terça-feira, 19 de maio de 2015

10 anos depois...Tiago Caeiro fez de Joeano

Joeano

Tiago Caeiro


22 de Maio de 2005, o Benfica jogava no Bessa e só precisava empatar (o que aconteceu) para ser campeão. No Dragão, o Porto recebia a Académica e seria campeão SE vencesse e o Benfica perdesse. Qualquer resultado que não fosse a vitória dos portistas entregava automaticamente o título aos encarnados.

Tal como o golo de Tiago Caeiro do Beleneneses (17 de Maio de 2015), o golo de Joeano (Académica de Coimbra) fez o empate e surgiu quase no final do jogo (85' no Restelo; 89' no Dragão). Ambos os lances surgem no lado esquerdo da defesa portista e ambos despoletaram a loucura nos Estádios onde o Benfica jogava.

Quem não se lembra do festejo de Luisão no Bessa (ainda o jogo decorria) quando o barulho das bancadas vestidas de encarnado anunciava o "golo do título" no Estádio do Dragão ?

É verdade que em ambos os casos, o Benfica tinha tudo para ser campeão sem precisar da ajuda de terceiros, mas efectivamente são dois nomes que - pelos menos para mim - me trarão sempre boas recordações.

E há ainda outro ponto em comum, a fabulosa noite que se viveu na cidade do Porto (vestida de encarnado) nesses dois títulos emblemáticos.


P.S. - a equipa do título de 2004/05 acabaria por perder uma final (TPortugal) depois dessa conquista. Esperemos que em 2015, o Benfica não vacile e feche estes últimos 2 anos com 6 conquistas no bolso.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Vídeo motivacional 2014/2015



Dos muitos vídeos excelentes, gostei particularmente deste, do Pedro Vicente. Congrats!

https://www.youtube.com/channel/UC6sfk7nwYvPBRYilPAiVRQg

sábado, 2 de maio de 2015

Como se diz 34 em espanhol ? MA - NI - TA!

Como havia dito, o Porto ainda não tinha desistido do título e apostou forte num tropeção do Benfica hoje em Barcelos. Usou todos os meios possíveis e imaginários, sobretudo o jornal oficial do clube (O Jogo), com uma capa embaraçosa a ultrapassar o mínimo aceitável, de forma a pressionar o árbitro.

O Benfica deu um chapadão de 5 dedos a toda essa cambada, da maneira como faz sempre: dentro do campo, de forma limpa e justa. 0-5 num campo e numa altura da época difícil demonstram a categoria e a ausência de nervosismo dos campeões nacionais.

E são estas as vitórias que mais doem aos anti-Benfica: esmagadoras e imaculadas. À Benfica, portanto. Um jogo muito conseguido da parte de toda a gente, concentração elevada e brio profissional nos 90 minutos.

E este era mesmo o jogo do título, com esta vitória, temos as portas do bi-campeonato escancaradas. Mas há que vencer e quanto mais depressa nos sagrarmos campeões...melhor.

Destaco um pormenor que se ouviu na transmissão, aos 88 minutos e com o resultado feito, Júlio César berrava assim:

Vamos Eliseu! Concentração até ao fim, Eliseu!

Isto para mim demonstra muito o carácter desta equipa e sobretudo do enorme GR que é Júlio César. Alguém que sabe todos os segredos da baliza e que já venceu praticamente tudo a nível de clubes. É com homens destes que o Benfica será maior. Com Júlio César (que considero o único reforço melhor do que o jogador que saiu), Luisão, Maxi (alma até Almeida) e tantos outros ases que honram os nossos pergaminhos.

Quanto ao árbitro Capela, não se deu por ele e não teve qualquer influência no resultado. Mas acerca da pressão e choraminguice dos rivais do Norte, fica aqui um artigo interessantíssimo do blog Influência Arbitral:

http://influenciaarbitral.blogspot.pt/2015/05/lopetegui-critica-o-arbitro-joao-capela.html


P.S. - Joel Rocha, o treinador de futsal do Benfica, ameaça tornar-se num caso sério no panorama desportivo nacional. Depois de ter vencido a fase regular, pode amanhã vencer a Taça de Portugal depois de hoje eliminar o Sporting. Aqui ficam algumas palavras dele para ouvir e não esquecer:


sexta-feira, 1 de maio de 2015

Pablo, Pablito Aimar






Sempre um prazer ouvir um dos génios do futebol mundial. A humildade, a classe de Pablo Aimar continua no discurso como estava sempre na cancha em que entrava.

