campo com pormenores deliciosos e provou que temos aqui um jogador com um potencial superior, assim ele continue a trabalhar e a crescer.
No centro do terreno, junto a Cristante apareceu...Pizzi. Pizzi "fez de Enzo" (médio de ligação, defender e atacar, box-to-box) e cotou-se só como o MVP. Um jogo brutal de Pizzi pela qualidade elevadíssima do seu desempenho. Não só fazia jogar toda a equipa como recuperava bolas com o físico, corria quilómetros e raramente falhou um passe, dono de uma capacidade técnica assinalável, Pizzi colocou a cabeça em água aos alemães. Pizzi é tão bom como Enzo ? É difícil responder, Enzo faz muitas coisas e todas bem, Enzo não sabe jogar mal, mas neste jogo Pizzi foi tão bom como Enzo Pérez, sobretudo na elevada rotação que imprimiu ao seu jogo. Mas Pizzi só fez um jogo "à Enzo", poderá ele ter o rendimento constante do argentino naquela posição ? Veremos, mas a exibição da última terça-feira roçou o óptimo.
Nas alas tivemos Ola John e Bébé (ou Tiago). Ola John voltou a mostrar que tem um nível muito alto, falta-lhe continuidade e capacidade para se auto-motivar. Tecnicamente o holandês é um privilegiado e se aliarmos essa capacidade técnica à potência física, ele tem tudo para ser um extremo de nível mundial. Mas mentalmente estará muito longe dos requisitos necessários para se atingir esse patamar de eleição, se conseguir alterar isso, Ola John será das armas ofensivas mais perigosas do Benfica.
Se à esquerda esteve Ola John, na direita jogou Tiago. O português esteve melor do que esperava mas demonstrou tudo o que eu acho dele, o bom e o mau, a saber: muito possante e rápido mas fraco e pouco inteligente na tomada de decisão. Um jogador com a capacidade física dele precisa ser mais maduro na hora de passar, rematar ou cruzar. Nesse aspecto, Tiago é um jogador muito infantil e precipitado, é preciso trabalhar a tomada de decisão, sobretudo num jogador com a sua potência física e que tem tanta facilidade para se "ir embora" do seu marcador directo.
Derley e Lima formaram a dupla de avançados. Lima voltou a esforçar-se mas falhou um golo cantado de forma incrível e pareceu não ter conseguido apagar esse momento da sua memória. Se noutros jogos esta época, mesmo não marcando, Lima exibiu-se a muito bom nível, frente ao Leverkusen esteve abaixo do seu real valor. Já Derley demonstra a cada dia que está a crescer, que é um excelente pivot ofensivo, na forma como segura a bola, como faz paredes com os colegas e na forma como luta por todas as bolas. Ou muito me engano ou Derley terá um papel importante nesta época.
Do banco vieram os outros dois destaques: João Teixeira e Nélson Oliveira. O "miúdo" João Teixeira estreou-se de forma oficial nos seniores e em pouco mais de 5 minutos conseguiu expulsar um adversário e mostrou ser um jogador bastante rotativo (apesar de algo ingénuo também), depois da fantástica pré-época, há que contar com ele.
Nélson Oliveira provou, em apenas 15 minutos, que merece mais tempo de jogo (nem pensem em empresta-lo em Janeiro) e que é um avançado de elite: fino, técnica apuradíssima e um brilhante jogador de equipa. Se Jesus quiser reactivar o sistema de 2 avançados que tão bom resultado deu na última época com Lima & Rodrigo, Nélson tem que jogar, e parece-me perfeito para fazer o papel do hispano-brasileiro. Oxalá Nélson se tenha motivado (ele que aparentou uma cara "triste" desde que entrou em campo) e saiba capitalizar estes escassos mas brilhantes 15 minutos. E oxalá Jesus perceba que Nélson Oliveira tem muito a acrescentar a este Benfica, nem Lima nem Derley têm a sua capacidade técnica e nem Jonas tem a potência e velocidade do jovem formado nas nossas escolas. 2015 pode ser o ano de Nélson Oliveira. Disse-se muitas vezes que só lhe faltava um clique para explodir definitivamente, eu acho que esse clique não passa pela obtenção de um golo mas sim por uma mudança de chip na forma como o próprio Nélson abordará a questão. É ele quem tem que primeiramente mudar a sua atitude para se tornar um titular absoluto. A amostra foi boa e JJ não a pode ter ignorado.
