No dia que perdemos na Turquia decidi não fazer mais a barba. Só a volto a cortar se vencermos as 3 competições ou quando perdermos qualquer uma dessas três.
Fezada, superstição, refúgio psicológico, chamem-lhe o que quiserem. A verdade é que tinha (e tenho!) confiança suficiente no Benfica para "pagar as minhas promessas". Depois do último clássico no Dragão perdi alguma fé nestas coisas do Bem VS Mal. Se o Benfica vencer a Liga Europa, a Taça de Portugal, a Supertaça Portuguesa e a Supertaça Europeia SEM vencer este Campeonato, aquele remate aos 92' vai demorar anos a desaparecer na minha memória.
Aquela derrota é a mais dolorosa que vi do Benfica (e vivi o período mais negro da nossa História, com muitas derrotas humilhantes, como os 7 de Vigo, por exemplo). Foi um castigo demasiado pesado da forma como tudo aconteceu.
Talvez o destino nos tivesse virado as costas ao minuto 19 do Benfica-Estoril. Com aquela lesão de Enzo Pérez - um craque dos pés à cabeça -, o Benfica, que até aí tinha sido avassalador (como havia sido com os turcos, dias antes) pareceu eclipsar-se. Para ironia do Destino, o seu substituto, Carlos Martins, acabaria expulso com 2 amarelos completamente ridículos.
Com Enzo em campo atropelámos o Estoril e falhámos umas 3 ocasiões de golo claríssimas; sem Enzo, a equipa desceu do Purgatório ao Inferno. Mas este não era o Inferno de 65.000 fiéis em apoio, era o Inferno de deixar de ser a única equipa dependente de si para ser Campeã, com um clássico logo a seguir.
A pressão, para mim, estava toda no Porto, eles é que tinham de ganhar, eles é que não podiam falhar. E viu-se como não lidaram bem com isso (habituados a disputar estes jogos com grandes almofadas pontuais). Por sua vez, o Benfica sabia que ainda controlava o seu destino e "apertou a faca com os dentes" e foi para a "guerra".
O primeiro golo sofrido (estranhíssimo; tanto a "abordagem" de Maxi - de costas - como a não-defesa de Artur) e ainda por cima 5 escassos minutos depois de nos colocarmos em vantagem, impediu que o pânico se instalasse verdadeiramente no reduto do adversário.
Continuámos a lutar, a nossa confiança crescia a cada minuto, por oposição ao desespero crescente do Porto. Até que a 2 minutos do 33º, um golpe de sorte (há tanta coisa incrível neste lance....começa com um lançamento lateral nosso (!) no meio-campo ofensivo; há várias probabilidades de interceptar o lance; há uma equipa subida (em demasia?) tentando afastar o perigo da nossa área; há uma tentativa de intercepção de Maxi que, a resultar, teria sido perigosíssima para o adversário, um lateral mais comedido teria feito contenção, marcado zona em vez de tentar ser feliz com um roubo de bola; o passe de Liedson é mau, não é feito no espaço e leva demasiada força; o domínio desse mau passe permite a Kelvin pontapear a bola no ar (rasteira, a bola nunca teria aquela colocação ou força) como último recurso; até este momento - e mesmo com alguns erros mencionados - o lance não demonstra qualquer perigo (para quem o vê e para quem está no terreno), mesmo o remate parece ter zero chances de criar perigo, talvez esse "relaxamento" (de Aimar entre outros que não "foram até ao fim" ainda no meio-campo; de Roderick que fez "zona" quando podia ter feito "homem" e cedido canto por exemplo - talvez o mesmo Roderick pensasse ser preferível permitir um remate dali a ceder um canto que poderia trazer mais perigo, mas um defesa não pode nunca ter esse "pensamento"-; de Artur que também terá pensado que "dali nunca entra" e que se terá lançado "tarde") tenha resultado num castigo excessivo.
Diz-se que só o Porto procurou ser feliz e que foi compensado por essa predisposição. Tudo bem, mas quantas e quantas vezes somos nós que arcamos com as despesas do jogo e não vencemos ?? Mais, raramente temos mérito nesses desafios, pois a nossa imprensa realça a boa "estratégia" adversária ou o clássico defenderam bem.
O Benfica terá traído os seus princípios de jogo por troca de um título (que acabou por não chegar), mas fê-lo de forma raçuda, compacta e unida. Mostrou atitude e união. Mas fomos traídos pela sorte, porque perder daquela forma não revela grande mérito ou jogada táctica, foi uma sorte descomunal, e acontecer aos 92' é castigo demasiado pesado.
Restam-nos 2 finais. Mas sem o mesmo sabor, falta tempero, porque a última derrota foi dura demais para podermos "ainda" festejar o melhor. E essas vitórias que podemos alcançar parecem ter perdido algum relevo face à última derrota.
Mas a minha barba continua aqui rija, ainda não perdemos nada. Que os nossos jogadores e o Benfica mostrem também a sua face mais dura nos compromissos que faltam. Já vi o Benfica em finais europeias, mas nunca vi uma vitória nessas decisões, pode ser amanhã ?
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terça-feira, 14 de maio de 2013
domingo, 21 de abril de 2013
Como eu vi o derby
5' - Garay "papado" em velocidade por Wolfswinkel, que remata já em queda e Artur defende;
7' - sem repetições, parece-me ter havido penalty de Maxi sobre Capel;
Jogo equilibrado no primeiro quarto de hora, disputado mas, surpreendentemente, com um Sporting ligeiramente melhor face a um Benfica com muitos erros no passe e no posicionamento táctico.
23' - amarelo poupado a Matic;
Aos 30' continua melhor posicionado o Sporting, falta chama ao Benfica.
35' - Lima avança e deixa em Cardozo, este, de forma excelente, procura o espaço e "descobre" Gaitán, solto, na esquerda, Nico faz um belo cruzamento e aparece Salvio a fuzilar, G O L O !!
Acorda o público, acorda a equipa e o Sporting treme nestes minutos.
40' - amarelo poupado a Maxi;
O intervalo chega depois de termos assistido a uns bons 30 minutos do Sporting, melhor colectivamente e perante um Benfica sonolento, demasiado relaxado e por isso mesmo a falhar demasiados passes e a ser apanhado desposicionado mais que uma vez. Luisão (não há dúvidas acerca de quem é o Patrão da defesa) e Melgarejo são os meus destaques positivos dos primeiros 45 minutos.
58' - boa chance para o Benfica na sequência de um canto, Cardozo não conseguiu rematar a passe de Enzo.
Benfica entrou melhor nestes 15' da segunda parte, o Sporting, através de alguns cantos consecutivos vai equilibrando a partida.
74' - GOLÃO! Nico, Nico, Nico, Nico Gaitán! O Sr Nicolas Gaitán (que apesar da assistência no primeiro golo havia estado demasiado trapalhão e pouco efectivo) domina a bola, rodopia deixando Rinaudo e André Martins perdidos, a caminharem no sentido oposto (olé), tabela perfeita e de primeira com Salvio ultrapassando Joãozinho (olé 2) e, sem a bola tocar no chão desde que sai dos pés de Salvio, Nico Gaitán assiste, de primeira novamente, Lima para que este fuzile Rui Patrício. FA-BU-LO-SO !!!
