. o penalty claro de Lahm;
. o(s) falhanço(s) de Jonas vs Neuer;
. o fraco remate de Jiménez;
. o bloqueio de Ribery a Eliseu no segundo golo alemão;
. a não expulsão de Javi Martinez;
. o segundo livre de Talisca;
. aquela bola do Jovic...
Inferno. O da Luz, nestes momentos....não tem mesmo comparação. Incríveis os adeptos do Glorioso. Em qualquer parte. Em todo o lugar. Sempre!!
O Benfica discutiu o jogo, ou melhor a eliminatória, até ao fim com o provável vencedor da prova (sina nossa cair frente aos vencedores das competições europeias) e fez tremer o poderoso Bayern de Guardiola.
Com várias ausências importantes (os 2 melhores jogadores estiveram fora, por exemplo), pensei naquele Benfica-Man Utd onde, num 11 muito fustigado por lesões e castigos, atirámos o gigante inglês para fora da Champions (golos do Geovanni e do....Beto).
E o golo de Jiménez (mais um mal-amado...) parecia trazer vida ao meu déjà-vu.
Mas logo de seguida, o mexicano falhou o k.o. aos bávaros e a possibilidade de passar para a frente da eliminatória ficou-se por isso mesmo, por uma possibilidade. Os alemães sentiram-se grogues mas não caíram, faltou-nos algum killer instinct.
O Bayern ressuscitou por Vidal (a grande figura do Bayern nesta eliminatória) e o intervalo chegou com empate a 1. Estava ainda mais difícil, mas os 60.000 benfiquistas recusavam deitar a toalha ao chão e os nossos atletas pareciam comungar desse sentimento colectivo: NUNCA NOS RENDEMOS!
Depois veio mais um dos muitos pormenores que desequilibraram a eliminatória. No 1-2, Ribery bloqueia Eliseu para que Javi Martinez se solte e cabeceie sem oposição (revejam as imagens). Aquilo foi estudado e saiu tal e qual como eles queriam, daí o festejo efusivo de Ribery com Guardiola, foi um golo de laboratório. O canto é batido longo para a zona de Ribery (que seria marcado por Eliseu, ambos jogadores de estatura média) que não fazia parte dos jogadores perigosos (e altos) naquela situação. Essa "desconsideração" natural por Ribery, face à sua estatura, neste tipo de lances, colocou Eliseu a marcá-lo e não um central ou um avançado altos. Até aqui tudo bem, a opção do Benfica é correcta. Mas quando Javi Martinez - que vem de trás - se liberta para ir disputar a bola (ele sabe onde ela vai cair), é Eliseu (mais baixo e menos possante no jogo aéreo) quem o tentará evitar. Só que Eliseu nem chega a entrar no lance porque é bloqueado e impedido por Ribery.
Não sei se é falta, mas já se fizeram capas de jornais neste país com os bloqueios do Benfica. Mais, já se marcaram faltas nesses movimentos (recordo-me de um outro jogo grande onde isso aconteceu).
Esse segundo golo afectou bastante o subconsciente dos jogadores, aquele sonho que pareceu tão à mão de semear estava agora bem mais longe. O público não se rendeu. Os jogadores continuaram a lutar. Mas era mais coração e menos cabeça.
Até que Gonçalo Guedes trouxe electricidade ao jogo e foi derrubado à entrada da àrea por Javi Martinez quando seguia isolado. Kuipers (o da marisqueira de Matosinhos e da final de Amsterdam frente ao Chelsea) tremeu e não expulsou o jogador espanhol do Bayern de Munique. Lance claro com decisão óbvia mas que o juíz holandês permitiu aos alemães continuarem a jogar 11 para 11.
Talisca faria um golaço nesse livre e o vulcão da Luz voltou a entrar em erupção. Guardiola olhou para o relógio. Como teriam sido esses minutos se estivessemos em superioridade numérica ? Nunca saberemos...
Até final houve outro livre de Talisca (bem a escolher outro ângulo oposto ao do golo) com Neuer, mesmo a bola saindo no seu lado, a chegar tarde, mas com a bola a passar agonizantemente do lado de fora do poste. E no último suspiro, Jovic, só com Neuer pela frente, rematou à figura. Teria sido a justa vitória no jogo e um marco na carreira de um menino sérvio que vai dar muito que falar.