Notas:

Com o tempo foi aprendendo e percebendo a importância dos treinadores. E sobretudo a capacidade dos treinadores convencerem os jogadores e a equipa. Depois de jogar como 10 ( enganche ) na Argentina surge num Valencia como um segundo avançado, encostado aos centrais, a lutar com defesas mais fortes, mais altos mas onde a sua missão era fazer golos ou assistências. E refere que o seu trabalho defensivo melhorou depois de JJ o convencer, mas refere que o treinador só consegue fazer isso (convencer o atleta) com humildade, liderança e conhecimento.

JJ percebe "muchísimo de fútbol" e consegue convencer os jogadores, mas não tanto como Bielsa (o treinador preferido de Bielsa). Bielsa convenceu-o que a ideia dele, o processo é o que os vai fazer ganhar. Apesar de ter vencido títulos com outros treinadores, para Aimar, o melhor é Bielsa, precisamente pelo convencimento que consegue transmitir aos seus atletas.

Fala do fanatismo dos benfiquistas em Lisboa (tem 4 filhos, 2 meninas nasceram mesmo na Capital) que mostrou pela primeira vez aos filhos a estrela que era o pai.

Menciona Di María que jogou pouco no início, tapado por Reyes, mas que sempre viu que era un fenomeno. Um futebolista alegre que é super estrela quando está concentrado, segundo Aimar.

Aimar é o ídolo de Messi (que lhe pediu a camisola em 2 ocasiões, num Valencia - Barcelona e muitos anos depois num Benfica - Barcelona), mas quem era o ídolo de Aimar ? Néstor Gorosito. Jogador argentino que começou no River Plate e que agora treina o Argentinos Jrs (onde debutou Diego Armando Maradona).

Revela também a lesão crónica na zona do tendão de Aquiles, que já o impedira de participar em pouco mais de uma dezena de jogos no último ano de Benfica. Fez 2 operações, tem 4 meses de repouso (já passaram 2 e meio) e esperemos que o Mago possa voltar a encantar "un último partido que sea". É incrível ver o sorriso de Aimar com a esperança de poder voltar a calçar as chuteiras para entrar no Monumental de Nuñez, oxalá isso suceda!

- Pablo, gostavas de ser treinador ?

- Gosto dessa parte de ensinar aquilo que aprendi, não sei se tenho essa capacidade de ser treinador mas vou tentar. Adoraria formar jogadores.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

JJ não sabe dizer Lopetegui. Lopetegui não sabe dizer ganhar.



Não sabe dizer "ganhar ao Benfica". Não sabe dizer "golo ao Benfica". Enfim. Triste...


Mas atenção que havia quem já soubesse a 'peça' que era o Lotopegui:


domingo, 26 de abril de 2015

Ficou 2-0 (segundo Flopetegui)

Na semana de todas as hipocrisias do futebol nacional chegámos ao clássico em vantagem. Depois de "apoios encomendados", da mudança habitual de táctica do Benfica frente ao Porto ou até da utilização excessiva de OMO num jogo do F6P em Munique, o que vimos hoje na Luz foi um Benfica com o seu 11 habitual e o Porto a mudar drasticamente a matriz.

Mas para dizer a verdade, hoje não gostei Jesus. A equipa procurou pouco a felicidade e a maior virtude da nossa equipa foi mesmo o suor e a entreajuda. É verdade que faltou o nosso jogador mais vertical (Salvio) mas fomos demasiado "tácticos" (se é que isso é negativo...) para aquilo que eu esperava.

Dir-me-ão que se jogavam demasiadas coisas para o Benfica ser lírico e romântico numa abordagem ofensiva do jogo, mas acho que houve demasiado nervosismo da nossa equipa que teve imensas dificuldades em jogar junto á relva, com critério e tranquilidade. Na verdade foi à Trapattoni, «se não podes ganhar, não percas».

Um Benfica um pouquinho mais ambicioso poderia e deveria ter vencido este jogo, respeitou-se demasiado o Porto (e acho que Jesus exibe demasiadas vezes uma reverência para com o rival que me desagrada), não sendo temor, faltou temperança e classe para ultrapassar o adversário.

Gostei muito do Maxi, é daqueles que adora estes jogos, estes ambientes e que quase sempre se supera nestes clássicos. A raça uruguaia dele é imagem de marca de como sempre foi e sempre será o Benfica. Oxalá mais companheiros seguissem o seu exemplo extraordinário.

O Jardel - em jogo de grau elevado de dificuldade - parou Jackson (o melhor PL a jogar em Portugal e um dos 20 melhores do Mundo) e mostrou credenciais de central top. É já alguém que interpreta bem o espírito benfiquista (dentro e fora do campo).