A 15 minutos do final tem havido muitos cantos mas o perigo é apenas relativo e não efectivo.
90' - termina o último derby da época. Matic & Enzo cresceram muito na 2ª parte, Ola John entrou mas não foi decisivo, Salvio está cada vez melhor tacticamente e Maxi tem sangue benfiquista naquelas veias.
62.563 espectadores viram o 38º jogo consecutivo do Benfica sem perder e, o 30º jogo (para o Campeonato) consecutivo a marcar por parte dos encarnados. O score do Campeonato benfiquista cifra-se agora em 70-15 (golos) resultantes em 22 vitórias e 4 empates. Brilhante !
O árbitro teve um critério largo (dir-se-á que apitou à inglesa), mas teve-o para os dois lados. O Sporting surpreendeu-me porque não os esperava tão coesos tacticamente, mas na verdade que lances de golo criaram eles ? Como queria o Sporting vencer o jogo (se é que não se contentavam com um empate...) é algo que ainda desconheço, depois de estarem a perder foi nítido que não havia plano B ou forcing por conseguir outro desfecho.
Por outro lado, o Benfica mostrou ser uma equipa adulta e tem a maturidade dos Campeões, não perde a cabeça, sabe medir o tempo e a forma de atacar e defender. O Benfica é hoje uma equipa muito difícil de bater e terrivelmente eficaz na hora de chegar ao golo.
Ciao Sporting, para o ano há mais.
7' - sem repetições, parece-me ter havido penalty de Maxi sobre Capel;
Jogo equilibrado no primeiro quarto de hora, disputado mas, surpreendentemente, com um Sporting ligeiramente melhor face a um Benfica com muitos erros no passe e no posicionamento táctico.
23' - amarelo poupado a Matic;
Aos 30' continua melhor posicionado o Sporting, falta chama ao Benfica.
35' - Lima avança e deixa em Cardozo, este, de forma excelente, procura o espaço e "descobre" Gaitán, solto, na esquerda, Nico faz um belo cruzamento e aparece Salvio a fuzilar, G O L O !!
Acorda o público, acorda a equipa e o Sporting treme nestes minutos.
40' - amarelo poupado a Maxi;
O intervalo chega depois de termos assistido a uns bons 30 minutos do Sporting, melhor colectivamente e perante um Benfica sonolento, demasiado relaxado e por isso mesmo a falhar demasiados passes e a ser apanhado desposicionado mais que uma vez. Luisão (não há dúvidas acerca de quem é o Patrão da defesa) e Melgarejo são os meus destaques positivos dos primeiros 45 minutos.
58' - boa chance para o Benfica na sequência de um canto, Cardozo não conseguiu rematar a passe de Enzo.
Benfica entrou melhor nestes 15' da segunda parte, o Sporting, através de alguns cantos consecutivos vai equilibrando a partida.
74' - GOLÃO! Nico, Nico, Nico, Nico Gaitán! O Sr Nicolas Gaitán (que apesar da assistência no primeiro golo havia estado demasiado trapalhão e pouco efectivo) domina a bola, rodopia deixando Rinaudo e André Martins perdidos, a caminharem no sentido oposto (olé), tabela perfeita e de primeira com Salvio ultrapassando Joãozinho (olé 2) e, sem a bola tocar no chão desde que sai dos pés de Salvio, Nico Gaitán assiste, de primeira novamente, Lima para que este fuzile Rui Patrício. FA-BU-LO-SO !!!
A 15 minutos do final tem havido muitos cantos mas o perigo é apenas relativo e não efectivo.
90' - termina o último derby da época. Matic & Enzo cresceram muito na 2ª parte, Ola John entrou mas não foi decisivo, Salvio está cada vez melhor tacticamente e Maxi tem sangue benfiquista naquelas veias.
62.563 espectadores viram o 38º jogo consecutivo do Benfica sem perder e, o 30º jogo (para o Campeonato) consecutivo a marcar por parte dos encarnados. O score do Campeonato benfiquista cifra-se agora em 70-15 (golos) resultantes em 22 vitórias e 4 empates. Brilhante !
O árbitro teve um critério largo (dir-se-á que apitou à inglesa), mas teve-o para os dois lados. O Sporting surpreendeu-me porque não os esperava tão coesos tacticamente, mas na verdade que lances de golo criaram eles ? Como queria o Sporting vencer o jogo (se é que não se contentavam com um empate...) é algo que ainda desconheço, depois de estarem a perder foi nítido que não havia plano B ou forcing por conseguir outro desfecho.
Por outro lado, o Benfica mostrou ser uma equipa adulta e tem a maturidade dos Campeões, não perde a cabeça, sabe medir o tempo e a forma de atacar e defender. O Benfica é hoje uma equipa muito difícil de bater e terrivelmente eficaz na hora de chegar ao golo.
Ciao Sporting, para o ano há mais.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
O Campeão esteve em Olhão
Naquele que tinha previsto ser o desafio mais difícil do micro-ciclo em curso, o Benfica deslocou-se ao Algarve e "rebentou" com a muralha adversária sem ter de carregar no acelerador. Dois golaços de Salvio e Matic (ambos na 2ª parte) resolveram uma jornada "perigosa".
Perigosa porque o terreno de jogo era ridículo e além de dificultar um bom jogo, podia proporcionar lesões aos nossos atletas. E ainda, porque o adversário tinha acabado de receber um "incentivo" para se exibir a bom plano: um amigo pagou mês e meio de salários..
Continuo sem perceber porque é que um clube em dificuldades financeiras não faz o mesmo que havia feito em Setembro, jogar no Estádio do Algarve e fazer uma receita 5 ou 6 vezes superior....muito estranho. Adiante.
Esta foi a 29ª jornada consecutiva a marcar no Campeonato Nacional, por parte do Benfica e concluímos um ano civil sem derrotas na maior prova doméstica de clubes. Findo o Olhanense-Benfica, são estes os números da época 12/13:
45 JOGOS
35 Vitórias
8 Empates
2 Derrotas
GOLOS : 107 - 28
Números de sonho e que nos permitem chegar a pouco mais de um mês do final em boa posição nas 3 provas em disputa: Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa.
Amanhã discutimos o acesso a uma meia-final europeia (será a 2ª com Jesus); na segunda-feira seguinte (15 de Abril) discutiremos na Luz a passagem à final da Taça de Portugal frente a um brilhante 3º classificado da Liga actual, o Paços de Ferreira (vantagem de 0-2); no Campeonato temos 4 pontos de avanço sobre o 2º a 5 jornadas do final (3 na Luz e 2 fora: Marítimo e Porto).
Pois bem, para mim, com a vitória de Olhão temos uma mão no título, "bastará" vencer na Madeira para o 33º não fugir. Isto porque acredito cegamente que no Estádio da Luz não há pão para malucos, Sporting, Estoril e Moreirense serão abafados por uma equipa confiante e uma Catedral a abarrotar.
Perigosa porque o terreno de jogo era ridículo e além de dificultar um bom jogo, podia proporcionar lesões aos nossos atletas. E ainda, porque o adversário tinha acabado de receber um "incentivo" para se exibir a bom plano: um amigo pagou mês e meio de salários..