O que ficou provado é que este plantel não é, de todo, tão fraco como se apregoava e que Jorge Jesus tem trabalhado bem. Porque uma coisa é incluir 2, 3 ou 4 jogadores numa equipa com rotinas e dinâmicas, outra bem diferente é colocar uma equipa nova e que ela demonstre os princípios de jogo da titular, a isso chama-se qualidade de treino. E se esta exibição não trouxer uma revolução no 11 (porque é difícil que jogadores como Enzo, Salvio e Gaitán, ou até Luisão não sejam titulares), já trouxe certamente uma esperança num futuro risonho.
domingo, 27 de abril de 2014
Para a próxima jogamos com 9...
...que isto de bater em mortos está a perder a piada.
Voltámos a defrontar o Porto, desta vez no Dragão, pouco tempo depois do baile da 2ª mão da Taça de Portugal, mas a consequência foi igual: Benfica na final. Entrámos muito bem no jogo, soltinhos, a jogar sem complexos perante um Porto menor e desconexo. Nós, com os suplentes dávamos cartas perante o melhor 11 adversário.
Depois de bons 15 minutos, onde podíamos e devíamos ter marcado (pequenos ressaltos e passes fracos impediram maior perigo), o Porto consegui chegar-se à frente e foi dominando o jogo até ao intervalo. E dominou muito mais depois da expulsão (exagerada ?) do central Steven Vitória (desastrado até ali).
Foi na primeira parte que o Porto teve as melhores chances de golo (uma incrível de Jackson sem ninguém na baliza), pois na segunda foram mais atabalhoados. Sobrevivemos na primeira parte, onde o Porto poderia estar em vantagem mas mostrámos união e sacrifício.
Na segunda parte, Jesus reuniu as tropas e a equipa (com 10) foi irrepreensível defensivamente. Não houve sufoco, não houve perigo de golo e mesmo fisicamente (nós jogámos a alta rotação na quinta-feira enquanto eles estavam...no sofá, a ver-nos jogar) não se notou grande superioridade.
O Benfica parecia um muro de 3 metros e eles uma criança a olhar, sem ideia nenhuma de como ultrapassar aquele obstáculo. Ainda conseguimos um contra-ataque perigosíssimo que Ivan Cavaleiro (exausto) desperdiçou.
Tenho que destacar 3 gigantes hoje (além dos benfiquistas no Estádio, que logo no primeiro minuto cantavam «Campeões, Campeões, nós somos Campeões»; ou ainda quando brindaram os rivais com «Olé's», mesmo jogando com 10, LINDO!):
OBLAK: terá feito o melhor jogo com a camisola do Benfica, simplesmente perfeito! A forma tranquila como ele dominou o espaço aéreo foi impressionante. E fá-lo sempre bem, com a maior tranquilidade do Mundo. Ainda teve tempo para parar um dos penaltys com uma grande defesa.
ANDRÉ ALMEIDA: correu quilómetros, lutou com uma raça à Benfica e ainda teve tempo para puxar pelos adeptos. Quaresma terá pesadelos com ele, chegou a mudar de flanco tal era a fibra intransponível do nosso André. Já no jogo com a Juventus, quando entrou, fartou-se de correr para ajudar a equipa. Com meninos com a raça, querer e ambição deste André...o futuro do Benfica está garantido.