O jogo não foi um massacre (nem cá nem lá), foi uma eliminatória equilibrada, e à superior posse de bola alemã (expectável) não houve correspondência num domínio tão absoluto do Bayern. Eles são melhores mas tiveram que suar muito, e com alguns pormenores poderiam ter sido eliminados por um Benfica sempre muito competente, que jogou 180 minutos olhos nos olhos com a máquina alemã de Guardiola mas com quem a sorte nada quis. Um golo em Munique teria feito tanta diferença...
Ver a euforia deles mostra como nos respeitaram e como perceberam que era difícil, muito difícil. Ver Pep Guardiola olhar para o relógio e apelidar-nos de super equipa, confesso, dá-me um certo gozo. Ouvir Vidal e Thiago (dois dos melhores médios do Mundo) elogiarem o Benfica, o Estádio da Luz e os adeptos benfiquistas é sinal do impacto que o Sport Lisboa e Benfica tem. No caso do chileno chegou mesmo a desejar que sejamos campeões nacionais este ano.
«O Benfica é muito forte, uma equipa muito organizada com jogadores muito fortes e fiquei surpreendido. Foi muito difícil mas felizmente conseguimos passar a eliminatória. Mas desejo-lhes muita sorte, oxalá possam ser campeões aqui em Portugal.» - Arturo Vidal
«Parabéns ao Benfica pelo grande nível que demonstrou nos dois jogos.» - Thiago Alcântara
«O Benfica é uma super equipa e com as faltas do Gaitán, Jonas e Mitroglou seria claramente muito mais forte, pelo que nesse aspecto acho que tivemos alguma sorte.» - Guardiola
Orgulho, E PLURIBUS UNUM
Mostrar mensagens com a etiqueta Champions League 15/16. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Champions League 15/16. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 14 de abril de 2016
quarta-feira, 13 de abril de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
Guardiola 0-1 Rui Vitória
Perdemos no Allianz Arena. Não levámos 6, nem 7, nem 5 em 20 minutos, mas perdemos. Portanto, o resultado não é bom. Mas, pela primeira vez posso dizer que Rui Vitória tem todo o mérito na nossa boa exibição.
Ontem foi o jogo 150 de Guardiola no Bayern, tem 114 vitórias! É para mim o melhor treinador do Mundo, mas ontem, apesar da vitória da sua equipa, perdeu no confronto com Rui Vitória. Não há memória de um Bayern com tão poucas chances de golo, tão poucos remates à baliza e uma vitória tão magra. E aí o mérito é todo do Benfica de Vitória.
O jogo começou da pior maneira possível, com 1'50'' de jogo os bávaros chegavam ao golo (quase que se ouviu o esfregar das mãos dos adeptos das últimas equipas portuguesas a jogar naquele magnífico estádio) e tinham tudo (ainda mais) a seu favor.
O Bayern conseguia sistematicamente e de forma fácil libertar um dos alas (Ribery ou Douglas Costa) e ameaçava marcar mais golos assim. Isto porque os 4 de trás (a linha defensiva que Pep apelidou de "uma das melhores da Europa") jogavam muito juntos no meio e deixavam (propositadamente ?) bastante espaço nos corredores laterais.
Vitória percebeu bem isso e tratou de fazer com que Pizzi e Gaitán começassem a tapar esses espaços ao invés de deslocar Almeida ou Eliseu para mais perto da linha lateral e do(s) adversário(s) directo(s). Aí sim vi dedo do treinador, vi um técnico que não se precipitou e corrigiu calma e ponderadamente a nuance estratégica que se lhe deparou.
Os jogadores do Benfica foram de menos a mais. Aumentaram os índices de confiança, mantiveram a posse de bola e foram-se soltando. O Bayern de Pep parecia não ter solução para encostar o Benfica ou criar graves problemas aos nossos.
Cerca dos 30' surge um lance que poderia ter virado a eliminatória. Gaitán surge na esquerda, "deita" Lahm e este, ao lançar-se de carrinho, corta a bola com o braço (dentro da área) e impede que esta chegue a um colega de Gaitán.
Penalty.