Continuo sem perceber porque é que um clube em dificuldades financeiras não faz o mesmo que havia feito em Setembro, jogar no Estádio do Algarve e fazer uma receita 5 ou 6 vezes superior....muito estranho. Adiante.
Esta foi a 29ª jornada consecutiva a marcar no Campeonato Nacional, por parte do Benfica e concluímos um ano civil sem derrotas na maior prova doméstica de clubes. Findo o Olhanense-Benfica, são estes os números da época 12/13:
45 JOGOS
35 Vitórias
8 Empates
2 Derrotas
GOLOS : 107 - 28
Números de sonho e que nos permitem chegar a pouco mais de um mês do final em boa posição nas 3 provas em disputa: Campeonato, Taça de Portugal e Liga Europa.
Amanhã discutimos o acesso a uma meia-final europeia (será a 2ª com Jesus); na segunda-feira seguinte (15 de Abril) discutiremos na Luz a passagem à final da Taça de Portugal frente a um brilhante 3º classificado da Liga actual, o Paços de Ferreira (vantagem de 0-2); no Campeonato temos 4 pontos de avanço sobre o 2º a 5 jornadas do final (3 na Luz e 2 fora: Marítimo e Porto).
Pois bem, para mim, com a vitória de Olhão temos uma mão no título, "bastará" vencer na Madeira para o 33º não fugir. Isto porque acredito cegamente que no Estádio da Luz não há pão para malucos, Sporting, Estoril e Moreirense serão abafados por uma equipa confiante e uma Catedral a abarrotar.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
45.862 = 6-1 (Rio Ave atropelado)
Na sequência do último post confirmaram-se duas coisas:
- atropelámos o Rio Ave;
- juntos, todos, com Estádio da Luz muito bem composto, é muito difícil jogar contra o Benfica;
Veremos se se confirmam as restantes opiniões no que falta deste micro-ciclo. Mas o que importa ressalvar é que o Benfica fez sábado passado (véspera da ressurreição cristã) um regresso ao futebol espectáculo e ao rolo compressor doutras alturas.
Uma equipa "a toda a pedalada", confiante e a demonstrar que estava ali para arrasar depressa com o seu adversário. Cavalgadas, posse, jogo bonito e muita gente a destacar-se com qualidade superior. Melgarejo - que abriu o marcador - vai ser grande, mas já está um belíssimo lateral (e agora até golos marca). No início da época não era muito ofensivo, precisamente porque Jesus estava a trabalhar a sua vertente defensiva (onde, obviamente estava desajustado dos deveres que a posição obriga), e era raro vê-lo com o fulgor actual no último terço do terreno. Pois bem, Melgarejo não só está um lateral muito competente defensivamente como começa agora a dar sinais do vendaval que pode criar na "banda" esquerda.
Matic fez o segundo e - o homem não sabe jogar mal - voltou a encantar. A classe com que este sérvio (olá Sinisa) domina literalmente o centro do terreno coloca-o, actualmente, entre os 10-20 melhores centro-campistas do Mundo! A forma como, a passo, "deita" adversários, gira, dribla e encontra os companheiros é fabulosa. É Matic (com toda a sua técnica e visão), mesmo sendo "médio defensivo", quem começa a derrubar as defesas contrárias. É a maior pérola do Benfica actual.
De seguida Lima fez 3 golos. E que dizer de Lima ? Um gajo que corre, luta e trabalha (sozinho ou com outro avançado) o jogo inteiro! E depois leva "só" 24 golos desde que se estreou em Coimbra! A posição, ou melhor, a função de Saviola (naquela equipa 09/10) é dele. Lima pode não ter a inteligência para jogar entre linhas do argentino, mas tem mais pujança e finalização. Até final da época, creio que Lima brilhará nos jogos mais duros que nos faltam...
Por fim, Enzo Pérez fechou a goleada. Enzo que fez um partidazo e encheu o campo, ainda teve tempo para deitar um adversário e fuzilar o impotente Oblak. Enzo não é Ramires, Enzo não é Salvio, mas Enzo Pérez foi votado o melhor jogador argentino do Campeonato das Pampas, antes de chegar ao Benfica. Só quem não o conhecesse se pode surpreender com pedazo de jugador que temos entre nós. Um jogador tecnica e tacticamente evoluído que junta a garra e determinação argentinas para construir um cocktail explosivo.
Javi & Witsel who ? Alguém se lembra hoje desses 2 jogadores ? Mais, alguém trocaria hoje Matic/Enzo por Javi/Witsel ?? O mérito é dos dois jogadores mas também de Jorge Jesus.
Chegados a Abril o Benfica segue invicto nas competições nacionais e contabiliza 2 derrotas na época (ambas na Champions e ambas em 2012). Os profetas da desgraça, os "velhos do restelo" têm metido, semana após semana, a "viola no saco". O Benfica está a fazer, a todos os níveis, uma época extraordinária, mas à medida que a Glória se aproxima esses "zunzuns" vão perdendo fulgor, importância e relevo, mesmo na blogosfera.
Resta continuar a encher o Estádio da Luz e continuar a demonstrar que unidos somos mesmo um Inferno para o adversário! Venha o Newcastle!!
- atropelámos o Rio Ave;
- juntos, todos, com Estádio da Luz muito bem composto, é muito difícil jogar contra o Benfica;
Veremos se se confirmam as restantes opiniões no que falta deste micro-ciclo. Mas o que importa ressalvar é que o Benfica fez sábado passado (véspera da ressurreição cristã) um regresso ao futebol espectáculo e ao rolo compressor doutras alturas.
Uma equipa "a toda a pedalada", confiante e a demonstrar que estava ali para arrasar depressa com o seu adversário. Cavalgadas, posse, jogo bonito e muita gente a destacar-se com qualidade superior. Melgarejo - que abriu o marcador - vai ser grande, mas já está um belíssimo lateral (e agora até golos marca). No início da época não era muito ofensivo, precisamente porque Jesus estava a trabalhar a sua vertente defensiva (onde, obviamente estava desajustado dos deveres que a posição obriga), e era raro vê-lo com o fulgor actual no último terço do terreno. Pois bem, Melgarejo não só está um lateral muito competente defensivamente como começa agora a dar sinais do vendaval que pode criar na "banda" esquerda.
Matic fez o segundo e - o homem não sabe jogar mal - voltou a encantar. A classe com que este sérvio (olá Sinisa) domina literalmente o centro do terreno coloca-o, actualmente, entre os 10-20 melhores centro-campistas do Mundo! A forma como, a passo, "deita" adversários, gira, dribla e encontra os companheiros é fabulosa. É Matic (com toda a sua técnica e visão), mesmo sendo "médio defensivo", quem começa a derrubar as defesas contrárias. É a maior pérola do Benfica actual.
De seguida Lima fez 3 golos. E que dizer de Lima ? Um gajo que corre, luta e trabalha (sozinho ou com outro avançado) o jogo inteiro! E depois leva "só" 24 golos desde que se estreou em Coimbra! A posição, ou melhor, a função de Saviola (naquela equipa 09/10) é dele. Lima pode não ter a inteligência para jogar entre linhas do argentino, mas tem mais pujança e finalização. Até final da época, creio que Lima brilhará nos jogos mais duros que nos faltam...