JARDEL: já várias vezes mostrou ser um guerreiro, esta época inclusive jogou 80 minutos com a cabeça "rachada", mostrando bem o profissionalão que é. Hoje, chegou a braçadeira de capitão (depois da saída de Amorim) e foi um gesto merecidíssimo. O Jardel é uma pessoa humilde e muito trabalhadora, que "não faz ondas" e prefere aplicar-se ainda mais, é um dos grandes vencedores desta noite. Depois, como se tudo o que já havia feito fosse pouco, ainda se chegou à frente e bateu uma das penalidades de forma certeira. Se a exibição e a penalidade já eram de grande nível, Jardel ainda decidiu dar show na flash-interview (mais uma vez, a decisão de ser ele a falar, pareceu-me uma decisão acertada). Primeiro colocou o Porto na ordem dizendo que o adversário não devia, não podia (!!) estar triste porque os seus atletas e dirigentes sempre desvalorizaram a competição. E terminou com um gesto enorme, dedicando a vitória ao companheiro Steven Vitória, que havia tido uma tarde desastrada. GIGANTE Jardel!!
O Benfica pode terminar 13/14 como a melhor época da sua História, para mim. Eu sei que uma Champions é uma Champions, mas por exemplo, nunca vencemos 3 competições numa época, e que me desculpe o Rio Ave, mas a coisa não será nada fácil para que eles nos impeçam de o fazer. Se eventualmente juntarmos a LE, passam a ser 4 competições numa única época e isso, esperemos que não irrepetível, é algo mítico!
Se a tudo isso juntarmos o, provavelmente, fim da época mais difícil de sempre (em Maio último), as façanhas de 13/14 ganham estatuto Legendário. Oxalá estes heróis mantenham a mesma competência e atitude, o mesmo desejo e raça para escreverem o seu nome a letras de ouro num dos poucos emblemas míticos do Mundo do futebol.
P.S. - Manuel Queiroz. Adoro-te pá. Os risinhos nervosos sempre que havia um comentário ou decisão contrária ao Porto foram alimento para a minha Alma. Quando chegaste ao desplante de dizer que, para ti, cartão vermelho só se for mesmo grave (depois de duas lambadas do Danilo nas costas do Garay) fui ao êxtase da alegria. Tu, o gajo que ao ver James Rodriguez dar um murro num gajo do Feirense em Aveiro disseste que o cartão vermelho era exagerado. Épico. Como o jogo. E como épica foi a azia daquele gajo que apresenta o MaisFutebol, o Cláudia Lopes (olhava para ela e lia-se na sua cara o que estava a pensar: Terra, engole-me.).
P.P.S. - a palavra 'épico' não pode ser usada em vão por um benfiquista, porque para o nosso Benfica nunca há impossíveis, mas começo a precisar de um dicionário novo para conseguir adjectivar a época actual. Que o sonho continue, que o Karma não deixe o "trabalho" a meio.
Voltámos a defrontar o Porto, desta vez no Dragão, pouco tempo depois do baile da 2ª mão da Taça de Portugal, mas a consequência foi igual: Benfica na final. Entrámos muito bem no jogo, soltinhos, a jogar sem complexos perante um Porto menor e desconexo. Nós, com os suplentes dávamos cartas perante o melhor 11 adversário.
Depois de bons 15 minutos, onde podíamos e devíamos ter marcado (pequenos ressaltos e passes fracos impediram maior perigo), o Porto consegui chegar-se à frente e foi dominando o jogo até ao intervalo. E dominou muito mais depois da expulsão (exagerada ?) do central Steven Vitória (desastrado até ali).
Foi na primeira parte que o Porto teve as melhores chances de golo (uma incrível de Jackson sem ninguém na baliza), pois na segunda foram mais atabalhoados. Sobrevivemos na primeira parte, onde o Porto poderia estar em vantagem mas mostrámos união e sacrifício.
Na segunda parte, Jesus reuniu as tropas e a equipa (com 10) foi irrepreensível defensivamente. Não houve sufoco, não houve perigo de golo e mesmo fisicamente (nós jogámos a alta rotação na quinta-feira enquanto eles estavam...no sofá, a ver-nos jogar) não se notou grande superioridade.
O Benfica parecia um muro de 3 metros e eles uma criança a olhar, sem ideia nenhuma de como ultrapassar aquele obstáculo. Ainda conseguimos um contra-ataque perigosíssimo que Ivan Cavaleiro (exausto) desperdiçou.