Penalty claro que ficou por marcar. O lance não desanimou os nossos e ainda antes do intervalo dispusemos de ocasião flagrante (por Gaitán, de pé esquerdo...) para empatar. A primeira parte terminava bem diferente de como havia começado, o Bayern não nos atemorizou e nós chegámos ao intervalo transmitindo alguns arrepios aos milhares de alemães (que foram sendo abafados pelos cerca de 5000 adeptos benfiquistas) presentes no Allianz Arena.
Na segunda parte o Benfica entrou ainda mais concentrado e começou a acumular jogo perigoso e duas flagrantes oportunidades de golo.
Ambas desperdiçadas por Jonas. A primeira num fabuloso trabalho individual que o deixou frente a frente com Manuel Neuer e a segunda numa recarga a remate de Mitroglou (que também aí poderia ter feito golo).
Foram uns bons 30 minutos em que só se ouviam benfiquistas no Allianz Arena e Guardiola parecia não ter forma de dar a volta à boa performance encarnada. Costa, Ribery, Coman e Muller pareciam banais, as estrelas chamavam-se Fejsa, Lindelof, Jardel ou Sanches.
Quando nos oitavos de final o Bayern perdia com a Juventus, Guardiola disse: «só pensava "que faria Johan nesta situação ?" e foi o que tentei fazer com as minhas alterações». Ontem, provavelmente pensou o mesmo, mas talvez não tenha sido tão ambicioso (afinal, ao contrário do jogo com os italianos, estava em vantagem), isto apesar de nos últimos minutos o Bayern se ter voltado a aproximar com perigo da baliza de Ederson (enorme! Júlio César vai ter que trabalhar bastante para recuperar a titularidade).
O Bayern mereceu ganhar ? Talvez. Mas o Benfica merecia ter marcado na Alemanha. E se tivesse empatado o jogo, se calhar o aspecto psicológico teria sido mais prejudicial para o nosso adversário (como aconteceu em S.Petersburgo, por exemplo) e o desfecho da eliminatória seria bem diferente.
Mas se tentar ser o mais imparcial possível, acho que o resultado mais ajustado seria um 2-1, e nesse caso, o Benfica tinha bastantes possibilidades de eliminar o colosso alemão. Mas, ainda assim, estamos vivos e o sonho continua.
Houve muita gente em muito bom nível, mas acho que o mais importante foi a boa imagem que o Benfica deixou a toda a Europa do futebol. Também por isso o meu destaque vai para Rui Vitória. Sempre fui crítico com ele, aumentei esses ataques face àquilo que demonstrou já no Benfica e rezei a todos os santinhos para que ele saísse do Benfica.
Hoje é de toda a elementar justiça que lhe faça uma vénia porque defrontou o melhor e saiu por cima. E isso, meus amigos, não pode ser sorte. Não está em causa o resultado final, perdemos e não há volta a dar, mas no confronto dos "bancos", para mim, Rui Vitória foi melhor na casa do treinador catalão.
Oxalá na quarta-feira, 13 de Abril, a Luz possa ser aquela que um dia intimidou Papin & Cia. e o Benfica possa dar um salto em frente na maior competição de clubes do Mundo.
segunda-feira, 14 de março de 2016
Foi o Zenith, mas não o zénite (venha o Real Madrid) !!
A eliminatória da Champions League contra o campeão russo revelou-se bastante mais simples que o que se esperava, e esse mérito é todo nosso. Não os menosprezámos e fomos muito focados e disciplinados na eliminatória.
Começo a achar que um dos grandes méritos deste Benfica é mesmo fazer das fraquezas forças. A equipa não é particularmente brilhante nem entusiasma o futebol europeu, mas é capaz de se galvanizar através de um acreditar, de um cerrar de dentes que só mesmo os atletas poderão explicar de onde vem essa garra e essa auto-confiança, numa época que pareceu mesmo estar perdida nos primeiros - turbulentos e medíocres - meses da campanha 15/16.
O Benfica pareceu passar por cima deste Zenith com relativa facilidade. A equipa russa, com um orçamento 4 veses superior ao nosso e com jogadores que foram e seriam ainda hoje estrelas entre nós (nomeadamente Witsel e Garay) nunca pareceu acompanhar a rotação dos nossos ou estar com o destino da eliminatória nas mãos (como aconteceu por exemplo na última época).
O Benfica foi sério, foi competente e acreditou sempre (os 3 golos benfiquistas da eliminatória foram marcados nos últimos minutos das duas partidas) ! Mas mais que isso, nunca entrou em desespero e mostrou ser hoje uma equipa bem mais adulta do que os primeiros meses daépoca auguravam.