Por fim, Enzo Pérez fechou a goleada. Enzo que fez um partidazo e encheu o campo, ainda teve tempo para deitar um adversário e fuzilar o impotente Oblak. Enzo não é Ramires, Enzo não é Salvio, mas Enzo Pérez foi votado o melhor jogador argentino do Campeonato das Pampas, antes de chegar ao Benfica. Só quem não o conhecesse se pode surpreender com pedazo de jugador que temos entre nós. Um jogador tecnica e tacticamente evoluído que junta a garra e determinação argentinas para construir um cocktail explosivo.
Javi & Witsel who ? Alguém se lembra hoje desses 2 jogadores ? Mais, alguém trocaria hoje Matic/Enzo por Javi/Witsel ?? O mérito é dos dois jogadores mas também de Jorge Jesus.
Chegados a Abril o Benfica segue invicto nas competições nacionais e contabiliza 2 derrotas na época (ambas na Champions e ambas em 2012). Os profetas da desgraça, os "velhos do restelo" têm metido, semana após semana, a "viola no saco". O Benfica está a fazer, a todos os níveis, uma época extraordinária, mas à medida que a Glória se aproxima esses "zunzuns" vão perdendo fulgor, importância e relevo, mesmo na blogosfera.
Resta continuar a encher o Estádio da Luz e continuar a demonstrar que unidos somos mesmo um Inferno para o adversário! Venha o Newcastle!!
domingo, 17 de março de 2013
Ninguém pára o Benfica. LITERALMENTE!
23 de Outubro de 2012, Moscovo. Data e local da última derrota (2-1) do Benfica na época em curso. Daí para cá, 5 meses decorridos, 5 empates e só vitórias (ficámos em branco 2 vezes nesse período, Barcelona e Braga, ambos empates a zero).
Começando pela última 5ª feira, o Benfica venceu o 4º jogo consecutivo na Liga Europa no Parc Lescure (onde ninguém vencia nas competições europeias desde 2006) e fê-lo de forma tranquila, simples demais até. Com vantagem na eliminatória, mostrou maturidade de equipa de Champions (mesmo com 3 "novos" jogadores nos 4 defesas) e marcou quando tinha que marcar.
Nunca acusou nervosismo (tal como a dupla estreante do centro da defesa: Jardel & Roderick) e nunca esteve em desvantagem. A braçadeira de capitão parece ter funcionado como doping em Gaitán, que foi o MVP da partida. Cardozo - já uma lenda do Benfica - entrou e fez 2 golos (ultrapassando o mítico Néné), tornando-se o 2º melhor marcador de sempre (atrás de Deus Eusébio) do Benfica nas competições europeias.
Com 4 vitórias em 4 jogos, esta Liga Europa parece "curta" para tanto Benfica...mas ganhá-la seria inédito no historial centenário deste Clube (uma única presença na final - ainda disputada a 2 mãos - perdida frente aos belgas do Anderlecht). Segue-se o Newcastle nos 1/4 de final.
O Benfica tem-se apresentado bem perante equipas inglesas, logo, à partida, há algum optimismo nesta fase (quartos de final) que o Benfica atinge pelo 4º ano consecutivo (talvez só nos anos 60 haja algo semelhante). Há o handicap da 1ª mão ser em casa..mas o Benfica tem feito golos a toda a gente e em qualquer campo. Sobre o Newcastle falarei noutra altura.
Hoje houve Campeonato em Guimarães. E houve mais uma demonstração da valia deste Benfica. Foram 4 golos sem resposta mas poderiam ter sido 8, cheirou insistentemente a goleada tal a facilidade com que os avançados e extremos benfiquistas rasgavam a defesa contrária. Cardozo (quem mais ?), Garay, Salvio concretizaram as suas chances e Rodrigo fechou o marcador.
Gaitán, desta feita na esquerda (havia jogado no centro do terreno em França) e sem braçadeira, voltou a "pintar a manta" e fez mais um grande jogo. Lima (que havia descansado na Liga Europa) é um portento físico e capacita o nosso ataque de armas capazes de dinamitar qualquer defensiva.
Uma palavra ainda para Aimar, que voltou a jogar alguns minutos. Aimar é o "óleo" que agiliza o motor desta equipa. Com ele em campo multiplicam-se as linhas de passe (que só ele vê) e a equipa ganha magia, a bola corre mais "redonda", os jogadores cansam-se menos e progridem de forma quase imbatível. O melhor Aimar garantiria o(s) título(s).
Conclusões: finalizado o mês de Março (falta o jogo de dia 30, na Luz frente ao Rio Ave), o Benfica tem 4 pontos de vantagem sobre o segundo classificado com 7 jornadas para o final (4 em casa e 3 fora). Com 23 jornadas disputadas temos 60 golos marcados e 14 sofridos, estamos invictos nas provas nacionais e fazemos golos (no Campeonato) há 27 jornadas consecutivas. Com a final da Taça de Portugal praticamente garantida e com uma boa percentagem de possibilidades de atingirmos nova meia-final europeia, o Benfica começa a tocar o céu.
Está tudo em aberto e nada se venceu ainda, logo nada há para festejar, ainda assim, hoje, 17 de Março de 2013, o Benfica é a única equipa que depende apenas de si para ser Campeão e isso já é uma belíssima vantagem. Uma coisa é certa, este Benfica faz golos em todo o lado e é tremendamente difícil de derrotar.
Começando pela última 5ª feira, o Benfica venceu o 4º jogo consecutivo na Liga Europa no Parc Lescure (onde ninguém vencia nas competições europeias desde 2006) e fê-lo de forma tranquila, simples demais até. Com vantagem na eliminatória, mostrou maturidade de equipa de Champions (mesmo com 3 "novos" jogadores nos 4 defesas) e marcou quando tinha que marcar.
Nunca acusou nervosismo (tal como a dupla estreante do centro da defesa: Jardel & Roderick) e nunca esteve em desvantagem. A braçadeira de capitão parece ter funcionado como doping em Gaitán, que foi o MVP da partida. Cardozo - já uma lenda do Benfica - entrou e fez 2 golos (ultrapassando o mítico Néné), tornando-se o 2º melhor marcador de sempre (atrás de Deus Eusébio) do Benfica nas competições europeias.
Com 4 vitórias em 4 jogos, esta Liga Europa parece "curta" para tanto Benfica...mas ganhá-la seria inédito no historial centenário deste Clube (uma única presença na final - ainda disputada a 2 mãos - perdida frente aos belgas do Anderlecht). Segue-se o Newcastle nos 1/4 de final.
O Benfica tem-se apresentado bem perante equipas inglesas, logo, à partida, há algum optimismo nesta fase (quartos de final) que o Benfica atinge pelo 4º ano consecutivo (talvez só nos anos 60 haja algo semelhante). Há o handicap da 1ª mão ser em casa..mas o Benfica tem feito golos a toda a gente e em qualquer campo. Sobre o Newcastle falarei noutra altura.