Tenho que destacar 3 gigantes hoje (além dos benfiquistas no Estádio, que logo no primeiro minuto cantavam «Campeões, Campeões, nós somos Campeões»; ou ainda quando brindaram os rivais com «Olé's», mesmo jogando com 10, LINDO!):
OBLAK: terá feito o melhor jogo com a camisola do Benfica, simplesmente perfeito! A forma tranquila como ele dominou o espaço aéreo foi impressionante. E fá-lo sempre bem, com a maior tranquilidade do Mundo. Ainda teve tempo para parar um dos penaltys com uma grande defesa.
ANDRÉ ALMEIDA: correu quilómetros, lutou com uma raça à Benfica e ainda teve tempo para puxar pelos adeptos. Quaresma terá pesadelos com ele, chegou a mudar de flanco tal era a fibra intransponível do nosso André. Já no jogo com a Juventus, quando entrou, fartou-se de correr para ajudar a equipa. Com meninos com a raça, querer e ambição deste André...o futuro do Benfica está garantido.
JARDEL: já várias vezes mostrou ser um guerreiro, esta época inclusive jogou 80 minutos com a cabeça "rachada", mostrando bem o profissionalão que é. Hoje, chegou a braçadeira de capitão (depois da saída de Amorim) e foi um gesto merecidíssimo. O Jardel é uma pessoa humilde e muito trabalhadora, que "não faz ondas" e prefere aplicar-se ainda mais, é um dos grandes vencedores desta noite. Depois, como se tudo o que já havia feito fosse pouco, ainda se chegou à frente e bateu uma das penalidades de forma certeira. Se a exibição e a penalidade já eram de grande nível, Jardel ainda decidiu dar show na flash-interview (mais uma vez, a decisão de ser ele a falar, pareceu-me uma decisão acertada). Primeiro colocou o Porto na ordem dizendo que o adversário não devia, não podia (!!) estar triste porque os seus atletas e dirigentes sempre desvalorizaram a competição. E terminou com um gesto enorme, dedicando a vitória ao companheiro Steven Vitória, que havia tido uma tarde desastrada. GIGANTE Jardel!!
O Benfica pode terminar 13/14 como a melhor época da sua História, para mim. Eu sei que uma Champions é uma Champions, mas por exemplo, nunca vencemos 3 competições numa época, e que me desculpe o Rio Ave, mas a coisa não será nada fácil para que eles nos impeçam de o fazer. Se eventualmente juntarmos a LE, passam a ser 4 competições numa única época e isso, esperemos que não irrepetível, é algo mítico!
Se a tudo isso juntarmos o, provavelmente, fim da época mais difícil de sempre (em Maio último), as façanhas de 13/14 ganham estatuto Legendário. Oxalá estes heróis mantenham a mesma competência e atitude, o mesmo desejo e raça para escreverem o seu nome a letras de ouro num dos poucos emblemas míticos do Mundo do futebol.
P.S. - Manuel Queiroz. Adoro-te pá. Os risinhos nervosos sempre que havia um comentário ou decisão contrária ao Porto foram alimento para a minha Alma. Quando chegaste ao desplante de dizer que, para ti, cartão vermelho só se for mesmo grave (depois de duas lambadas do Danilo nas costas do Garay) fui ao êxtase da alegria. Tu, o gajo que ao ver James Rodriguez dar um murro num gajo do Feirense em Aveiro disseste que o cartão vermelho era exagerado. Épico. Como o jogo. E como épica foi a azia daquele gajo que apresenta o MaisFutebol, o Cláudia Lopes (olhava para ela e lia-se na sua cara o que estava a pensar: Terra, engole-me.).
P.P.S. - a palavra 'épico' não pode ser usada em vão por um benfiquista, porque para o nosso Benfica nunca há impossíveis, mas começo a precisar de um dicionário novo para conseguir adjectivar a época actual. Que o sonho continue, que o Karma não deixe o "trabalho" a meio.
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