Por outro lado, o Pizzi pareceu-me muito longe do seu melhor e até num bom lance acabou por fazer um remate "chocho", sem força. Talisca, apesar de esforçado e de alguns toques de qualidade, não pode jogar numa lateral, aí será sempre mediano (mas depois das exibições de Ola John sem raça ou querer...Talisca não foi pior).

Finalmente, descobri hoje porque é que o Porto contratou Lopetegui: após o final do jogo exibiu as suas credencias de super dragão e do baixo nível inerente àquela casa. Insultou, provocou e procurou o conflito físico com Jesus, comportando-se como um selvagem mau perdedor. Jesus aproximou-se dele para o cumprimentar (Lopetegui que já vinha lançando um "tu puta madre") com um sorriso e com aquela atitude apaziguadora normal em momentos pós-stress (como era o caso deste jogo). O espanhol, agarra-o com força e fala de forma ameaçadora, Jesus parece tentar levar aquilo calmamente até que percebe que as palavras do espanhol são tudo menos amigáveis. É aí que entra em Jesus aquele ar dos bairros de Lisboa ("ouve lá ó meu cabrão") e solta a fera. Já se sabe que JJ raramente se contém (e muito terá ouvido ele antes de explodir..), mas ver o espanhol no túnel à espera de Jesus ("qué? qué?") a dizer-lhe para vir, como se aquilo fosse um ringue de boxe deixou bem exposta a postura e o carácter do artista. Jesus, um tipo dos bairros pobres da periferia da capital, conseguiu sair como senhor face a esta atitude troglodita do treinador do Porto.

Foi um show off de Lopetegui, que assim terá garantido mais um aninho ao comando de um clube à deriva (será que vão ter malta a aplaudir um empate hoje ? Se já aplaudem derrotas de 6....).

Mas desenganem-se os que pensam que já somos campeões, muito longe disso!! E eles, os corruptos, já o disseram ("vamos ver quem festeja no fim") porque sabem que têm cartas na manga. O Benfica tem 2 saídas (até pode perder um se, como se espera, vencer os dois em casa), a primeira em Barcelos (com um presidente sócio do Porto) com um Gil Vicente que ressuscitou e tem a permanência como uma possibilidade real. Se o Benfica perde esse jogo o Campeonto complica-se e muito.

Temos que vencer uma das duas saídas que nos faltam (Gil Vicente e depois Guimarães), a primeira é crucial pelo que já disse e difícil porque o Gil luta arduamente pela permanência (e recordemos a péssima exibição na vitória por 1-0 que tivemos contra eles na Luz). Em Guimarães é sempre difícil, e eles estão a lutar por um lugar europeu...portanto será tudo menos tranquilo.

Posto isto e sabendo nós como aqueles artistas "trabalham"....muita cautela com as arbitragens que se seguem (já só por aí nos conseguirão parar).

Notas Finais: o Porto era quem precisava ganhar e não só demonstrou receio ao mudar o 11 e a táctica como nunca teve uma abordagem verdadeiramente atacante. Se depois disto conseguem vir dizer - sem se rirem - que só eles quiseram ganhar...é como aquela dos 7-4, portanto hoje ficou 2-0.

P.S. - o plantel do Benfica este ano, goste-se ou não, é muito limitado, sobretudo ofensivamente. No início da época disse que se tivessemos o tridente Enzo-Gaitán-Salvio ainda éramos os mais fortes, e acredito piamente que com esses 3 jogadores já teríamos o Campeonato no bolso. Hoje, sem 2 desses 3 notou-se uma incapacidade ofensiva gritante. Não temos no plantel ninguém cujo nível se aproxime de Salvio (ou Gaitán) na hora de os substituir. Quando faltam nota-se. E muito. Sendo campeões com todas estas vicissitudes e frente ao melhor plantel do Porto que há memória...é um feito extraordinário do Benfica. E sobretudo de Jorge Jesus.

P.P.S. - pela primeira vez na era-Jesus, o Benfica não fez golos na Luz para o Campeonato (depois do título de terem sido os únicos a marcar no Allianz Arena - que lata do F6P - hoje conseguiram a "dobradinha" ao interromperem os cerca de 90 jogos consecutivos a marcar em casa, por parte do Benfica) e isso chateia porque não estou nadinha habituado a isso. Mas quando vejo os nossos adversários a agarrarem-se a coisas destas (e ao 7-4....) penso que a sportinguização do Porto está em curso.