Hoje houve Campeonato em Guimarães. E houve mais uma demonstração da valia deste Benfica. Foram 4 golos sem resposta mas poderiam ter sido 8, cheirou insistentemente a goleada tal a facilidade com que os avançados e extremos benfiquistas rasgavam a defesa contrária. Cardozo (quem mais ?), Garay, Salvio concretizaram as suas chances e Rodrigo fechou o marcador.
Gaitán, desta feita na esquerda (havia jogado no centro do terreno em França) e sem braçadeira, voltou a "pintar a manta" e fez mais um grande jogo. Lima (que havia descansado na Liga Europa) é um portento físico e capacita o nosso ataque de armas capazes de dinamitar qualquer defensiva.
Uma palavra ainda para Aimar, que voltou a jogar alguns minutos. Aimar é o "óleo" que agiliza o motor desta equipa. Com ele em campo multiplicam-se as linhas de passe (que só ele vê) e a equipa ganha magia, a bola corre mais "redonda", os jogadores cansam-se menos e progridem de forma quase imbatível. O melhor Aimar garantiria o(s) título(s).
Conclusões: finalizado o mês de Março (falta o jogo de dia 30, na Luz frente ao Rio Ave), o Benfica tem 4 pontos de vantagem sobre o segundo classificado com 7 jornadas para o final (4 em casa e 3 fora). Com 23 jornadas disputadas temos 60 golos marcados e 14 sofridos, estamos invictos nas provas nacionais e fazemos golos (no Campeonato) há 27 jornadas consecutivas. Com a final da Taça de Portugal praticamente garantida e com uma boa percentagem de possibilidades de atingirmos nova meia-final europeia, o Benfica começa a tocar o céu.
Está tudo em aberto e nada se venceu ainda, logo nada há para festejar, ainda assim, hoje, 17 de Março de 2013, o Benfica é a única equipa que depende apenas de si para ser Campeão e isso já é uma belíssima vantagem. Uma coisa é certa, este Benfica faz golos em todo o lado e é tremendamente difícil de derrotar.
domingo, 10 de março de 2013
40J = 30V ; 8E ; 2D
Ao 40º jogo oficial, o Benfica alcança uns impressionantes 88 golos marcados e 24 sofridos. Nestes 40 jogos, só ficámos em branco 4 vezes (Glasgow, os 2 jogos com o Barcelona e em Braga na meia-final da Taça da Liga) e exclusivamente no Campeonato Nacional levamos uma série de 26 jogos consecutivos a marcar (a última vez que não balançámos as redes contrárias - porque Soares Dias não quis... - foi a 9 de Abril de 2012 - quase há um ano - em Alvalade).
Falando unicamente da Liga 12/13 somos o melhor ataque (com 56 golos), temos a melhor diferença de golos (+42) e a segunda melhor defesa (14 golos sofridos, sendo que 8 deles resultam dos 4 empates, quer isto dizer que sofremos 6 golos em 18 jogos). E por falar na nossa defesa, ela está invicta desde a recepção ao Leverkusen (vitória por 2-1) e no Campeonato desde a ida à Choupana (a 10 de Fevereiro).
Na Taça de Portugal, e a um jogo (17 de Abril de 2013 na Luz) da final, ainda não sofremos qualquer golo (!!!) e marcámos 18 até agora. Vencer a Taça sem sofrer golos era um registo impressionante.
Não há volta a dar, a época 12/13 do Benfica tem sido quase perfeita (Moscovo, com o pior jogo da época e os penaltys na Pedreira impedem a perfeição. Segue-se o Bordeaux na próxima 5ª feira (que pode colocar o Benfica nos 1/4 de final de uma competição europeia pelo 4º ano consecutivo) e no Domingo seguinte deslocação ao berço da Nação para defrontar um aguerrido Vitória.
Se em França o Benfica nem precisa vencer (embora fosse muito importante vencer), em Guimarães será um jogo difícil e chave para o 33º. Primeiro a oposição, o Guimarães, como todas as equipas portuguesas, transfigura-se ao defrontar o Benfica ; depois, a recuperação dos nossos atletas não será a melhor devido ao curto espaço temporal entre a viagem a França e o regresso ao Campeonato. Aqui pode ser importante a vitória frente aos gauleses, pela motivação extra que dará para o jogo seguinte. E é fundamental vencer o Guimarães porque depois o Campeonato tem uma pausa de 15 dias para os compromissos das Selecções Nacionais e seria importante encarar esse período de "repouso" pelo menos com 2 pontos de avanço para abordar a recta final desta época que se prevê Gloriosa!
Há que confiar e apoiar, ainda não ganhámos nada mas podemos vencer muito se todos estivermos a remar para o mesmo lado.
Falando unicamente da Liga 12/13 somos o melhor ataque (com 56 golos), temos a melhor diferença de golos (+42) e a segunda melhor defesa (14 golos sofridos, sendo que 8 deles resultam dos 4 empates, quer isto dizer que sofremos 6 golos em 18 jogos). E por falar na nossa defesa, ela está invicta desde a recepção ao Leverkusen (vitória por 2-1) e no Campeonato desde a ida à Choupana (a 10 de Fevereiro).
Na Taça de Portugal, e a um jogo (17 de Abril de 2013 na Luz) da final, ainda não sofremos qualquer golo (!!!) e marcámos 18 até agora. Vencer a Taça sem sofrer golos era um registo impressionante.
Não há volta a dar, a época 12/13 do Benfica tem sido quase perfeita (Moscovo, com o pior jogo da época e os penaltys na Pedreira impedem a perfeição. Segue-se o Bordeaux na próxima 5ª feira (que pode colocar o Benfica nos 1/4 de final de uma competição europeia pelo 4º ano consecutivo) e no Domingo seguinte deslocação ao berço da Nação para defrontar um aguerrido Vitória.
Se em França o Benfica nem precisa vencer (embora fosse muito importante vencer), em Guimarães será um jogo difícil e chave para o 33º. Primeiro a oposição, o Guimarães, como todas as equipas portuguesas, transfigura-se ao defrontar o Benfica ; depois, a recuperação dos nossos atletas não será a melhor devido ao curto espaço temporal entre a viagem a França e o regresso ao Campeonato. Aqui pode ser importante a vitória frente aos gauleses, pela motivação extra que dará para o jogo seguinte. E é fundamental vencer o Guimarães porque depois o Campeonato tem uma pausa de 15 dias para os compromissos das Selecções Nacionais e seria importante encarar esse período de "repouso" pelo menos com 2 pontos de avanço para abordar a recta final desta época que se prevê Gloriosa!
Há que confiar e apoiar, ainda não ganhámos nada mas podemos vencer muito se todos estivermos a remar para o mesmo lado.
quinta-feira, 7 de março de 2013
Da Pedra À Liderança
Quando o Beira-Mar terminou o seu jogo em Setúbal (sábado), o Benfica entraria em campo duas vezes antes de ambas as equipas se defrontarem em Aveiro. O Benfica recebeu e "despachou" o Paços de Ferreira com 3 golos sem resposta e depois deslocou-se à Pedreira.
Meia-final da Taça da Liga, em casa de um Braga que via esta competição como a derradeira oportunidade de conquistar um título (desde a Intertoto de 08/09). Se por norma jogar em Braga nos dias de hoje é tremendamente difícil, nestas condições e com a exigente série de jogos do Benfica, mais complicado se tornava.