A cada jogador que se lesiona ou perde a titularidade por castigo, outro surge com a mesma (ou maior) competência. Se atentarmos apenas na defesa apresentada na Rússia (Ederson, Nélson Semedo, Lindelof, Samaris e Eliseu) provavelmente nenhum faria parte do melhor 11 escolhido por nós benfiquistas (quando muito dou o benefício da dúvida ao Semedo..), mas a verdade é que todos estiveram impecáveis e que, hoje por hoje, parecem não haver impossíveis para aquele grupo de trabalho.
Escolham o vosso destaque, mas para mim há um nome que voou mais alto nesta eliminatória:
Victor Lindelof.
Na Luz foi só, para mim, o MVP e na Rússia foi ele quem liderou a defesa (e quase marcou também). Está aqui um senhor jogador! Posso parecer precipitado, mas Lindelof será já o melhor central deste Benfica 15/16, simplesmente irrepreensível. Nos poucos jogos que já fez conseguiu colocar Slimani e Dzyuba literalmente no bolso. O sueco tem tudo para se tornar um ídolo entre nós, oxalá o tratemos com o respeito que ele merece e que a nossa ligação seja duradoura. Obrigado Lindelof pelo carácter e persistência que tens demonstrado entre nós.
O outro nome que queria destacar (e atenção que há muita gente a brilhar no Benfica actual: Fejsa, André Almeida, Mitroglou entre tantos) e com total merecimento é Rui Vitória.
Sempre fui crítico de Vitória (e argumentei sempre a minha opinião) mas apesar de ainda não conseguir ver dedo de treinador na recuperação, na superação desta equipa, não posso ignorar os resultados que se têm conseguido. Se tacticamente me continua a oferecer dúvidas, o ambiente entre jogadores, o "psicológico" da equipa, não pode ser independente do seu timoneiro. A forma de liderar de Rui Vitória tem que agradar ao grupo, senão nunca teriam dado a volta aos vários períodos negros que esta época já mostrou para os lados da Luz.
E se no final ele conseguir o 35º Campeonato da história do Sport Lisboa e Benfica...esse feito deve ter o devido destaque e as consequentes e merecidíssimas congratulações. Não estou nada seguro disso, mas para já, Vitória voltou a fazer-me sonhar e não posso ignorar a responsabilidade dele no actual estado de espírito. O sucesso dele será o do Benfica!
Criticá-lo-ei como sempre, se para isso tiver motivos, mas não posso ignorar os resultados que a equipa (comandada por ele) conseguiu e a evolução dos resultados (e do plantel!) da presente época. Obrigado Rui Vitória por teres conseguido tornar um céptico de novo num sonhador.
P.S. - NADA está ganho, continuemos com a humildade e seriedade que nos trouxe até aqui (3 competições em Março, quartos da Champions, líder isolado do Campeonato e semi-finalista da Taça da Liga) porque só assim seremos nós a festejar no final.
P.P.S. - na Champions quero o Real Madrid! Pode ser feeling ou fezada, mas digo-vos que seria o adversário ideal. Primeiro porque era um clássico da Champions, a receita seria máxima e ninguém exigiria que os eliminássemos, e em segundo lugar porque os acha uma das equipas mais sobrevalorizadas da Europa. Fabulosos jogadores que não rendem enquanto conjunto, por oposição à nossa falta de estrelas mas com uma união e espírito de grupo que torna possível o impossível.
Uma palavra para mais um grande benfiquista que nos deixou: Nicolau Breyner. Que os nossos jogadores possam vencer o Tondela esta noite como forma de homenagem a um grande Senhor. Descansa em paz, Nico.
quinta-feira, 22 de outubro de 2015
1..2..3.. Gaitán fez de Messi em três toques
Um golo tipicamente à Messi, com 3 simples mas geniais toques, Nicolás Gaitán fez um golaço ao mais puro estilo do astro Lionel. E com esse golo atingiu algo que nem Messi conseguiu (ainda): marcar nas primeiras 3 jornadas da fase de grupos da Champions League.
Domingo na Luz queremos a vitória no derby. Contamos com o nosso Messi e com todos os benfiquistas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)