Várias alterações no nosso 11 não nos retiraram competitividade (a maior surpresa terá sido mesmo a titularidade de Roderick a..."trinco"). Logo no início da partida, um contra-ataque fulminante do Benfica terminou - com grande estrondo - na barra da baliza bracarense. Rodrigo foi o autor dessa jogada e remate. Quando vi Cardozo e Martins isolados, ao lado de Rodrigo, nessa jogada, tive um déjà-vu de Nou Camp, quando o prodígio brasileiro falhou um lance similar quando tinha Nolito isolado ao seu lado.
O Braga equilibrou a luta e de realçar apenas uma oportunidade (com 3 remates) superiormente negada por Artur e um offside escandalosamente marcado a Urreta (com grande probabilidade de fazer golo).
No segundo tempo, com Aimar e Martins, a nossa posse de bola melhorou e houve mais critério no passe. Pelo menos até à área adversária, onde várias vezes faltou uma tomada de decisão adequada para "acabar com o jogo" e a eliminatória. Adivinhava-se o golo benfiquista e o Braga recuava cada vez mais. Numa dessas investidas, Gaitán foi mesmo derrubado dentro da área. Faltavam 10 minutos para o fim da partida. O árbitro Marco Ferreira - que, sejamos justos, tem feito boas arbitragens - fechou os olhos e cedeu canto. Fica a sensação de o jogo terminar como começou, com um Benfica "em cima" do adversário. Talvez no prolongamento a nossa vitória se materializasse.
Curiosamente o Benfica termina a partida fisicamente mais forte que o Braga (que tinha mais 24h de descanso e um calendário bem mais leve) e tanto Roderick (que andou perdido nalguns momentos, tendo sido inclusivé amarelado) como Martins e Aimar foram mais que suficientes para se superiorizar ao meio-campo adversário. Tal como no jogo frente ao Paços, fica a sensação que o nosso centro do terreno joga melhor com Martins e/ou Aimar. Os passes de ruptura são mais frequentes e o carrocel do meio-campo tem outra nota artística.
Era Taça da Liga e não havia prolongamento. Seguiram-se os pontapés da marca de grande penalidade. Artur fez uma assombrosa defesa no primeiro penalty e deu vantagem ao Benfica, o mais complicado parecia feito. Luisão, Roderick e Gaitán trataram de desfazer esse sonho falhando as suas penalidades. A 5ª vitória na Taça da Liga ficava afastada, numa competição onde contabilizamos uma única derrota em 6 edições (31 de Outubro de 2007, 2-1 em Setúbal).
Seguiu-se o Beira-Mar em Aveiro, para aquela que é a competição prioritária: o Campeonato Nacional. Num estádio vestido de vermelho, o Benfica entrou forte e aos 30 segundos Lima desperdiçava um golo feito com um gesto técnico deficiente. A bola não estava alta demais nem baixa demais, Lima tinha tudo para fazer golo (e nem precisava de fazer um chapéu..) mas rematou mal e perdeu-se ali uma flagrante ocasião.
Os primeiros 15 minutos foram de boa qualidade e culminaram com o golo de Cardozo (numa penalidade tão indiscutível como ridículas foram as discussões de quem a questionou). Daí para a frente o Beira-Mar agigantou-se e num misto de entrega e sacrifício chegava ao intervalo com mais ataques, mais posse e mais remates que o Benfica.
No segundo o tempo, esta ideia não se alterou muito e apesar de duas boas ocasiões (remate de Lima e falhanço de Cardozo na pequena área!!) desperdiçadas, o Beira-Mar criou muitos problemas e demonstrou que dificilmente descerá de divisão (é último classificado actualmente).
Neste jogos (como noutros desta época) vimos pouca nota artística e um Jesus mais pragmático. Ele parece ter aprendido como é difícil ser-se campeão no futebol português e que o espectáculo em forma de golos não garante, por si só, o escudo nas camisolas encarnadas.
O jogo de Braga foi o terceiro (primeiro a nível nacional) desta época em que o Benfica não marcou (depois do duplo duelo com o Barcelona) mas a verdade é que nesta época, o Benfica apenas contabiliza 2 derrotas: Spartak e Barcelona.
Espera-se que as derrotas europeias tenham terminado por aí (o Bordéus é já a seguir) e que as derrotas a nível doméstico sejam mesmo algo desconhecido neste final de época.
Meia-final da Taça da Liga, em casa de um Braga que via esta competição como a derradeira oportunidade de conquistar um título (desde a Intertoto de 08/09). Se por norma jogar em Braga nos dias de hoje é tremendamente difícil, nestas condições e com a exigente série de jogos do Benfica, mais complicado se tornava.
Várias alterações no nosso 11 não nos retiraram competitividade (a maior surpresa terá sido mesmo a titularidade de Roderick a..."trinco"). Logo no início da partida, um contra-ataque fulminante do Benfica terminou - com grande estrondo - na barra da baliza bracarense. Rodrigo foi o autor dessa jogada e remate. Quando vi Cardozo e Martins isolados, ao lado de Rodrigo, nessa jogada, tive um déjà-vu de Nou Camp, quando o prodígio brasileiro falhou um lance similar quando tinha Nolito isolado ao seu lado.
O Braga equilibrou a luta e de realçar apenas uma oportunidade (com 3 remates) superiormente negada por Artur e um offside escandalosamente marcado a Urreta (com grande probabilidade de fazer golo).
No segundo tempo, com Aimar e Martins, a nossa posse de bola melhorou e houve mais critério no passe. Pelo menos até à área adversária, onde várias vezes faltou uma tomada de decisão adequada para "acabar com o jogo" e a eliminatória. Adivinhava-se o golo benfiquista e o Braga recuava cada vez mais. Numa dessas investidas, Gaitán foi mesmo derrubado dentro da área. Faltavam 10 minutos para o fim da partida. O árbitro Marco Ferreira - que, sejamos justos, tem feito boas arbitragens - fechou os olhos e cedeu canto. Fica a sensação de o jogo terminar como começou, com um Benfica "em cima" do adversário. Talvez no prolongamento a nossa vitória se materializasse.
Curiosamente o Benfica termina a partida fisicamente mais forte que o Braga (que tinha mais 24h de descanso e um calendário bem mais leve) e tanto Roderick (que andou perdido nalguns momentos, tendo sido inclusivé amarelado) como Martins e Aimar foram mais que suficientes para se superiorizar ao meio-campo adversário. Tal como no jogo frente ao Paços, fica a sensação que o nosso centro do terreno joga melhor com Martins e/ou Aimar. Os passes de ruptura são mais frequentes e o carrocel do meio-campo tem outra nota artística.
Era Taça da Liga e não havia prolongamento. Seguiram-se os pontapés da marca de grande penalidade. Artur fez uma assombrosa defesa no primeiro penalty e deu vantagem ao Benfica, o mais complicado parecia feito. Luisão, Roderick e Gaitán trataram de desfazer esse sonho falhando as suas penalidades. A 5ª vitória na Taça da Liga ficava afastada, numa competição onde contabilizamos uma única derrota em 6 edições (31 de Outubro de 2007, 2-1 em Setúbal).
Seguiu-se o Beira-Mar em Aveiro, para aquela que é a competição prioritária: o Campeonato Nacional. Num estádio vestido de vermelho, o Benfica entrou forte e aos 30 segundos Lima desperdiçava um golo feito com um gesto técnico deficiente. A bola não estava alta demais nem baixa demais, Lima tinha tudo para fazer golo (e nem precisava de fazer um chapéu..) mas rematou mal e perdeu-se ali uma flagrante ocasião.
Os primeiros 15 minutos foram de boa qualidade e culminaram com o golo de Cardozo (numa penalidade tão indiscutível como ridículas foram as discussões de quem a questionou). Daí para a frente o Beira-Mar agigantou-se e num misto de entrega e sacrifício chegava ao intervalo com mais ataques, mais posse e mais remates que o Benfica.
No segundo o tempo, esta ideia não se alterou muito e apesar de duas boas ocasiões (remate de Lima e falhanço de Cardozo na pequena área!!) desperdiçadas, o Beira-Mar criou muitos problemas e demonstrou que dificilmente descerá de divisão (é último classificado actualmente).
Neste jogos (como noutros desta época) vimos pouca nota artística e um Jesus mais pragmático. Ele parece ter aprendido como é difícil ser-se campeão no futebol português e que o espectáculo em forma de golos não garante, por si só, o escudo nas camisolas encarnadas.
O jogo de Braga foi o terceiro (primeiro a nível nacional) desta época em que o Benfica não marcou (depois do duplo duelo com o Barcelona) mas a verdade é que nesta época, o Benfica apenas contabiliza 2 derrotas: Spartak e Barcelona.
Espera-se que as derrotas europeias tenham terminado por aí (o Bordéus é já a seguir) e que as derrotas a nível doméstico sejam mesmo algo desconhecido neste final de época.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
São 11 contra 11 e no final ganha... o Benfica
A expressão era utilizada para a Mannschaft face à aparentemente inevitável vitória daquela equipa. Pois bem, o Benfica (que nunca se deu bem com equipas alemãs) tratou de actualizar a expressão e apropriou-se dela.
Despachou uma das mais fortes e competitivas equipas alemãs da actualidade (Bayer Leverkusen) com 2 vitórias em 7 dias (e pelo meio ainda teve que derrubar uma muralha negra de anti-jogo no Campeonato Nacional) apurando-se para os oitavos de final da Liga Europa (Salut Bordeaux!).
Depois da lição de solidariedade na BayArena, o Estádio da Luz assistiu a nova vitória (mais complicada desta feita). Os alemães - através dos discursos proferidos durante a semana - pareciam convencidos que poderiam eliminar-nos e apareceram descomplexados e confiantes. Jogaram ao ataque e criaram perigo logo nos primeiros minutos.
Por outro lado, os nossos jogadores pareceram algo "desligados" nos primeiros 45 minutos. Apesar disso, um bom cabeceamento de Gaitán poderia ter resultado em golo (contra 2 bolas no poste de Artur, sendo que perigosa apenas a primeira).
No segundo tempo jogámos melhor, os jogadores correram mais e demonstrámos uma maturidade apreciável para este tipo de competição. Ola John fez um golaço, Artur só não defendeu o indefensável e Matic (cheio de classe) enviou os alemães para fora das competições europeias. Mais 2 cabeceamentos de Salvio (um por cima e outro contra um defesa) poderiam ter dilatado a vantagem, mas como disse Jesus seria injusto para o Leverkusen.
Depois do 3º classificado da Bundesliga (única equipa a bater o Bayern, em Munique) seguiu-se o 3º classificado da Liga Portuguesa. O Paços tinha 2 derrotas no Campeonato (no Dragão e em casa frente ao Benfica) e chegava à Luz "fresco". Previa-se pois um jogo difícil.
Enzo 'El Principito' Pérez tratou de resolver cedo (8 minutos) as dúvidas acerca do vencedor. Criou um desequilíbrio ao entrar na área e, isolado, bateu o GR adversário. Depois do sufoco da jornada passada, estava feito o mais difícil.
O Benfica continuou a jogar bem e a desperdiçar oportunidades. Na segunda parte, com um Carlos Martins em grande plano, Cardozo marcou o da praxe e Lima (apesar do golo ser atribuído a Salvio) fechou as contas: 3-0 (e foi curto).
Não há volta a dar, seja de forma mais cerebral e calculista (frente ao Bayer) ou com a vertigem do golo em mente, esta época os jogos do Benfica teimam em ter um denominador comum: são 11 contra 11 e no final ganha...o Benfica!
Despachou uma das mais fortes e competitivas equipas alemãs da actualidade (Bayer Leverkusen) com 2 vitórias em 7 dias (e pelo meio ainda teve que derrubar uma muralha negra de anti-jogo no Campeonato Nacional) apurando-se para os oitavos de final da Liga Europa (Salut Bordeaux!).
Depois da lição de solidariedade na BayArena, o Estádio da Luz assistiu a nova vitória (mais complicada desta feita). Os alemães - através dos discursos proferidos durante a semana - pareciam convencidos que poderiam eliminar-nos e apareceram descomplexados e confiantes. Jogaram ao ataque e criaram perigo logo nos primeiros minutos.
Por outro lado, os nossos jogadores pareceram algo "desligados" nos primeiros 45 minutos. Apesar disso, um bom cabeceamento de Gaitán poderia ter resultado em golo (contra 2 bolas no poste de Artur, sendo que perigosa apenas a primeira).
No segundo tempo jogámos melhor, os jogadores correram mais e demonstrámos uma maturidade apreciável para este tipo de competição. Ola John fez um golaço, Artur só não defendeu o indefensável e Matic (cheio de classe) enviou os alemães para fora das competições europeias. Mais 2 cabeceamentos de Salvio (um por cima e outro contra um defesa) poderiam ter dilatado a vantagem, mas como disse Jesus seria injusto para o Leverkusen.
Depois do 3º classificado da Bundesliga (única equipa a bater o Bayern, em Munique) seguiu-se o 3º classificado da Liga Portuguesa. O Paços tinha 2 derrotas no Campeonato (no Dragão e em casa frente ao Benfica) e chegava à Luz "fresco". Previa-se pois um jogo difícil.
Enzo 'El Principito' Pérez tratou de resolver cedo (8 minutos) as dúvidas acerca do vencedor. Criou um desequilíbrio ao entrar na área e, isolado, bateu o GR adversário. Depois do sufoco da jornada passada, estava feito o mais difícil.
O Benfica continuou a jogar bem e a desperdiçar oportunidades. Na segunda parte, com um Carlos Martins em grande plano, Cardozo marcou o da praxe e Lima (apesar do golo ser atribuído a Salvio) fechou as contas: 3-0 (e foi curto).
Não há volta a dar, seja de forma mais cerebral e calculista (frente ao Bayer) ou com a vertigem do golo em mente, esta época os jogos do Benfica teimam em ter um denominador comum: são 11 contra 11 e no final ganha...o Benfica!
domingo, 17 de fevereiro de 2013
GOOOOOOOLOOOOOOOOOOO !!!!!!!
Estádio da Luz. 93 minutos.
O Universo Benfiquista está na bota de Lima. Deita o guardião Ricardo e o grito GOLO! estremece o Estádio, o País, o Mundo benfiquista!
Era um jogo pós-europeu (tremendo desgaste em Leverkusen) e frente a uma equipa de linha azul e que defende muitíssimo bem. A juntar a isto, o handicap de não contarmos com Matic ("só" o melhor jogador desta época), Cardozo (o melhor marcador estrangeiro da história do Benfica) e André Gomes (o mais recente benfiquista a ser chamado à selecção A).
O Benfica fez um jogo fraco, foi algo lento e isso complica a vida a quem tem que desbaratar uma muralha defensiva e rigorosa desta Académica, repito, de linha azul. Posto isto, e não renegando o jogo menos conseguido dos nossos atletas, aqui ficam alguns dados desta noite:
Posse de bola: 67/33
Cantos: 14/3
Ataques: 53/7
Remates: 17/1
Se a jogar mal, e frente a uma boa equipa (táctica e defensivamente), conseguimos estes números, estou seguro que o Leverkusen, na próxima 5ª feira, vai levar para contar.
Deixemos então o bom futebol para 5ª feira e desfrutemos da alma, da garra, da estrela de campeão que nos garantiu 3 difíceis mas muito saborosos pontos esta noite. Gostei da equipa nunca ter mostrado desespero, face às duas linhas defensivas extremamente cerradas da Académica, o Benfica tentou flanquear sempre o jogo e nunca se precipitou em bombear bolas para a área. Houve algum critério na posse (apesar de demasiados passes errados) para se tentar esburacar um adversário sólido. Conseguimos boas chances e boas jogadas colectivas, ainda assim em muito menor número que o habitual na Catedral.
Mas vitórias destas, ao cair do pano, são muito saborosas para nós adeptos, mas sobretudo para o grupo de trabalho. A última vez que não fizemos golos na Luz foi frente ao Barcelona, no Campeonato já não recordo a última vez que ficámos em branco. Aliás, em todos os jogos desta época, só não marcámos em 3 jogos (em Glasgow frente ao Celtic e nos 2 desafios com o Barcelona), logo, se há coisa garantida por este Benfica de Jesus, é que marcamos quase sempre um golo pelo menos.
Poucos terão tido o sabor do de hoje (excelente Lima sob pressão tremenda) mas foi só mais um na rota iniciada em Julho. Previ 3 vitórias seguidas (na Luz) se vencessemos na Alemanha, pois bem, acho que a mais difícil está ultrapassada. Nem Bayer, nem Paços abdicarão de vencer (ou jogar futebol) enxovalhando o seu nome em benefício de terceiros.
A forma "tresloucada" como os atletas/dirigentes daquela que já foi Briosa reagiram à derrota fazem-me pensar que o pontinho perdido (irrelevante num campeonato medíocre) trazia uma maleta de sonhos amarrada.
Quando soube da nossa despromoção à Liga Europa, em Dezembro, referi que esta competição tem mais uma eliminatória que a Champions e que estes 1/16 de final, disputados em 7 dias e com jogo de campeonato pelo meio, seria tremendamente duro. Passámos (ou estamos quase a passar) esta fase delicada (espera-se que incólume) com nota positiva, ultrapassando o Bayer e derrotando o Paços (próximo Domingo na Luz) chegaremos a Braga com tudo para assegurar outra final esta época.
Hoje estivemos suspensos na bota de Lima, venha de lá o recital na quinta-feira, queremos soltar mais gritos como o que hoje estremeceu o Universo Benfiquista.
Estádio da Luz. 93 minutos.
GOOOOOLOOOOOOOOOOOOOOOO !!!!!
O Universo Benfiquista está na bota de Lima. Deita o guardião Ricardo e o grito GOLO! estremece o Estádio, o País, o Mundo benfiquista!
Era um jogo pós-europeu (tremendo desgaste em Leverkusen) e frente a uma equipa de linha azul e que defende muitíssimo bem. A juntar a isto, o handicap de não contarmos com Matic ("só" o melhor jogador desta época), Cardozo (o melhor marcador estrangeiro da história do Benfica) e André Gomes (o mais recente benfiquista a ser chamado à selecção A).
O Benfica fez um jogo fraco, foi algo lento e isso complica a vida a quem tem que desbaratar uma muralha defensiva e rigorosa desta Académica, repito, de linha azul. Posto isto, e não renegando o jogo menos conseguido dos nossos atletas, aqui ficam alguns dados desta noite:
Posse de bola: 67/33
Cantos: 14/3
Ataques: 53/7
Remates: 17/1
Se a jogar mal, e frente a uma boa equipa (táctica e defensivamente), conseguimos estes números, estou seguro que o Leverkusen, na próxima 5ª feira, vai levar para contar.
Deixemos então o bom futebol para 5ª feira e desfrutemos da alma, da garra, da estrela de campeão que nos garantiu 3 difíceis mas muito saborosos pontos esta noite. Gostei da equipa nunca ter mostrado desespero, face às duas linhas defensivas extremamente cerradas da Académica, o Benfica tentou flanquear sempre o jogo e nunca se precipitou em bombear bolas para a área. Houve algum critério na posse (apesar de demasiados passes errados) para se tentar esburacar um adversário sólido. Conseguimos boas chances e boas jogadas colectivas, ainda assim em muito menor número que o habitual na Catedral.
Mas vitórias destas, ao cair do pano, são muito saborosas para nós adeptos, mas sobretudo para o grupo de trabalho. A última vez que não fizemos golos na Luz foi frente ao Barcelona, no Campeonato já não recordo a última vez que ficámos em branco. Aliás, em todos os jogos desta época, só não marcámos em 3 jogos (em Glasgow frente ao Celtic e nos 2 desafios com o Barcelona), logo, se há coisa garantida por este Benfica de Jesus, é que marcamos quase sempre um golo pelo menos.
Poucos terão tido o sabor do de hoje (excelente Lima sob pressão tremenda) mas foi só mais um na rota iniciada em Julho. Previ 3 vitórias seguidas (na Luz) se vencessemos na Alemanha, pois bem, acho que a mais difícil está ultrapassada. Nem Bayer, nem Paços abdicarão de vencer (ou jogar futebol) enxovalhando o seu nome em benefício de terceiros.
A forma "tresloucada" como os atletas/dirigentes daquela que já foi Briosa reagiram à derrota fazem-me pensar que o pontinho perdido (irrelevante num campeonato medíocre) trazia uma maleta de sonhos amarrada.
Quando soube da nossa despromoção à Liga Europa, em Dezembro, referi que esta competição tem mais uma eliminatória que a Champions e que estes 1/16 de final, disputados em 7 dias e com jogo de campeonato pelo meio, seria tremendamente duro. Passámos (ou estamos quase a passar) esta fase delicada (espera-se que incólume) com nota positiva, ultrapassando o Bayer e derrotando o Paços (próximo Domingo na Luz) chegaremos a Braga com tudo para assegurar outra final esta época.
Hoje estivemos suspensos na bota de Lima, venha de lá o recital na quinta-feira, queremos soltar mais gritos como o que hoje estremeceu o Universo Benfiquista.
Estádio da Luz. 93 minutos.
GOOOOOLOOOOOOOOOOOOOOOO !!!!!
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